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25/02 - Volta às aulas na Alemanha em tempos de pandemia
País retoma aulas presenciais para alunos do último ano do ensino fundamental, mas decisão está longe de atingir consenso. Para críticos, estratégia ainda é arriscada. Muitos veem a reabertura das escolas como precipitada Gregor Fischer/dpa via AP Setas no chão dos corredores indicando o caminho, vozes pelos alto-falantes pedindo que todos mantenham distância, classes divididas em grupos menores – esse é o novo normal em tempos de pandemia de coronavírus para cerca de 300 alunos da escola Friedrich-Ebert-Gymnasium na cidade alemã de Bonn, no oeste da Alemanha. Pertencentes às últimas turmas do ensino fundamental e, portanto, com exames de avaliação de desempenho marcados para este ano, eles estão de volta às aulas desde segunda-feira (22). "Fizemos alguns preparativos", disse à DW o diretor da escola, Frank Langner. Em sua instituição, cada turma foi dividida em dois grupos chamados coortes, cada um com 70 a 75 alunos. Os cursos individuais também foram distribuídos em duas salas de aula, fazendo com que nunca haja mais do que 15 alunos em uma única sala. "Dessa forma, podemos garantir que uma eventual infecção fique limitada a uma coorte. Foi assim que adaptamos as aulas presenciais", explica. O diretor destaca ainda que, graças a essas turmas menores, ao distanciamento e ao uso de máscaras, o risco de infecção durante as aulas é bastante baixo. Desde segunda-feira, escolas de toda a Alemanha estão se valendo de medidas como essas para voltar a oferecer aulas presenciais. De início, reabriram apenas as escolas primárias e as turmas que deverão fazer os exames estaduais. Na Renânia do Norte-Vestfália, o estado mais populoso da Alemanha, isso representa cerca de um terço de todos os 2,5 milhões de estudantes. Regras variam de estado para estado Mas a volta às aulas não obedece a uma regra uniforme em todo o país, pois a educação na Alemanha é assunto dos estados, e não do governo federal. Isso leva a uma série de respostas diferentes à crise do coronavírus. Em Saarland, por exemplo, classes com exames marcados estão voltando todas juntas, ao tempo que em outros estados, como Baden-Württemberg, as turmas são revezadas em grupos menores. O mesmo também é observado em outras áreas: às vezes é exigido o uso de máscara nas salas de aulas, outras não; alguns estados planejam testes regulares para professores e alunos, outros não. "Devemos distinguir entre o que faz sentido localmente e o que precisa ser aplicado em todo o estado", diz Langner. Em Bonn, algumas turmas frequentam as aulas em dias alternados. Em outras escolas, como a sua, as classes foram divididas em salas distintas. Na prática, isso significa que até mesmo irmãos podem ser submetidos a abordagens diferentes no combate à pandemia. "Deveria haver uma certa uniformidade", aponta Langner. Professores na linha de frente Mas as diferenças não residem apenas na estratégia. Muitos também criticam a própria decisão de reabrir as escolas. Com números de infecções ainda instáveis e a variante britânica se espalhando em algumas partes da Alemanha, muitas pessoas temem que o país esteja no limiar de uma terceira onda de infecções. Políticos como a ministra alemã da Educação, Anja Karliczek, são a favor da reabertura. "As crianças, especialmente as menores, precisam umas das outras", defendeu Karliczek. Uma das grandes preocupações diz respeito à segurança dos professores. Em algumas regiões, como o estado da Turíngia, as escolas estão reabrindo apesar de uma incidência de 100 novas infecções por 100 mil pessoas em sete dias. Cada hora na escola, portanto, traz consigo um risco elevado de infecção. É por isso que os estados e o governo federal concordaram nesta semana em priorizar a vacinação de professores de escolas primárias e funcionários de creches e de escolas primárias. De acordo com o novo plano, os estados deverão oferecer vacinas a esses grupos assim que doses suficientes estiverem disponíveis. Colocando a carroça na frente dos bois Apelos para que professores e outros funcionários de escolas ganhassem prioridade na vacinação vêm aumentando há semanas. Até agora, eles não podiam contar com uma vacina antes do início do verão europeu, quando o ano letivo já estaria praticamente concluído. Mas de acordo com o novo plano, professores devem ser vacinados já na primavera. A ministra de Assuntos Sociais da Baixa Saxônia, Carola Reimann, disse que seu estado "tem pedido por medidas como essas já há algum tempo" em reuniões com o governo federal. A Associação Alemã de Professores também tem pressionado nesse sentido. "Gostaríamos que isso tivesse sido feito antes da reabertura das escolas. Este é um caso clássico de colocar a carroça na frente dos bois", disse o presidente da associação, Heinz-Peter Meidinger, em entrevista à DW. A Associação Alemã de Professores também critica a decisão de priorizar os professores do ensino fundamental, dizendo que os alunos do ensino médio espalham o vírus de maneira semelhante aos adultos e, portanto, professores que dão aulas no ensino médio também estão expostos a um risco maior. O presidente da Fundação Alemã para Proteção de Pacientes, Eugen Brysch, critica a mudança nas prioridades de vacinação. Ele disse que o plano anterior já levava em consideração os riscos de infecção. "Se certas profissões forem promovidas, isso custará vidas", disse Brysch antes da decisão. Meidinger defendeu os professores dizendo que não se trata de passar à frente dos idosos na hierarquia da vacinação. Segundo ele, a Associação de Professores não fez suas exigências até que ficou claro que a vacina da AstraZeneca não seria administrada em idosos. Nem todos os professores querem ser vacinados A AstraZeneca é de fato uma solução potencial para o dilema. Por falta de dados até ao momento, o imunizante da Oxford não está sendo oferecido a idosos. Mas os efeitos colaterais podem ser graves e isso é visto com suspeita por algumas pessoas. Como resultado, muitos não comparecem aos postos de vacinação nos horários marcados para receber suas doses de vacina da AstraZeneca. "Alguns professores também são céticos em relação às vacinas", disse Meidinger. "Mas há um grande número de pessoas a favor da vacinação". Alguns estados já traçaram planos concretos para inocular professores. O ministro de assuntos sociais de Baden-Württemberg, Manfred Lucha, anunciou que os professores podem agendar uma vacinação a partir da semana que vem – graças a um grande carregamento da vacina da AstraZeneca. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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25/02 - Votação de proposta que acaba com investimento mínimo em Educação e Saúde é adiada
Ainda nesta quinta, líderes dos partidos no Senado devem se reunir no plenário para debater o tema. No bastidor, algumas lideranças avaliam fatiar a PEC. Votação da PEC Emergencial fica para a semana que vem A votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) Emergencial no Senado, que pretende acabar com o investimento mínimo em Educação e Saúde, foi adiada para a semana que vem. A previsão era de que o texto fosse votado nesta quinta-feira (25), mas faltou acordo entre os líderes dos partidos. A PEC prevê levantar recursos para pagar uma nova rodada do auxílio emergencial. A Constituição diz que estados e municípios devem destinar 25% da receita em Educação. Em Saúde, são 12% da receita de estados e 15% dos municípios. No caso do governo federal, o piso de gastos nas duas áreas não pode cair e ainda deve ser corrigido pela inflação do ano anterior. Os cortes nestes investimentos foram acrescentados ao texto, que originalmente havia sido enviado ao Congresso em novembro de 2019, com a ideia de equilibrar as contas públicas federais. Diversas entidades de educação se manifestaram contra. O relator da PEC, senador Márcio Bittar, do MDB, defendeu a aprovação sem mudanças. Acabar com investimento mínimo em educação é 'impensável' e coloca orçamento 'em risco', dizem entidades Senado: proposta de fim do piso de Saúde e Educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes “Eu acho ruim que ela não seja votada como está apresentada. O Brasil tem que aumentar a dívida pública para atender pais e mães de família que precisam se alimentar, tem. Mas ao mesmo tempo que nós temos aumentar rigor fiscal sim. Não dá para estados, municípios e a União continuarem agigantando os estados, a estrutura política administrativa praticamente comendo a sociedade”, afirma Márcio Bittar. Perda em investimentos O presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Vitor Angelo, afirmou que, se o texto for aprovado como está, haverá uma perda grande do que é investido hoje em Educação. “Algumas estimativas apontam pra uma redução de 40% na fonte de financiamento para Educação, o que representaria alguma coisa como R$ 90 bilhões. E é por essa razão que o Consed se posiciona contra a sua aprovação no Congresso Nacional”, afirma Vitor Angelo. Para o presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Luiz Miguel Garcia, a PEC é “o maior ataque que a Educação sofre pós-Constituição de 1988” “Se a PEC passar como está, podemos entrar em um processo de perda de qualidade muito grande. Imagina os projetos complementares de aprendizagem, de qualidade na alimentação das escolas. Todas essas coisas vão perdendo espaço, vai cortando aqui, ali. Vai minando.” O movimento Todos pela Educação já havia alertado essa semana que a medida, além de levar a uma redução substancial dos gastos públicos com Educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição dos recursos vinculados à educação. Em nota divulgada ontem, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), afirmou que é preciso previsibilidade de recursos, planejamento, infraestrutura, profissionais de saúde capacitados e sempre prontos para garantir o cuidado da população. E que a PEC em discussão traz o risco de retirar a garantia a dois direitos essenciais para o brasileiro: a Saúde e a Educação. Ao negar previsibilidade de recursos, ela tira do povo a conquista mais relevante social no brasil, prevista na constituição federal. “a saúde é um direito de todos e dever do estado.” Nesta quarta (24), o governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste, Wellington Dias, assinou em nome do Fórum de Governadores do Nordeste uma nota pública manifestando-se contrário ao fim do piso para Saúde e Educação. Para os gestores, a PEC emergencial é uma ameaça ao Sus e ao Fundeb. Debate Ainda nesta quinta, líderes dos partidos devem se reunir no plenário para debater o tema. No bastidor, algumas lideranças avaliam fatiar a PEC. Em tese, poderia ser votado apenas o conjunto de medidas para reduzir despesas pra ajustar as contas públicas, viabilizando assim um novo auxílio emergencial. O governo faria uma nova rodada do benefício por meio de créditos extraordinários que ficam fora do teto – que limita as despesas à inflação do ano anterior. Nessa nova rodada do auxílio emergencial, o governo estuda pagar quatro parcelas de R$ 250. O custo estimado deve ficar entre R$ 30 bilhões e R$ 40 bilhões. O líder do PSD, Nelsinho Trad, afirmou que o Senado está buscando um caminho para aprovar o auxílio emergencial na semana que vem. “O projeto está para ser adequado diante da necessidade maior da aprovação da questão do que que será destinado a aquele que mais precisa, referente ao ajuste emergencial. Os ajustes fiscais, que precisam ser feitos pra viabilizar essa questão é que é palco das polêmicas, porém aberto para discussões a fim de exaurir essas polêmicas pra poder ter uma votação na semana que vem esgotada desse assunto”, afirma Nelsino Trad. VÍDEOS: saiba tudo sobre Educação
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25/02 - Reaplicação do Enem 2020 tem abstenção de 72%
Exame foi aplicado para estudantes do Amazonas, estado que suspendeu a realização em janeiro. Também foram feitas as provas do Enem PPL, para privados de liberdade. Alunos entram em escola após abertura dos portões para a reaplicação do Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM A última aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 terminou nesta quarta-feira (24) com um índice de abstenção de 72,2% no primeiro dia de provas e de 72,6% no segundo. As outras versões do Enem 2020, as provas impressa e digital, também tiveram alto número de faltas. As provas eram uma "repescagem" para quem não pode fazer o exame na data regular. Quem teve Covid ou outra doença infectocontagiosa, ou enfrentou problemas de logística, como salas lotadas ou falta de energia, pode fazer um novo exame nesta terça (23) e quarta. Nas mesmas datas, foram feitas as provas do Enem PPL, para privados de liberdade. O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março para todos os candidatos. Nesta aplicação, eram esperados 276 mil participantes inscritos. Entre eles: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Alexandre Lopes, presidente do Inep, agradeceu "o empenho do governador do Amazonas, por ter decretado ponto facultativo e feriado escolar" para realização do Enem no estado. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021. A prova está sendo planejada para novembro ou dezembro, mas ainda não foi confirmada. Em Manaus (AM), o primeiro dia de provas teve pouca movimentação nos locais de aplicação. Em Porto Alegre (RS), candidatos relataram que havia poucos candidatos. Na aplicação regular, houve registro de alunos impedidos de entrar nos locais porque as salas estavam lotadas era impossível manter o distanciamento. Na época, o G1 ouviu alguns candidatos que passaram por esta situação, confira no vídeo abaixo: Candidatos contam que foram impedidos de fazer a prova do enem por causa de salas lotadas Tema da redação No primeiro dia de provas, na terça-feira, os candidatos responderam a questões de linguagens e de ciências humanas, e tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. 'Enem da pandemia' tem alta abstenção O Enem 2020 foi uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid. As provas foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram: 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%. 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. Foi a primeira vez que o Inep aplicou uma versão digital da prova. O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). VÍDEOS: saiba tudo sobre o Enem 2020
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24/02 - Apenas 5% dos alunos da rede pública terminam o ensino médio com conhecimentos adequados de matemática
Dados do Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) 2019 mostram que déficits na aprendizagem já eram preocupantes antes da pandemia. No Amazonas, onde a crise sanitária é maior, só 2% dos estudantes concluíram a escola com o nível esperado de raciocínio matemático. Giz e lousa em sala de aula Marcos Santos/USP Imagens De cada 100 estudantes que concluíram o ensino médio em escolas públicas brasileiras em 2019, apenas 5 alcançaram o nível esperado de conhecimentos em matemática. É o que aponta o Sistema de Avaliação do Ensino Básico (Saeb) 2019 — última avaliação nacional antes da pandemia. A maior parte dos alunos (54%) demonstrou ter domínio insuficiente da disciplina, e 41% deles aprenderam só o básico. Os dados, divulgados no fim de 2020 pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram tabulados e analisados nesta quarta-feira (24) pela plataforma QEdu, com apoio da Fundação Lehmann. Desde o início da pandemia de Covid-19, quando as escolas foram fechadas, não houve um levantamento nacional que mostrasse o impacto na aprendizagem de crianças e jovens. É possível que, com as dificuldades de acesso ao ensino remoto, os números já preocupantes fiquem ainda piores. Justamente os estados que enfrentam maior crise sanitária, como o Amazonas, já registravam, em 2019, índices abaixo da média nacional. Apenas 2% dos alunos de lá aprenderam o adequado em matemática no último ano do ensino médio. No Pará, 1%. Desempenho piora entre os mais velhos O desempenho dos alunos cai conforme eles avançam no fluxo escolar. Segundo o Saeb 2019, os índices de aproveitamento em matemática são mais altos nos anos iniciais. Veja, abaixo, a porcentagem de estudantes com conhecimentos adequados na disciplina, por etapa avaliada: 5º ano do ensino fundamental: 47% 9º ano do ensino fundamental: 18% 3º ano do ensino médio: 5% Domínio de português Em português, o Saeb 2019 mostra que 31% dos estudantes da rede pública terminaram a escola com os conhecimentos adequados. É observada a mesma tendência de queda a cada ciclo avaliado: no 5º ano do ensino fundamental, foram 57%; e no 9º ano, 36%. Podcasts
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24/02 - Estudantes do AM comentam desafio de estudar a distância e lidar com mortes na pandemia: ‘Perdi alguns professores'
Provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Estudante comenta sobre preparação para o Enem Estudantes do Amazonas fazem, nesta quarta-feira (24), o segundo e último dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os alunos, que devem responder 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática, comentaram sobre os desafios de se preparar para a prova com o ensino a distância e em meio a situações dramáticas causadas pela pandemia, como a perda de familiares e até professores. As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Somente nos primeiros 54 dias de 2021, o número registrado de mortes por Covid-19 no Amazonas já ultrapassou o total do ano passado. No estado, serão 163.444 candidatos. Em todo o país, são esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. RECEIO: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' MANAUS: Veja fotos do 1º dia de provas do Enem 2020 PROBLEMA: Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem O primeiro dia de aplicação de provas teve movimento tranquilo na terça (23). O único município que não aplicou o exame foi Boca do Acre, por conta da enchente que atinge a cidade. Estudante Mauro do Nascimento Pereira, de 20 anos relatou os desafios de fazer Enem em tempos de pandemia. Rebeca Beatriz/G1 O estudante Mauro do Nascimento Pereira, de 20 anos relatou os desafios de fazer Enem em tempos de pandemia. Para ele, foi difícil ver familiares adoecerem. Houve até casos de morte na família, em decorrência da Covid-19. "Minha bisavó ficou doente, ela faleceu há poucos dias. Não sabemos se era Covid, aguardamos o resultado. Uma tia pegou a doença e se recuperou. Perdi alguns familiares, infelizmente", comentou. "Esse ano está bem mais complicado por conta da pandemia, mas pelo que vi, as pessoas estão conscientes. Tinha também poucos alunos na minha sala. Estudar na pandemia foi complicado, de modo geral. Também vi pessoas da minha família adoecerem e morrerem". Ele já cursa História na Ufam, e agora tenta uma vaga para Jornalismo. "A prova estava boa, eu gostei de fazer. As questões de hoje também vão pesar bastante, mas vamos ver como vai ser", resumiu. Zona Central da capital, poucos estudantes aguardam a abertura dos portões. Na Zona Central da capital, poucos estudantes aguardam a abertura dos portões. Entre eles Jhonson Belchior e Jacqueline Litaiff, ambos de 18 anos. Os amigos já se formaram e estão buscando ingressar em uma faculdade pública. Jhonson chegou ao local de prova por volta das 9h30. Ele busca uma vaga no curso de direito e achou o primeiro dia do exame razoável. Segundo o estudante, a preparação escolar ajudou bastante. "Tivemos uma boa preparação. Os nossos professores passaram bem o espírito da prova e nos ajudaram bastante. Agora pretendo conseguir uma vaga no curso de direito, até por conta da afinidade que eu tenho com a área", contou. O estudante também falou sobre a preparação na pandemia. "Eu não me adaptei muito. Mas depois, aos poucos, fui me acostumando e consegui aproveitar o tempo livre para me preparar". Ao G1, Jacqueline contou que a preparação foi difícil, pois o formato do ensino a distância não ajudou muito. Ela também falou que perdeu alguns professores para a Covid-19 e outros não conseguiram se adaptar a nova didática. "Perdi alguns professores, um, inclusive, recentemente. E outros não conseguiram se adaptar muito bem à didática. Mas estudei por fora, fiz um cursinho e acredito que vai dar tudo certo", ressaltou. Jhonson e Jacqueline aguardam para fazer o Enem em Manaus Matheus Castro/G1 Revisão Safira da Silva Nogueira, 18 anos chegou às 10h para o segundo dia de prova. Ela, que vai tentar uma vaga no curso de Pedagogia, contou que teve dificuldade em algumas questões, mas gostou do tema da redação. Ela disse, ainda, que foi uma das últimas sair da sala de aula. "A prova foi um pouco tensa, mas no fim deu certo. Hoje espero que seja bem melhor que ontem. Saí por volta das 17h. Apesar de longas horas de prova, me preparei, levei água e um lanche leve", comentou. Ela comentou que na escola onde fez a prova, muitos faltaram. "Eram 28 alunos e só compareceram 8 pessoas. Acho que as pessoas estão com medo de sair e pegar o vírus. Mas a prevenção está OK. Tem álcool em gel, distanciamento, enfim, nessa parte está tudo certo", disse Suzyene Vitória contou que foi bastante cansativo o primeiro dia Rebeca Beatriz/G1 No segundo dia de prova, a estudante Suzyene Vitória, que no dia anterior aproveitou para dar aquela revisada no conteúdo, contou que foi bastante cansativo, e acredita que o nível das questões, pode, ainda, se intensificar. "Ontem fui uma das últimas a sair da sala. Foram 90 questões, e como eu nunca tinha feito, foi bem complicado. Me enrolei um pouco, mas acho que hoje ainda vai ser mais difícil. A estudante Isabelly Dias, de 18 anos, também comentou sobre os cuidados. "A gente tem que fazer a nossa parte. Eu trouxe meu álcool em gel, mas também vi alguns vidros de álcool no banheiro. Já foi um ano bastante complicado, as pessoas precisam se conscientizar", comentou. Isabelly Dias foi fazer Enem e comentou sobre os cuidados Rebecca Beatriz/G1 O marinheiro Gabriel Bandeira, de 20 anos, está fazendo o Enem pela terceira vez. Ele vai tentar uma vaga para o curso de Designer. "A prova ontem pareceu tranquila. A redação achei OK, um tema bem mais fácil do que na outras edições. Não sei como vai ser hoje, é difícil especular, mas estamos aqui", resumiu. Já experiente em fazer o Enem, o jovem contou que 2021 traz, além da prova, um cenário diferente, onde é preciso redobrar os cuidados. E este ano, além do cartão de inscrição e da caneta, ele trouxe também um componente que não estava presente nos anos anteriores, o álcool em gel. "Acredito que o maior desafio mesmo, este ano, se deu em decorrência de fazer o Enem em um período de pandemia. Mas o distanciamento social foi OK por aqui, e também tinha pouca gente. Na minha sala, tinha no máximo dez pessoas", disse. O marinheiro Gabriel Bandeira, de 20 anos, está fazendo o Enem pela terceira vez. Ele vai tentar uma vaga para o curso de Designer. Rebeca Beatriz/G1 Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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24/02 - 'Escolas bem vazias', relatam estudantes sobre reaplicação do Enem no RS; 2º dia de provas é nesta quarta
Têm direito de fazer quem apresentou teste positivo para Covid no dia do exame regular, em janeiro, ou quem teve problemas logísticos, como as salas lotadas. Reaplicação do Enem é realizada no RS e em outros estados do país Divulgação Estudantes que realizaram o primeiro dia de provas da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020, na terça-feira (23), no Rio Grande do Sul, relataram que as salas estavam com poucos candidatos e que foi tranquilo. Nesta quarta (24), os participantes vão fazer o 2º dia do exame, que terá questões de matemática e ciências da natureza. Os portões abriram às 11h30 e vão fechar às 13h. As provas começam às 13h30. Puderam pedir a reaplicação do Enem, candidatos que estavam com Covid no dia do exame, ou que tiveram problemas de logística, como as salas lotadas que impediram o distanciamento entre os participantes. Kayane Vieira, de 18 anos, que pretende cursar ciência da computação, disse que na sala em que fez a prova na terça, no Instituto Educacional do Rio Grande do Sul (IERGS), só havia ela e mais dois candidatos. "Na sala do lado da minha, só havia um menino. Fiquei sabendo que em outras escolas estavam bem vazias também. Foi bem tranquilo mesmo", afirma. A situação é diferente do primeiro dia da prova regular, que ocorreu em janeiro, em que estudantes do RS não conseguiram realizar o exame porque as salas haviam excedido a capacidade máxima de pessoas. "Nós chegamos ontem [terça] com medo de estarem lotadas de novo", comenta. O estudante Dionathan Gabriel Cardoso da Silva, de 18 anos, disse que o mesmo ocorreu na escola em que ele realizou a prova, no Colégio Estadual Coronel Afonso Emílio Massot, em Porto Alegre. "Na sala que eu fiz, estava apenas eu e os aplicadores, mesmo sendo previsto 17 alunos na sala". Dionathan pretende cursar medicina e conta que achou "a prova bem tranquila, muito lógica e racional". Redação O tema da redação da reaplicação do Enem 2020 foi 'a falta de empatia nas relações sociais no Brasil'. A informação foi divulgada nas redes sociais, durante a prova de terça, pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. "Fiquei super feliz com o tema da redação. Consegui desenvolver bem, dava pra abordar muita coisa", disse Kayane ao G1. O Inep não informou quantos candidatos estão realizando a prova no Rio Grande do Sul. Estão previstos também para ocorrer, nestes dois dias, os exames dos adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL). Conforme a Secretaria da Administração Penitenciária do RS, 941 presos se inscreveram para realizar as provas, entre apenados dos regimes aberto e semiaberto. Candidatos contam que foram impedidos de fazer a prova do enem por causa de salas lotadas Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). No primeiro dia, os candidatos responderam questões sobre linguagens, códigos e suas tecnologias, assim como de ciências humanas e fizeram a redação. Para saber o local de prova, basta acessar a Página do Participante. A prova será no formato impresso, mesmo para quem estava inscrito na versão digital. O candidato deverá levar caneta preta de tubo transparente, documento de identificação com foto e máscaras de proteção, inclusive extras para a troca durante o exame. O gabarito será divulgado na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março. VÍDEOS: Saiba mais sobre o Enem
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24/02 - Candidatos da reaplicação do Enem 2020 fazem segundo dia de provas nesta quarta
Enem PPL, para pessoas privadas de liberdade, é aplicado na mesma data. Ao todo, são cerca de 276 mil inscritos - entre eles, os alunos do Amazonas e os que tiveram Covid-19 na data original da avaliação. Alunos entram em escola após abertura dos portões para a reaplicação do Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM Nesta quarta-feira (24), candidatos da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e pessoas privadas de liberdade (Enem PPL) farão o segundo dia de provas, com 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. Confira os horários: 11h30: abertura dos portões dos locais de prova 13h: fechamento dos portões 13h30: início da aplicação do exame 18h30: fim da prova A princípio, em todo o país, são 276 mil participantes inscritos. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021, em data a ser confirmada (outubro ou novembro). Tema da redação No primeiro dia de provas, na terça-feira, os candidatos responderam a questões de linguagens e de ciências humanas, e tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Abaixo, veja quais foram os outros temas de redação do Enem 2020. Temas no Enem impresso e digital: Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. O índice de abstenção da reaplicação do Enem só será divulgado pelo Inep no fim da quarta-feira. Vídeos de Educação:
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24/02 - Prouni 2021: aprovados na 2ª chamada têm até esta quarta para comprovar informações pessoais
Programa oferece bolsas de estudo parciais e integrais para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. Prouni 2021 Reprodução/MEC Os candidatos aprovados na 2ª chamada do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até esta quarta-feira (24) para comprovar as informações pessoais apresentadas na inscrição. Caso percam o prazo, estarão automaticamente eliminados do processo seletivo. Nesta etapa, o estudante precisa apresentar documentos que atestem dados como a renda per capita familiar, por exemplo. Os horários e locais para o procedimento são determinados pela instituição de ensino superior na qual o candidato fará a matrícula. O Prouni oferece bolsas de estudo parciais (que cobrem 50% da mensalidade) e integrais (100%) para cursos de graduação e de formação continuada em universidades particulares. O sistema permite que os candidatos escolham até duas opções de instituição, local de oferta, curso, turno, tipo de bolsa e modalidade de concorrência. A seleção deste primeiro semestre adotará as notas do Enem 2019, já que os resultados do Enem 2020 só sairão em 29 de março. Lista de espera Após a seleção da segunda chamada, as vagas remanescentes serão distribuídas entre estudantes cadastrados na lista de espera. Para participar, é preciso se candidatar na página do Prouni (http://prouniportal.mec.gov.br/). Cada participante precisa entrar com login e senha. O prazo abre na próxima segunda-feira (1º) e se encerra no dia seguinte, na terça (2). Haverá uma única lista de espera para cada curso e turno de cada local de oferta. Quem pode concorrer? Para disputar uma das bolsas de estudo, o candidato será avaliado conforme a nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e a análise da renda familiar. É necessário se encaixar em uma das seguintes categorias: ter cursado o ensino médio completo na rede pública; ter sido bolsista integral em escolas particulares durante todo o ensino médio; ter alguma deficiência; ser professor da rede pública de ensino, na educação básica. Com exceção dos docentes, os demais candidatos não podem ter diploma do ensino superior. Há também critérios de renda: São duas modalidades: bolsa integral: renda familiar mensal per capita de até 1,5 salário mínimo; bolsa parcial (50% da mensalidade): renda familiar mensal per capita de 1,5 a 3 salários mínimos. Datas do Prouni do 1º semestre de 2021 Primeira chamada: 19 de janeiro Segunda chamada: 8 de fevereiro Comprovação das informações: 8 a 24 de fevereiro Prazo para participar da lista de espera: 1º a 2 de março Divulgação da lista de espera: 5 de março Comprovação de informações da lista de espera: 8 a 12 de março VÍDEOS: saiba tudo sobre Educação
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23/02 - Número de candidatos que faltaram à reaplicação do Enem 2020 só será divulgado na quarta-feira, diz Inep
Nesta terça, 276 mil alunos eram esperados para o primeiro dia de prova. Entre eles, estavam os inscritos do Amazonas e os que tiveram Covid-19 na data original da avaliação, por exemplo. Estudantes deixam local de prova do Enem em Manaus Patrick Marques/G1 AM O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) só divulgará no fim da quarta-feira (24) a porcentagem de candidatos que faltaram à reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. As demais edições da avaliação, em janeiro e fevereiro, registraram altos índices de abstenção. O primeiro dia de prova ocorreu nesta terça, em 1.480 municípios. Em Boca do Acre, no Amazonas, o exame foi suspenso por decisão do prefeito, José da Cruz, por causa dos alagamentos registrados na cidade. Segundo o Inep, os candidatos afetados só poderão participar do Enem 2021, em data a ser confirmada (outubro ou novembro). Número de participantes A princípio, em todo o país, são 276 mil participantes inscritos. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestam o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Inep não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Tema da redação Os candidatos tiveram de escrever sobre "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. Ana Cristina Campedeli, professora de redação do Colégio Oficina do Estudante (SP), considera um bom tema para o exame. "É um assunto pertinente, porque conversa com fatos da atualidade. Os alunos poderiam citar, por exemplo, as chamadas 'vacinas de vento' ou os jovens que saem de casa e colocam em risco seus pais e avós", diz. "A redação propõe uma reflexão importante sobre o momento que estamos vivendo." A professora Maria Aparecida Custódio, do laboratório de redação do curso Objetivo (SP), afirma que seria possível estabelecer uma relação com entre a falta de empatia e a desigualdade no Brasil. "Há uma naturalização das injustiças sociais no país. Nós nos acostumamos ao fato de haver pessoas abaixo da linha da miséria, sem saneamento básico, sem acesso à educação, desempregadas", diz. Abaixo, veja quais foram os outros temas de redação do Enem 2020. Temas no Enem impresso e digital: Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Estrutura da prova Primeiro dia Nesta terça-feira (23), os candidatos fizeram a redação e responderam a 45 questões de linguagens e a 45 de ciências humanas. As provas foram aplicadas das 13h30 às 19h. Segundo dia Na quarta-feira (24), o Enem PPL e a reaplicação da prova terão 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. O exame ocorrerá entre 13h30 e 18h30. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. Vídeos de Educação:
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23/02 - Estudantes no AM relatam problemas de estudar em casa para o Enem: 'Pandemia acabou estragando tudo'
Candidatos tiveram aulas presenciais suspensas e se prepararam em casa para o exame. Provas começaram a ser aplicadas nesta terça (23). Candidata relata a dificuldade de se preparar para o Enem em casa A pandemia da Covid-19 mudou a rotina de diversas pessoas. Com medidas de isolamento sendo adotadas desde 2020, candidatos que se prepararam para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), em Manaus, tiveram que estudar sozinhos em casa para a prova. No Amazonas, o primeiro dia de aplicação de provas aconteceu nesta terça (23). O único município que não aplicou o exame foi Boca do Acre, por conta da enchente que atinge a cidade. ENEM EM MANAUS: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' MANAUS: Veja fotos do 1º dia de provas do Enem 2020 PROBLEMA: Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem A operadora de caixa Suzane Lima Duarte, de 21 anos, contou que fez a prova do Enem pela segunda vez. Ela contou que pretendia fazer cursos, mas acabou tendo que estudar em casa, com o auxílio da internet. “Eu teria buscado um curso. Como esse ano eu estava desempregada, meu foco era trabalhar, fazer cursos e aprender mais. A pandemia acabou estragando tudo. Minha preparação teve que ser em casa, pela internet. Se eu tivesse a oportunidade de ter feito meus cursos, teria aprendido melhor”, disse Suzane. Com o esforço que teve ao estudar sozinha, a operadora de caixa, que pretende cursar enfermagem, contou que achou fácil a prova aplicada no primeiro dia de Enem. “Para quem estudou, não estava difícil. O tema foi muito bacana e eu espero ter me saído bem”, afirmou. O estudante Maiky Lima, de 18 anos, contou que costumava fazer cursos preparatórios para vestibulares, mas teve que passar a se preparar apenas em casa devido as medidas de isolamento social devido a Covid-19. “Quem faz cursinho ou quem estuda sabe a diferença e a falta que faz um professor, justamente porque a gente tem aquele feedback em tirar dúvidas com o professor, perguntar se está certo ou errado. Em casa, é a gente sozinho e dependendo da internet. Nós sabemos que nem todo mundo tem o privilégio da internet e muitos tem que ir até biblioteca, emprestar livros e não ter aquela confirmação de um mestre mesmo”, disse Lima. Estudantes deixam locais de prova do Enem em Manaus. Patrick Marques/G1 AM Aglomeração em local de prova Em uma faculdade do Ensino Superior, na Zona Centro-Sul de Manaus, houve denúncias de candidatos que não encontraram o nome em listas das salas. Com isso, no refeitório da instituição houve aglomeração. É o caso da jovem Bruna Guimarães Sontão, de 19 anos. Ela deixou o local de prova por volta das 15h40, e inicialmente, conversou com o G1 sobre o primeiro dia do Enem no Amazonas. A candidata disse que quer cursar administração. Em Manaus, jovem relata confusão antes de início de provas do Enem "Em geral, a prova de hoje estava bem tranquila. Sobre a redação, achei bem abrangente, simples que de certa forma, fala da sociedade que a gente vive hoje em dia, sobre a empatia", comentou. Mas a candidata comentou que teve um pouco de estresse logo ao chegar ao local da prova. Ela mora em Adrianópolis, no mesmo bairro do local de prova, disse que, com a mudança de data, o local também foi alterado, para mais próximo de casa. Mesmo chegando mais cedo, ela disse que houve aglomeração no refeitório da instituição particular, pois outros candidatos não estavam encontrando os nomes em listas das salas. "Teve uma leve confusão no início pois os candidatos, assim como eu, não encontraram os nomes nas listas. Eu por exemplo, estava para uma sala e meu nome não estava lá na lista e em nenhuma outra sala. A coordenadora mandou todo mundo ir para o refeitório, entrou em contato com alguém do INEP e resolveu esse problema em cerca de uma hora", afirmou. Veja os vídeos mais assistidos do G1 AM nos últimos 7 dias
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23/02 - Estudante não encontra nome em lista de presença e deixa de fazer Enem, em Manaus
João Vitor Amorim Silva, de 18 anos, chegou ao local por volta de 11h e precisou fazer uma 'peregrinação' para tentar fazer a prova, mas não conseguiu. G1 aguarda posicionamento do Inep. Estudante não encontra o nome e deixa de fazer Enem em Manaus O estudante João Vitor Amorim Silva, de 18 anos, foi um dos candidatos que deixaram de fazer a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23), em Manaus. Ele chegou ao local de prova - a Universidade Nilton Lins, na Zona Centro-Sul da capital - às 11h. No entanto, ao procurar a sala indicada no cartão de confirmação, não encontrou seu nome na lista de presença. As provas do Enem, no Amazonas, ocorrem nesta terça e quarta-feira (24). O certame, que deveria ter sido realizado em janeiro, junto do restante do país, foi adiado após um novo surto de Covid-19. No estado, são esperados 163.444 candidatos. Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. "Cheguei por volta das 11h na portaria e me enviaram para o quarto andar. No aplicativo e no site no Inep estava indicando que eu iria fazer a prova em uma sala do quarto andar aqui no prédio. Cheguei nas coordenadorias que têm os nomes dos estudantes que iam fazer a prova no quarto andar, mas meu nome não estava em nenhuma lista", explicou. Preocupado, o estudante começou a descer pelos andares da unidade, verificando se seu nome constava em alguma das listas de presença. Mas, sem encontrar, foi encaminhado para o Colégio Militar da Polícia Militar do Amazonas V, que fica dentro da universidade. Lá, também não conseguiu achar seu nome e foi levado até a direção da unidade de ensino, que o orientou a voltar para o prédio indicado no cartão de confirmação emitido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). No entanto, encontrou portões fechados e não pôde fazer a prova. "Quando cheguei aqui os portões estavam fechados. Eu estava preocupado de acontecer algo no decorrer da prova e fui o premiado de acontecer logo comigo. Falei com os meus pais, ainda não contei tudo o que aconteceu, pois estava tentando resolver. Vou tentar entrar com um recurso para provar que eu vim, estava aqui, mas não encontrei meu nome", desabafou. Procurado pelo G1, o Inep informou que o local de prova que consta no Cartão de Confirmação de Inscrição de João Vitor está correto, e a coordenação do local também confirmou que o nome do inscrito estava na lista de presença. "O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) destaca que, caso o participante tenha se apresentado em um bloco diferente do que estava previsto no cartão, o nome não estaria na lista por se tratar de outra coordenação no mesmo local de prova", disse. Estudante não encontrou nome na lista de presença e não pôde fazer exame. Matheus Castro/G1 AM Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Acabar com investimento mínimo em educação é 'impensável' e coloca orçamento 'em risco', dizem entidades
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pretende extinguir a obrigatoriedade de aplicar 25% da receita de estados e municípios em educação; proposta também traz impactos no fundo que financia o ensino, o Fundeb. PEC quer acabar com investimento mínimo obrigatório de estados e municípios na educação. Reprodução/JN A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pretende acabar com o investimento mínimo na educação é "impensável" no momento atual, afirma a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Ela também coloca "em risco" o financiamento da área, segundo a organização Todos pela Educação. Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), o investimento mínimo é "essencial para garantir a qualidade em todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, para universalizar o acesso ao ensino obrigatório de 4 a 17 anos e para investir na escolarização dos quase 80 milhões de adultos que não concluíram a educação básica." A PEC foi protocolada nesta terça pelo senador Marcio Bittar (MDB-AC). Na quinta (25), entrará em votação no Senado. O texto pretende revogar a obrigatoriedade de estados e municípios investirem ao menos 25% da receita em educação. Para ser aprovado, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, em dois turnos de votação. Senado: proposta de fim do piso de saúde e educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes Relator da PEC Emergencial quer acabar com gastos obrigatórios com saúde e educação A Undime publicou nota nesta terça-feira (23) manifestando "indignação" perante a proposta, que também pretende acabar com o investimento mínimo em Saúde. A Todos pela Educação emitiu parecer na segunda-feira (22) afirmando que os recursos da educação "precisam ser protegidos das pressões de curto-prazo e do populismo." "Em um momento em que os entes federados discutem o processo de reabertura das escolas públicas e implementam os necessários protocolos de segurança sanitária, é impensável propor alterações nesses percentuais", afirma a nota assinada por Luiz Miguel Garcia, presidente da Undime. Bittar justifica a medida dizendo que, atualmente, o Brasil gasta 6,3% do PIB nacional com educação e, mesmo assim, o país está mal no ranking educacional mundial. De acordo com a Undime, a justificativa não é válida. "O momento atual exige mais investimentos nas áreas sociais e mais garantias aos direitos constitucionais dos cidadãos. É temerário repetir o discurso de que há recursos e de que o problema é de gestão, ou de que a desvinculação daria mais autonomia aos entes federados", afirma a Undime. Para o Movimento Colabora Educação, a medida não pode ser aprovada ou pensada como "solução em meio à crise fiscal". "Se queremos aprimorar a governança federativa e garantir uma educação pública de qualidade, os recursos financeiros devem ser protegidos e considerados condição fundamental para uma boa gestão", afirma a entidade. Impactos no Fundeb Se aprovada como está, a PEC terá impactos até no Fundeb, o fundo que financia a educação básica no país. A organização Todos Pela Educação alertou em nota que a proposta de Bittar, além de levar a uma "redução substancial" dos gastos públicos com educação, inviabilizará a implementação do Fundeb. "A desvinculação, além de potencialmente levar a uma redução substancial dos gastos públicos com Educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição dos recursos vinculados à educação. Importante lembrar que a Emenda Constitucional 108, aprovada de forma quase unânime no Congresso Nacional em 2020, tornou o Fundeb mais justo e eficiente na distribuição dos recursos educacionais", afirma a organização. "Uma demonstração do risco iminente é justamente a execução orçamentária e repasses da União, cada vez menores e inconstantes na atual gestão federal", diz o texto. Um relatório da Todos divulgado nesta semana demonstrou que o orçamento do Ministério da Educação em 2020 foi o menor da década e os investimentos em educação básica (da creche ao ensino médio) também. Além disso, o MEC não gasta todo dinheiro que tem disponível em ações que poderiam impactar na qualidade da educação do país. Leia mais: Ministério da Educação não gasta o dinheiro que tem disponível e sofre redução de recursos em 2020, aponta relatório VÍDEOS: Educação
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23/02 - Candidatos ao Enem chegam atrasados e perdem reaplicação da prova, em RO
Candidatos perderam hora e chegaram com portões já fechados em Rolim de Moura. Cidade tem quase 3 mil inscritos. Candidatos chegam atrasados e perdem reaplicação da prova do Enem 2020, em RO Candidatos inscritos na reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) chegaram atrasados e encontraram os portões fechados nesta terça-feira (23) em uma faculdade de Rolim de Moura (RO), na Zona da Mata. Os portões dos locais de provas fecharam ao meio-dia (horário local). Dois dos candidatos que estavam nas proximidades do local de prova, enquanto o portão ainda estava aberto, acabaram não prestando atenção ao horário. Quando perceberam que a entrada da escola seria fechada, eles tentaram correr, mas não conseguiram entrar . Uma outra candidata chegou de motocicleta logo depois dos portões fecharem, também na mesma faculdade. Preferindo não se identificar, a jovem afirma que houve um problema com seu relógio e isso a fez perder o primeiro dia da reaplicação da prova. Candidata ao Enem 2020 chega após portões fecharem em Rolim, RO Magda Oliveira/Rede Amazônica Provas em Rolim Em Rolim de Moura, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há 2.863 candidatos inscritos para oito locais de prova. Candidatos de Rondônia fazem primeiro dia de prova da reaplicação do Enem 2020 Neste primeiro dia, a prova será de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia de provas, marcado para quarta-feira (24), será de matemática e ciências da natureza. Durante a manhã, equipes da prefeitura de Rolim estiveram nos locais de provas e orientaram os estudantes sobre importância de manter distanciamento, e ainda disponibilizaram álcool em gel para os candidatos.
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23/02 - Tema da redação da reaplicação do Enem 2020 é 'a falta de empatia nas relações sociais no Brasil'
Candidatos que estavam com Covid-19 na data original do exame ou que foram afetados por problemas logísticos têm direito à reaplicação. Estudantes do Amazonas e de duas cidades de Rondônia também prestam o exame, após a prova ser adiada na pandemia. Candidatos do Enem 2020 se escondem do sol antes da abertura dos portões na reaplicação do exame Magda Oliveira/Rede Amazônica A reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 e a prova para privados de liberdade (Enem PPL) tiveram como tema de redação: "a falta de empatia nas relações sociais no Brasil”. A informação foi divulgada nas redes sociais, nesta terça-feira, pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro. Os candidatos têm até as 19h para terminar o exame. Ao todo, são 276 mil participantes, em 1.481 municípios brasileiros. Entre eles, estão: 41.864 privados de liberdade, que prestarão o Enem PPL dentro de unidades prisionais e socioeducativas; 163.444 inscritos no estado do Amazonas, 969 na cidade de Espigão D'Oeste (RO) e 2.863 em Rolim de Moura (RO), onde a prova foi suspensa por causa da pandemia; 66.860 candidatos que estavam com doenças infectocontagiosas (como Covid-19) no dia da primeira aplicação, que enfrentaram problemas logísticos (falta de luz no local de prova, por exemplo) ou que foram barrados em salas lotadas. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não divulgou quantos se encaixam em cada uma das situações mencionadas. Todos farão a versão impressa do Enem — mesmo aqueles que estavam inscritos para a digital, mas que não puderam comparecer ao exame na data original. Initial plugin text Temas no Enem impresso e digital Na primeira aplicação do Enem impresso, em 17 de janeiro, a redação teve como tema: 'o estigma associado às doenças mentais na sociedade brasileira'. No Enem digital, em 31 de janeiro, os candidatos escreveram sobre “o desafio de reduzir as desigualdades entre as regiões do Brasil”. Estrutura da prova Primeiro dia Nesta terça-feira (23), os candidatos farão a redação e responderão a 45 questões de linguagens e a 45 de ciências humanas. As provas serão aplicadas das 13h30 às 19h. Segundo dia Na quarta-feira (24), o Enem PPL e a reaplicação da prova terão 45 questões de ciências da natureza e 45 de matemática. O exame ocorrerá entre 13h30 e 18h30. Resultados O gabarito e os cadernos de questões serão divulgados na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março, junto com a dos candidatos da primeira aplicação e do Enem digital. Abstenção no Enem 2020 As outras versões do Enem 2020 foram marcadas por altos índices de abstenção. Na prova impressa, aplicada em 17 e 24 de janeiro, mais da metade dos inscritos não compareceu. No Enem digital, 96 mil estavam confirmados, mas 68% faltaram no primeiro domingo, e 71,3%, no segundo. Foi a estreia do formato informatizado. As abstenções do Enem PPL e da reaplicação não foram divulgadas até a última atualização desta reportagem. Vídeos de Educação:
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23/02 - Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM
Prefeito de Boca do Acre publicou decreto, na segunda-feira (22), em que suspendia a realização do exame por causa dos alagamentos. Município de Boca do Acre atingido pela enchente dos rios Acre e Purus Divulgação A aplicação das provas do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) foram canceladas no município de Boca do Acre (AM) por causa do alagamento que atinge a cidade, provocado pelas cheias dos rios Purus e Acre. O prefeito José da Cruz publicou um decreto, na segunda-feira (22), em que suspendia a realização do exame. O Enem foi adiado no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19, sendo reaplicadas nesta terça (23) e quarta-feira (24). No estado, são esperados 163.444 candidatos. PROVAS: Inep faz a reaplicação do Enem 2020 nesta terça e quarta-feira MANAUS: Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas SUSTO: Candidatos do Enem em Manaus reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. São esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. Escola alagada em Boca do Acre, no Amazonas Divulgação O presidente substituto do Inep, Camilo Mussi, informou que o órgão foi comunicado pelo município de Boca do Acre sobre o alagamento em escolas. De acordo com Mussi, os estudantes não farão as provas neste momento. Segundo o Inep os candidatos só devem fazer o exame em novembro para concorrerem a uma vaga nas universidades em 2022. Miriam da Silveira, promotora titular de Boca do Acre, afirmou que desde o dia 12 de fevereiro a cidade enfrenta um aumento progressivo nas cheias dos rios Purus e Acre e rio já ultrapassou 20 metros na orla. "As famílias que não têm parentes no município estão indo para abrigos. Hoje já no município três escolas estão como abrigos e vai abrir mais uma", afirmou. Segundo Silveira, apenas uma escola estaria disponível para os alunos para a realização do exame. Além da falta de lugar para aplicação do exame, o acesso dos alunos aos locais também estaria muito prejudicado. Promotora de Boca do Acre relata como situação da cheia afeta realização do Enem Movimento tranquilo em Manaus Na capital, o movimento foi tranquilo nas escolas visitadas pelo G1. Na Faculdade Nilton Lins, os estudantes Maria Aslene Pinheiro de Oliveira, de 18 anos, e Kelsom Alexsander, de 19, falaram sobre as dificuldades de estudar mesmo enfrentando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19. Os dois estavam de máscara e portavam álcool em gel. Mas disseram estar preocupados com a aplicação dos protocolos sanitários no momento da prova. "Da nossa parte está tudo certo, mas a gente não sabe como funciona para as outras pessoas essa questão da proteção. A gente está ciente dos riscos, mas estamos aqui para fazer a prova", disse a jovem. Já estudante Eduarda Rodrigues, de 17 anos, disse que, com o isolamento social, precisou rever sua forma de estudar e se preparar para o exame. Ela busca conseguir uma vaga para o curso de designer na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Candidatos falam sobre o Enem no Amazonas Além dos desafios de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a uma pandemia e enfrentando os impactos causados pela crise sanitária em Manaus, os estudantes tiveram de lidar com a mudança de endereços dos locais de prova. A estudante Safira da Silva Nogueira, de 18 anos, contou que teve dificuldade para encontrar o local de prova. Segundo ela, o endereço foi alterado de última hora, mas ela conseguiu encontrar a escola. A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, contou que ficou preocupada por deixar a mãe em casa, com Covid-19, mas que vai fazer a prova justamente pela mãe, para dar um futuro melhor para ela. Escola alagada em Boca doAcre Divulgação Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas:
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23/02 - Candidatos do Enem em Manaus reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova
Estudantes também precisam lidar com os desafios de fazer exame em meio à crise sanitária. Estudantes buscam nomes em frente a escola onde será aplicado Enem em Manaus Rebeca Beatriz/G1 Além dos desafios de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em meio a uma pandemia e enfrentando os impactos causados pela crise sanitária em Manaus, os estudantes tiveram de lidar com a mudança de endereços dos locais de prova. Nesta terça-feira (23) e quarta-feira (24), mais de 160 mil estudantes devem fazer a prova no Amazonas. ENEM 2020: Inep faz reaplicação das provas no Amazonas CANCELADO: Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM SEM TUMULTO: Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas Na Escola Estadual Professor Roderick de Castello Branco, no bairro São José 3, a estudante Safira da Silva Nogueira, de 18 anos, contou que teve dificuldade para encontrar o local de prova. Segundo ela, o endereço foi alterado de última hora, mas ela conseguiu encontrar a escola onde vai realizar a prova. No entanto, ficou com medo de haver algum engano, já que na listagem em frente à escola o nome dela não apareceu. "Já foi bem difícil o fato de mudarem o endereço em cima. Vi que mudaram, pesquisei bastante pra chegar aqui, e agora notei que meu nome não está na lista, isso me deixa assustada", disse. Nesta segunda-feira (22), o presidente substituto do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Camilo Mussi, disse que o local de prova pode ter mudado. "Todos devem acessar novamente o local para confirmar e não deve se basear o que foi em janeiro. Como nós tivemos desistência de escolas, e nos preparamos para esse momento, é importante que o cartão tem que ser visto agora. O participante tem que visitar a página no site do Inep", disse. Enem no Amazonas: Portões de escola se abrem Além dela, pelo menos outros três candidatos relataram o mesmo problema, mas a coordenação da escola explicou à reportagem que a lista na porta da escola estava desatualizada, mas confirmou que a aluna vai fazer a prova lá. Safira, que estudou de forma remota o desde o início da Pandemia, no ano passado, vai tentar uma vaga para o curso de pedagogia. A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, aguarda abertura do portão Rebeca Beatriz A estudante Suzyene Vitória Vieira da Silva, de 19 anos, foi uma das primeiras a chegarem no local de prova. Ela contou que ficou preocupada por deixar a mãe em casa, com Covid-19, mas que vai fazer a prova justamente pela mãe, para dar um futuro melhor para ela. "Minha mãe pegou Covid-19 recentemente. Ela ainda está doente e eu fico muito ansiosa com isso. Fico com o coração na mão em deixar ela em casa, mas sei que minha mãe quer o melhor para mim, e eu quero um futuro para ela", disse. Está é a primeira vez que a jovem faz o Enem. Ela vai tentar uma vaga para o curso de Odontologia. Ainda segundo ela, foi desafiador estudar durante a Pandemia. A estudante aproveitou para dar uma última revisada no assunto da prova. "Foi muito difícil. Eu tive aulas online, em tempo integral. Vou ter uma certa dificuldade nas questões de Exatas, por isso estou revisando alguns conteúdos", contou. Enem no Amazonas: Estudante comenta a ansiedade antes da prova Estudante Pedro Victor teve de voltar para casa para buscar documento Rebeca Beatriz/G1 Esquecimento O estudante Pedro Victor, 19 anos contou que esqueceu o documento de identificação em casa, e só lembrou quando já estava perto de chegar na Escola Estadual Prof. José Bernardino Lindoso, no bairro Mutirão. Ele teve de voltar para buscar. "Ainda bem que saí de casa cedo, já pensando em possíveis imprevistos. Trânsito, fluxo de pessoas. Fiquei tão preocupado que acabei esquecendo minha identidade, mas no fim, deu certo" disse. Ele já estuda Gestão de Produção Industrial em uma universidade privada, mas agora vai tentar a vaga em uma universidade pública, no curso de Engenharia de Produção. "No último Enem bati na trave, quase passei no curso que eu queria. Consegui vaga em outro curso, mas este ano me preparei melhor, para realizar um sonho", disse. O estudante, que também trabalha em uma empresa na indústria, disse que se revezou o ano inteiro entre trabalho e estudos. Somado à Pandemia, a rotina ficou ainda mais difícil, mas deu para conciliar. "Foi complicado para mim. Eu trabalho e estudo. Fora que esse ano foi um ano de mudanças para todo mundo. mas no fim, estou aqui. E vou fazer de tudo por essa vaga. É hora de mostrar o que aprendi", resumiu. Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Candidatos de Rondônia fazem primeiro dia de prova da reaplicação do Enem 2020
Provas acontecem em Rolim de Moura e Espigão do Oeste, cidades que optaram em remarcar o exame por causa do surto da Covid-19 em janeiro (quando ocorreu o exame nos demais estados). Candidatos do Enem 2020 se escondem do sol antes dos portões se abrirem para reaplicação da prova Magda Oliveira/Rede Amazônica Quase quatro mil candidatos devem fazer o primeiro dia de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23) nas cidades de Rolim de Moura (RO) e Espigão do Oeste (RO), ambas na região da Zona da Mata. A prova ainda é correspondente ao exame de 2020. Os portões de locais de provas abriram 10h30 (hora local) e devem fechar ao meio-dia. Neste primeiro dia, serão 5h30 para responder às questões. Enem é reaplicado hoje em Rolim de Moura e Espigão do Oeste Em Rolim de Moura, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), há 2.863 candidatos inscritos para oito locais de prova. Já em Espigão são 969 inscritos. Yago Muricksiel Gonçalves Baranoski, de 19 anos, foi um dos primeiros a chegar no maior local de prova em Rolim de Moura. Yago Baranoski, de 19 anos, participa da reaplicação do Enem em Rolim de Moura Magda Oliveira/Rede Amazônica Em entrevista, Yago contou que gostou do exame ter sido remarcado no município, por conta da crise sanitária provocada pelo coronavírus. "Tive um tempo a mais para estudar e, como muita gente desistiu de fazer a prova em janeiro, a concorrência vai reduzir e acredito conseguir uma colocação melhor para fazer o Prouni", diz. Vitor Emanuel da Silva, de 17 anos, também gostou da remarcação da prova em Rolim de Moura. Sonhando em cursar biomedicina, Vitor diz que após a aplicação do Enem em janeiro, no restante do país, ele pôde se preparar melhor. "Foi uma oportunidade. Pude rever assuntos, olhar a estrutura da redação, e agora para prova vou manter a calma e foco", conta. Prejudicada pela pandemia Poliana dos Santos Souza, 20 anos, participa da reaplicação do Enem 2020 em Rolim de Moura Magda Oliveira/Rede Amazônica Mesmo com alguns candidatos gostando da remarcação do Enem, há quem se sentiu prejudicado. É o caso de Poliana dos Santos Souza, de 20 anos, que tenta uma vaga no curso de estética. A jovem afirma ter iniciado seus estudos no meio do ano passado, mas parou no segundo semestre depois do Inep informar o adiamento da prova em todo país por conta da Covid-19. "Não há dúvida que a pandemia me prejudicou. Essa remarcação da prova em Rolim de Moura também me deixou insegura. E não gostei desse jeito da prova ser aplicada no dia de semana", afirma. Medidas de segurança Equipes da prefeitura de Rolim estiveram nos locais de provas e orientaram os estudantes sobre importância de manter distanciamento, e ainda disponibilizaram álcool em gel para os candidatos. Na frente do local de prova em Rolim, antes dos portões abrirem, candidatos tentaram se esconder do sol indo até lanchonetes. Apesar disso, o movimento foi tranquilo em relação aos outros anos de Enem. Candidatos do Enem tentam fugir do sol e perto dos locais de prova em Rolim de Moura, RO Magda Oliveira/Rede Amazônica Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). O primeiro dia terá prova de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia de provas, marcado para quarta-feira (24), será de matemática e ciências da natureza. Veja mais notícias do Enem
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23/02 - Enem 2020: Veja fotos do 1º dia de provas em Manaus
Os exames foram adiados no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 tem seu primeiro dia de provas nesta terça-feira (23). A movimentação foi tranquila nas escolas de Manaus nas primeiras horas do dia. As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar' Candidatos do AM fazem provas no primeiro dia do Enem 2020 nesta terça-feira (23) Alunos aguardavam pelo início da prova do Enem em frente de escola na Zona Norte de Manaus Rebeca Beatriz/G1 AM As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Rebeca Beatriz/G1 AM Em frente à Escola Estadual Professor José Bernardino Lindoso, alunos aguardavam pelo começo do exame Rebeca Beatriz/G1 AM Candidato à espera do começo da prova no primeiro dia do Enem 2020 Rede Amazônica Amazonas possui mais de 160 mil inscritos no Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM Alunos entram em escola após abertura dos portões para Enem 2020 Matheus Castro/G1 AM No CMPM Áurea Pinheiro Braga, Zona Leste de Manaus, portões abriram por volta das 11h, com meia hora de atraso Carolina Diniz/G1 AM
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23/02 - Em meio a pandemia, primeiro dia de Enem tem pouco movimento nas escolas de Manaus: 'Tem um resquício daquele medo de se infectar'
Provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. Candidatos falam sobre o Enem em Manaus A movimentação foi tranquila nas escolas de Manaus para o primeiro dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesta terça-feira (23). As provas foram adiadas no Amazonas por conta do colapso sanitário enfrentado em janeiro, relacionado à segunda onda da Covid-19. ENEM 2020: Inep faz reaplicação das provas no Amazonas SUSTO: Candidatos reclamam de mudança de escola poucos dias antes de prova CANCELADO: Provas do Enem são canceladas por enchente em município do interior do AM No estado, são esperados 163.444 candidatos. Além do Amazonas, estudantes de Rondônia e de outros estados do país também realizam a prova. Em todo o país, são esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. Os estudantes Maria Aslene Pinheiro de Oliveira, de 18 anos, e Kelsom Alexsander, de 19, estavam entre os primeiros a chegar na Faculdade Nilton Lins. Ela quer tentar uma vaga no curso de administração e ele, no de psicologia. Os dois se formaram em 2020 e deram continuidade aos estudos mesmo enfrentando as dificuldades impostas pela pandemia de Covid-19:. "Foi um pouco desafiador conciliar os estudos com o trabalho e tudo o que a gente tá vivendo com a pandemia, né?”, disse Kelsom. Portões se abrem para realização do Enem em escola de Manaus Os dois estavam de máscara e portavam álcool em gel. Mas disseram estar preocupados com a aplicação dos protocolos sanitários no momento da prova. "Da nossa parte está tudo certo, mas a gente não sabe como funciona para as outras pessoas essa questão da proteção. A gente está ciente dos riscos, mas estamos aqui para fazer a prova", disse a jovem. A estudante Eduarda Rodrigues, de 17 anos, disse que, com o isolamento social, precisou rever sua forma de estudar e se preparar para o exame. Ela busca conseguir uma vaga para o curso de designer na Universidade Federal do Amazonas (Ufam). "Com a pandemia, tivemos o isolamento social e eu parei de fazer o cursinho. Tive que fazer pelo formato virtual, e a minha escola já era integral, então ficou um pouquinho complicado. E eu também precisei mudar a minha forma de estudo, já que eu também tinha mais tempo livre". "Apesar das medidas adotadas, ainda tem um resquício daquele medo de se infectar e passar para os nossos familiares também, né?", complementou a estudante. Candidata fala sobre Enem no Amazonas Pouco movimento na Faculdade Nilton Lins, onde ocorrem provas em Manaus Matheus Castro/G1 Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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23/02 - Inep faz a reaplicação do Enem 2020 nesta terça e quarta-feira
Têm direito à reaplicação quem teve Covid no dia da prova regular ou problemas logísticos, como as salas lotadas. Provas serão em papel, mesmo para quem estava inscrito no Enem digital. Reaplicação do Enem é feita nesta terça-feira e na quarta-feira Candidatos impedidos de fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 nas datas regulares farão a reaplicação das provas nesta terça (23) e quarta-feira (24). São esperados 194 mil candidatos em 851 cidades. São casos de inscritos em locais onde as provas foram suspensas por causa do avanço da pandemia, quem estava com Covid no dia do exame, ou quem teve problemas de logística, como as salas lotadas que impediram o distanciamento entre os participantes. Os dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela prova, apontam que: No Amazonas, são esperados 163.444 candidatos. O estado teve a aplicação regular suspensa por causa do colapso no sistema público de Saúde com a alta de casos e mortes por coronavírus. Em Rondônia, são esperados outros quase 4 mil inscritos. Eles são de duas cidades que também tiveram as provas adiadas por causa da pandemia: Rolim de Moura (2.863) e Espigão d'Oeste (969). No Amapá, estudantes que fariam o Enem digital no Instituto Federal do Amapá (IFAP) deverão realizar agora a reaplicação porque o local foi interditado na data original do exame. No Rio de Janeiro, candidatos inscritos no campus de Queimados da Universidade Estácio de Sá (RJ) farão a reaplicação porque faltou energia elétrica no local de prova na data da aplicação regular Os números parciais sobre quantos candidatos farão a reaplicação porque estavam com Covid ou foram barrados devido às salas lotadas ainda não foram divulgados pelo Inep. Como será a reaplicação do Enem 2020 A estrutura do exame segue sendo a mesma do Enem tradicional: as perguntas são diferentes da aplicação regular, mas com o mesmo nível de dificuldade, segundo o governo. Isso é possível porque a prova é elaborada com base na Teoria de Resposta ao Item (TRI). O primeiro dia terá prova de linguagens, ciências humanas e a redação. O segundo dia, será matemática e ciências da natureza. Os portões vão abrir às 11h30 e fechar às 13h (horários de Brasília). As provas começam às 13h30. No primeiro dia, serão 5h30 para responder às questões. A prova acaba às 19h. No segundo dia, são 5h de prova, e o exame termina às 18h30. Para saber o local de prova, basta acessar a Página do Participante no endereço: https://enem.inep.gov.br/participante/ A prova será no formato impresso, mesmo para quem estava inscrito na versão digital. O candidato deverá levar caneta preta de tubo transparente, documento de identificação com foto e máscaras de proteção, inclusive extras para a troca durante o exame. O gabarito será divulgado na segunda-feira (1º). As notas individuais saem em 29 de março. O 'Enem da pandemia' É a última data de provas do Enem 2020 em uma edição marcada pelo adiamento do exame (de novembro para janeiro) por causa da pandemia; o impacto no preparo de estudantes com as aulas remotas após o fechamento das escolas; brigas judiciais para impedir o exame na atual situação sanitária do país, até chegar à realização das provas em um momento de nova elevação de casos e mortes por Covid. As provas foram feitas em 17 e 24 de janeiro (versão impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (versão digital, inédita). Mas nem todos compareceram: 5,5 milhões eram esperados para a prova impressa. Mais da metade não foi. O primeiro dia teve 51,5% de candidatos faltosos; o segundo dia foi de 55,3%. 96 mil estavam confirmados para o Enem digital. O primeiro dia de prova teve 68% de abstenção, e o segundo dia, 71,3%. O número só não é recorde porque essa foi a primeira vez que o Enem aplicou uma versão digital da prova. A reaplicação do Enem ocorre na mesma data do exame voltado às pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL. São 41.864 inscritos em 630 municípios. O Enem é considerado o maior vestibular do país, e a nota serve para disputar vagas em universidades e ter acesso a programas de bolsas (Prouni) ou financiamento de mensalidade (Fies). VÍDEOS: Saiba tudo sobre o Enem 2020
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23/02 - Senado: proposta de fim do piso de saúde e educação dificulta PEC que viabiliza auxílio, dizem líderes
Relatório sobre a PEC Emergencial foi divulgado nesta segunda. Se texto for aprovado sem mudança, estados e municípios ficam desobrigados de investimento mínimo nas duas áreas. Relator da PEC Emergencial quer acabar com gastos obrigatórios com saúde e educação Líderes partidários do Senado ouvidos pelo G1 e pela TV Globo avaliam que a proposta do senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da chamada PEC Emergencial, de acabar com o piso de investimentos em saúde e educação, pode dificultar a tramitação da proposta. A proposta de emenda à Constituição prevê mecanismos em caso de descumprimento do teto de gastos, regra que limita as despesas da União à inflação do ano anterior. Relator da PEC, Bittar divulgou o parecer nesta segunda-feira (22). A proposta viabiliza a prorrogação do auxílio emergencial. Pelo relatório de Bittar, os governantes ficarão desobrigados de efetuar gastos mínimos nas áreas de saúde e educação. Bittar justifica a medida dizendo que, atualmente, o Brasil gasta 6,3% do PIB nacional com educação e, mesmo assim, o país está mal no ranking educacional mundial. "[Trata-se de] devolver, aos municípios, aos estados e à União, o poder de legislar uma das leis mais importantes que é a do orçamento, até porque vincular o Orçamento da União, que é o único país democrático no mundo que tem esse grau de vinculação, não resolveu nada. Nós gastamos 6,3% do PIB nacional com educação e estamos com educação brasileira entre as 20 piores nações do mundo”, disse o senador à GloboNews. O Senado deve começar a votar a PEC Emergencial na próxima quinta-feira (25). Existe a possibilidade de os dois turnos do texto serem analisados no mesmo dia. Caso contrário, seria votado o primeiro turno na quinta-feira e o segundo, na próxima semana. Para ser aprovado, o texto precisa do apoio de pelo menos 49 senadores, nos dois turnos de votação. Presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG) defende a volta do auxílio emergencial em março e com duração de quatro meses. Ele entende que, se o Senado aprovar a PEC, com medidas de ajuste fiscal, o governo já poderá dar início aos pagamentos, mesmo sem a aprovação da proposta na Câmara. Camarotti: PEC emergencial acaba com gasto mínimo para saúde e educação Investimentos em saúde e educação Atualmente, a Constituição diz que: estados: devem destinar 12% da receita à saúde e 25% à educação; municípios: devem investir 15% da receita em saúde e 25% em educação; governo federal: o piso de gastos nas duas áreas não pode ser reduzido e precisa ser corrigido pela inflação do ano anterior. A organização Todos Pela Educação alertou em nota que a proposta de Bittar, além de levar a uma "redução substancial" dos gastos públicos com educação, inviabilizará a implementação do Fundeb, mecanismo de redistribuição de recursos vinculados ao setor. O que dizem os líderes Nelsinho Trad (PSD-MS), líder do PSD no Senado, avalia que o eventual fim do piso de gastos em saúde e educação é um "retrocesso" e um entrave ao avanço da PEC na Casa. "Tenho a convicção de que é uma matéria extremamente complexa. Não vai haver acordo entre as bancadas que compõem as lideranças aqui do Senado e há que se encontrar um meio termo para fazê-la prosperar", disse Trad. "Investimento em saúde e educação nunca é demais. A partir do momento que ele foi já estabelecido aos entes federados, eu entendo que é um ganho pra sociedade o respeito desses limites constitucionais, de tal modo que qualquer mudança nesse sentido, pelo menos da nossa parte, na qualidade de líder do PSD, nós temos uma resistência", completou. Líder da Minoria, Jean Paul Prates (PT-RN) classificou o relatório como uma "chantagem nefasta" da base governista. "Essa PEC deveria apenas servir para viabilizar a prorrogação do estado de calamidade, o auxílio emergencial e outras despesas relacionadas ao SUS. Mas virou esse pacote de maldades que não dá para tolerar", disse. Na mesma linha, Paulo Rocha (PT-PA), líder petista no Senado, afirmou que a bancada defenderá um substitutivo, ou seja, uma versão alternativa da PEC, retirando todos os "aspectos polêmicos", deixando somente a previsão para a assistência emergencial. "Apresentamos emenda substitutiva global para a PEC Emergencial, retirando todos os aspectos polêmicos do texto e deixando apenas em pauta o auxílio emergencial no valor de R$ 600 por mais seis meses", afirmou o senador do Pará. Líder do bloco Senado Independente, Eliziane Gama (Cidadania-MA) avalia que o relatório preliminar de Bittar é um "erro". "Vincular o auxílio emergencial ao fim da exigência de um gasto mínimo em saúde e educação é um erro. A PEC emergencial não pode comprometer áreas tão importantes. É dar com uma mão e tirar com a outra. São os mais pobres que precisam de escolas e hospitais públicos. Desvincular é retrocesso", disse Eliziane em uma rede social. Líder do PSL, Major Olimpio (SP) disse que, além de "praticamente" acabar com o Fundeb, a proposta do relator Márcio Bittar gera congelamento de salários do funcionalismo público. "Nós não vamos votar de afogadilho uma coisa tão importante para o país", protestou o parlamentar de São Paulo. O que diz o presidente do Senado Em entrevista, Rodrigo Pacheco disse ser "simpático" à ideia de flexibilização de gastos públicos por parte dos entes federados, mas com piso unificado para as áreas de saúde e educação. “Em relação à desvinculação, eu posso dizer que sou simpático à ideia de termos um orçamento que possa permitir ao gestor público, dentro de mínimos unificados de educação e saúde, destinar para educação ou para a saúde, a depender da necessidade de um ente federado num caso concreto”, afirmou. A hipótese defendida por Pacheco vai ao encontro da ideia que foi apresentada pelo governo federal em novembro de 2019, segundo a qual os pisos seriam mantidos, mas unificados, dando uma maior flexibilidade a estados e municípios para gastarem mais em uma área do que em outra.
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23/02 - Prefeitura estuda barrar que inscritos de Araraquara façam 2ª fase da Unesp em Ribeirão Preto
Segundo secretário, transferência feita pela Vunesp contraria confinamento na cidade vizinha para reduzir transmissão do coronavírus. Cerca de 1,5 mil estudantes fazem prova neste domingo (28). O prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), durante coletiva nesta segunda-feira (22) Reprodução/Facebook A Prefeitura de Ribeirão Preto (SP) estuda barrar a aplicação, neste domingo (28), da 2ª fase do vestibular da Unesp na cidade aos estudantes que moram na região de Araraquara. Na sexta-feira (19), a Fundação Vunesp, responsável pelo exame, anunciou a transferência de 1.582 inscritos para locais de prova em Ribeirão Preto. A mudança ocorre "em função da situação excepcional decorrente da Covid-19 em Araraquara, o que impossibilita a aplicação de prova no município". Por causa da identificação de casos da variante brasileira, da alta nos casos de Covid-19 e do colapso nos hospitais, Araraquara adotou medidas rígidas que impedem a circulação de pessoas na tentativa de reduzir a transmissão do vírus. Durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira (22), o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira (PSDB), informou que medidas estão sendo analisadas com o Ministério Público (MP) para evitar a realização da prova, pelo menos neste momento. Segundo Nogueira, a intenção não é prejudicar os estudantes, mas garantir a segurança sanitária da população, já que a variante brasileira é mais transmissível. “Tudo o que nós pudermos fazer para que essa operação de vestibular não seja feita em Ribeirão Preto, da forma como ela está colocada, nós iremos fazer.” O G1 aguarda um posicionamento da Vunesp sobre o assunto. Rua do Centro de Araraquara na manhã desta segunda-feira (22) Nilson Porcel/EPTV Transferência contraria medidas A medida afeta 700 inscritos de Araraquara e 882 de outras cidades da região. Eles só souberam da mudança ao consultar os locais de prova, que foram divulgados na quarta-feira (17). De acordo com o secretário de Governo, Antônio Daas Abboud, a realização do vestibular acarreta um fluxo migratório que contraria as medidas adotadas pela Prefeitura de Araraquara para conter o avanço da doença. “A ideia do lockdown é para que a doença não se espalhe dentro daquele perímetro que foi considerado em lockdown. Ao transferir o exame para Ribeirão Preto, além de não se ter o efeito desejado, ou seja, os estudantes irão fazer a prova, os pais dos estudantes irão levá-los à prova, todos eles se encontrarão em algum momento. Quer dizer que o lockdown para essa população de Araraquara não existirá.” A Secretaria Municipal de Saúde informou que sete pacientes de Araraquara estão internados em leitos de UTI em Ribeirão Preto. Motoristas de app Ainda durante a coletiva de imprensa, Duarte Nogueira disse que a Empresa de Trânsito e Transporte Urbano (Transerp) enviou, nesta segunda-feira, um ofício às plataformas que operam transporte de passageiros. Segundo o prefeito, motoristas de Araraquara trabalharam no fim de semana em Ribeirão Preto por causa do decreto que estabeleceu o confinamento na cidade vizinha. “Notamos que alguns operadores de aplicativo que perderam o trabalho em Araraquara começaram a migrar para outras cidades. Esse tipo de coisa não vamos permitir. A Transerp já oficiou as operadoras de apps para evitar esse tipo de atividade, para que as plataformas não deixem que o sistema de Araraquara possa operar em qualquer cidade senão Araraquara por uma questão de segurança sanitária regional.” Veja mais notícias da região no G1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região
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22/02 - Prefeito de Barreirinha (AM) flexibiliza decreto e autoriza aplicação de provas do Enem
Cidade, que enfrenta avanço de casos de Covid, tem 1.006 inscritos no exame. Caderno de provas do Enem 2019. Ana Carolina Moreno/G1 O prefeito de Barreirinha, Glenio Seixas, voltou atrás e autorizou a aplicação de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O decreto que havia suspendido o Enem na cidade foi flexibilizado nesta segunda-feira (22). Um total de 1.006 inscritos devem realizar o Enem em Barreirinha. Em todo o Amazonas, são mais de 160 mil inscritos para realizarem as provas nesta terça e quarta-feira (23 e 24). Veja perguntas e respostas para quem vai participar do Enem no Amazonas Pelo Enem, governador do AM decreta ponto facultativo e feriado escolar “Decidi tomar a decisão de flexibilizar o nosso decreto, visto que o Enem é um exame nacional, então nós colocaremos nas ruas todas as fiscalizações necessárias para que esses alunos possam ter a seguridade de ter o monitoramento eficaz dentro das escolas, e fora dela até as suas casas”, informou o prefeito, por meio de assessoria. Segundo a prefeitura, o decreto tem como objetivo reduzir o alto número de pessoas infectadas pela Covid-19, além do crescente número de óbitos. Até esta segunda, mais de 1,9 mil pessoas foram infectadas na cidade, e 47 morreram (20 nos últimos 30 dias). Ainda conforme a prefeitura, o pacote de medidas de segurança inclui o termo de compromisso como a notificação sanitária dos estudantes, para que eles possam se manter em quarentena. O plano de ação do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 de Barreirinha também deve ser intensificado no município durante os dias da realização das provas. VÍDEOS: mais assistidos do G1 Amazonas nos últimos 7 dias
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22/02 - Prefeito de Barreirinha diz que fez consulta ao MP e à Defensoria sobre Enem, mas deve manter suspensão do exame na cidade
Na sexta-feira (19), Glenio Seixas havia publicado um decreto suspendendo as provas, alegando o avanço da Covid-19 na região. Presidente do Inep fala sobre o Enem no Amazonas O prefeito de Barreirinha, Glenio Seixas, disse que fez uma consulta ao Ministério Público do Estado e à Defensoria Pública sobre a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na cidade. Na sexta-feira (19), ele havia publicado um decreto suspendendo a aplicação das provas, alegando o avanço da Covid-19 no município. E apesar de esperar a resposta dos órgãos, ele afirmou que não deve voltar atrás na decisão. O decreto municipal suspendendo a aplicação das provas no município foi baseado, segundo o prefeito, em dados da Vigilância em Saúde do município. Até o domingo (21), Barreirinha contabilizava um total de 1.924 casos confirmados da doença, e 47 mortes pelo novo coronavírus. Em todo o Amazonas, o número de infectados já ultrapassa os 306 mil, com mais de 10,4 mil mortes confirmadas. "Por enquanto nós vamos manter o decreto. Fizemos uma consulta ao Ministério Público e à Defensoria, levando em consideração um parecer elaborado pelo nosso órgão de Vigilância em Saúde", disse o prefeito. Ainda de acordo com o prefeito, o município espera resolver o problema até esta segunda-feira (22). No entanto, ele disse que, apesar de aguardar as respostas, é mais favorável para manter a suspensão do exame. Posição do Inep Mais cedo, em entrevista à Rede Amazônica, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Camilo Mussi, disse que chegou a conversar com o prefeito e o secretário de educação do município e explicou que, caso as provas não sejam aplicadas agora, os estudantes só poderão se submeter ao exame em novembro. "Se a opção do município for por não ter o Enem, infelizmente os participantes de Barreirinha terão que fazer a prova em novembro", explicou. Segundo o presidente do Inep, 1.006 candidatos estão inscritos para fazer a prova na cidade. "O Inep entende que é possível aplicar a prova em Barreirinha, mas respeitamos a decisão municipal". Enem no Amazonas Mais de 160 mil inscritos no no Enem aguardam a aplicação das provas nos dias 23 e 24 de fevereiro, em todo o Amazonas, de acordo dados informados pelo Inep. Ao todo, 1633.044 pessoas devem realizar a prova no Estado, sendo 160.548 no formato tradicional, e 2.896 pelo Enem Digital. Com decisão da Justiça Federal do Amazonas, a aplicação das provas foi remarcada. O governo do Estado decretou ponto facultativo e feriado escolar nos dias de realização da prova no Estado. Prefeitura de Barreirinha, interior do Amazonas cancelou a aplicação das provas do Enem. Ana Carolina Moreno/G1
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22/02 - Veja perguntas e respostas para quem vai participar do Enem no Amazonas
Aplicação das provas acontecerá na terça e quarta-feira (23 e 24). Governador decretou ponto facultativo e feriado escolar por conta da aplicação do exame nacional. Provas do Enem serão aplicadas na terça e quarta (23 e 24) no Amazonas. Lucio Alves / TV Globo No Amazonas, mais de 160 mil pessoas devem realizar as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na terça-feira e quarta-feira (23 e 24). A aplicação das provas foi adiada no estado por conta do colapso enfrentando em janeiro, diante da segunda onda de Covid-19. Durante a reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 nessa sexta-feira (19), o governador do Estado, Wilson Lima, afirmou que vai decretar ponto facultativo e feriado escolar nos dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Amazonas. No pronunciamento, o governador comentou que tentou obter com o Inep uma nova prorrogação dos prazos para a realização das provas. No entanto, segundo Lima, os órgãos informaram que se houvesse uma nova prorrogação, não seria possível a realização das provas neste ano. “É importante que haja um esforço também de todos, que evitem ao máximo estar nas ruas na terça e na quarta-feira, principalmente no horário entre 11h e 13h, porque esse é o momento que os alunos estão se destinando para as salas de aula”, disse. Em todo o Amazonas, são 163.044 inscritos, sendo que 160.548 pessoas devem realizar as provas no formato tradicional e outras 2.896 pelo Enem digital. Veja perguntas e respostas para quem vai realizar o Enem: Como saber o local de prova? Os locais de prova podem ser consultados pelos inscritos no site na Página do Participante: https://enem.inep.gov.br/participante/. É recomendável que os participantes cheguem com antecedência aos locais. Quais os horários do Enem no Amazonas? A abertura dos portões acontece às 10h30 (horário de Manaus) nos dois dias de prova. O fechamento dos portões será às 12h. A aplicação das provas deve começar às 12h30, e encerrar às 18h no primeiro dia. No segundo dia, as provas devem encerrar às 17h30. O que é preciso levar para realizar a prova? É obrigatório levar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, documento de identificação válido e máscaras de proteção à Covid-19. É aconselhável levar álcool em gel, cartão de Confirmação de Inscrição e declaração de Comparecimento impressa (caso precise justificar sua presença no exame). Quais medidas de proteção contra Covid os participantes devem cumprir? Antes de entrar na sala: higienizar as mãos ao entrar e sair do banheiro, e durante toda a aplicação do Exame. Respeitar o distanciamento entre as pessoas. Usar máscaras de proteção durante todo o tempo. Para os casos previstos na Lei nº 14.019, de 2 de julho de 2020, será dispensado o uso da máscara para pessoas com autismo, deficiência intelectual, deficiências sensoriais ou com quaisquer outras deficiências que as impeçam de fazer o uso adequado de máscara. O descarte da máscara de proteção à Covid-19, durante a aplicação do Exame, deve ser feito pelo participante de forma segura nas lixeiras do local de provas. O que fazer com aparelhos eletrônicos? Guardar antes de entrar na sala de provas, em envelope porta-objetos, a Declaração de Comparecimento impressa, o telefone celular e quaisquer outros equipamentos eletrônicos desligados, além de outros pertences não permitidos. Manter os aparelhos eletrônicos como celular, tablet, pulseiras e relógios inteligentes com todos os aplicativos, funções e sistemas desativados e desligados, incluindo alarmes, no envelope porta-objetos lacrado e identificado, desde o ingresso na sala de provas até a saída definitiva do local de provas. Pode levar lanches para a sala? Sim. Porém, o participante deve permitir que o lanche seja vistoriado pelo aplicador, respeitando os protocolos de proteção à Covid-19. O que fazer após encerrar a prova? O participante não deve utilizar o banheiro do local de aplicação após o término do seu exame e a saída definitiva da sala de provas. Os três últimos participantes presentes sem juntos da sala de provas somente após assinatura da ata de sala, exceto nas salas de atendimento especializado. Não estabelecer ou tentar estabelecer qualquer tipo de comunicação interna ou externa. Não registrar ou divulgar por imagem ou som a realização da prova ou qualquer material utilizado nas provas. Quando será divulgado o resultado? O resultado final, tanto da versão impressa quanto da digital e da reaplicação, será divulgado no dia 29 de março. Enem no Amazonas: Provas ocorrem nesta terça (23) e quarta (24) VÍDEOS: mais assistidos do G1 Amazonas nos últimos 7 dias
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22/02 - Ministério da Educação não gasta o dinheiro que tem disponível e sofre redução de recursos em 2020, aponta relatório
Segundo a organização Todos pela Educação, autora da análise, resultado indica problemas de gestão por parte do ministério. MEC diz que 'não houve atrasos nas políticas prioritárias'. MEC tem menor orçamento desde 2011 e não gasta tudo que poderia na educação básica, mesmo com a crise da pandemia. Reprodução/RPC Mesmo em um ano com pandemia, e frente aos desafios do ensino para manter as aulas remotas, o Ministério da Educação (MEC) fechou 2020 com o menor dinheiro em caixa desde 2011. Não bastassem os cofres vazios, a pasta gastou ainda menos do que poderia, e teve que devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Ao todo, foram R$ 143,3 bilhões destinados ao MEC em 2020. Antes, o menor valor havia sido em 2011, com R$ 127,6 bilhões (veja infográfico abaixo). Ainda assim, do valor disponível em 2020, só R$ 116,5 bilhões (81%) foram gastos. Os poucos recursos disponíveis afetaram todas as áreas, e houve menos dinheiro para investir em ações como apoio à conectividade em tempos de ensino remoto. Os programas e ações da educação básica – etapa que vai do ensino infantil ao médio – foram os que tiveram menor gasto no ano passado. Dos R$ 42,8 bilhões disponíveis, o MEC pagou R$ 32,5 bilhões (71%). As outras áreas (educação profissional, educação superior e administração e encargos) tiveram maior aplicação de recursos, com 82%, 85% e 83% dos recursos pagos, segundo dados apresentados no relatório. Ineficiência de gestão Os números mostram uma ineficiência na gestão das políticas de educação, segundo o relatório do Todos pela Educação, divulgado neste domingo (21). A área já enfrentava problemas antes da pandemia, mas o cenário atual traz ainda mais preocupação. "O relatório traz evidências da falta de gestão do Ministério da Educação", afirma Olavo Nogueira Filho, diretor executivo do Todos pela Educação. "Temos um cenário em que o orçamento já está bastante reduzido e o MEC nem sequer está conseguindo executar [pagar]. Em parte, por incapacidade de gestão, e em parte, por ausência de um projeto claro para a educação básica. Não estamos falando de governo de 2 meses, é de um governo de 2 anos. Ainda não está claro qual é o projeto de educação básica e qual é a agenda compactuada com estados e municípios para desenvolvê-la", analisa. O G1 entrou em contato com o MEC para pedir um posicionamento sobre o orçamento. Em nota, a pasta afirmou apenas que "considerando o cenário de enfrentamento à pandemia da Covid-19, não houve atrasos nas políticas prioritárias do Ministério da Educação." Orçamento da Educação em 2020 foi o menor em dez anos Impactos Os recursos do MEC não ficam guardados dentro de um "cofre" só da educação. Eles fazem parte do orçamento total do governo e são repassados conforme os ministérios indicam os programas onde o dinheiro será gasto. Mas em 2020 isso pouco aconteceu. O MEC chegou a sofrer um corte de R$ 1 bilhão no orçamento, que eram recursos de programas que não foram pagos, e o governo resolveu reapropriá-los para direcionar a outras ações, como obras. Recursos que não foram gastos pelo MEC poderiam ajudar a rede pública a implementar ações de ensino remoto e híbrido. Arquivo pessoal Na época, Milton Ribeiro, ministro da Educação, afirmou que "considerando que os gestores anteriores não empenharam os valores e o povo da economia, que quer economizar de todo jeito, viu que tinha um valor considerável parado no segundo semestre, estenderam a mão e tiraram da gente. Foi isso que aconteceu." Para Nogueira, "não basta ter recursos. O ponto central é como aplica esse recurso." "Em condições normais já seria bastante grave, dada a situação da educação básica. Em um cenário de pandemia, torna-se injustificável", afirma Nogueira. A pandemia fechou as salas de aulas, colocou lupa na desigualdade social e escancarou os problemas das escolas brasileiras, que poderiam ser minimizados com ações do MEC, segundo Nogueira. Milhares de alunos sem computadores em casa ou local apropriado para estudar tiveram dificuldades de seguirem estudando. Os pacotes de dados não davam conta de carregar vídeos e fazer upload e download de tarefas. Isso se somou a problemas antigos que tornam mais complexa a reabertura das salas em meio à pandemia: ainda falta levar encanamento a mais de 3 mil instituições de ensino no país. Quase 10 mil não têm acesso à água potável. Quatro a cada dez escolas do Brasil não tem estrutura para lavagem de mãos dos alunos, afirma OMS e Unicef. Ações na pandemia De acordo com a análise do Todos pela Educação, 2020 encerrou sem que o MEC tivesse destinado novos recursos para a educação básica em ações referentes à pandemia. Em setembro, o governo anunciou que iria remanejar R$ 525 milhões em recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) para enviar às escolas. Deste total, 84% foram pagos em 2020 (R$ 443,9 milhões). Há a previsão de repassar ainda R$ 228,1 milhões em 2021, elevando a soma total para R$ 672,7 milhões. Perdas além das escolas fechadas A ineficiência na gestão do MEC poderá agravar ainda mais as políticas de médio e longo prazo, aponta outro relatório do Todos pela Educação, também divulgado neste domingo (21). Os impactos da pandemia vão além das escolas fechadas. As políticas educacionais em curso antes da pandemia foram "brutalmente afetadas", afirma Nogueira. Antes da pandemia, uma agenda de reforma educacional estava em curso, como a criação de novos currículos escolares que seguissem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Segundo o relatório, 636 municípios homologaram novos currículos em 2020, chegando a 4,5 mil municípios alinhados à BNCC (81%). Mais de 1.000 cidades seguem atrasadas na definição do documento. Também estava em curso a "implementação para valer", como diz Nogueira, da reforma do ensino médio – que alterou o currículo desta etapa de ensino baseando-se em itinerários formativos e foco no ensino integral. Assim como houve o início de um processo de mudança na formação de professores, para atualizar diretrizes aprovadas no Conselho Nacional de Educação em 2019. E ganhou força, na avaliação de Nogueira, a expansão das experiências de sucesso da rede pública do Ceará (na alfabetização) e de Pernambuco (no ensino médio), que vinham sendo replicadas em outras redes. O único projeto que avançou em 2020 foi a aprovação do Novo Fundeb no Congresso, fundo que financia a educação básica brasileira e iria expirar em dezembro. Agora, o fundo é permanente e a contribuição da União vai subir de 10% para 12% em 2021 até chegar a 23% em 2026. Segundo Nogueira, a desaceleração das reformas educacionais foi acentuada pela ausência do MEC. Como exemplo, ele cita os programas federais pró-BNCC e apoio ao Ensino Médio "Essa agenda de fôlego, de longo prazo, para a educação básica corre o risco de ser bastante enfraquecida ao longo dos próximos 2 anos [de gestão do governo Bolsonaro]", afirma Nogueira. Para ele, a "luz amarela" acendeu na educação. VÍDEOS: Educação .
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21/02 - Fuvest 2021: veja o caderno de prova do primeiro dia da 2ª fase
Prova deste domingo (21) foi de português e redação, e o tema da redação foi "O mundo contemporâneo está fora da ordem?". Na segunda-feira (22), os estudantes fazem as provas de disciplinas específicas. Movimentação de alunos na segunda fase da FUVEST, realizado no campus da USP, na cidade de São Paulo, SP, neste domingo, 21. RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A Fuvest divulgou na noite deste domingo (21) o caderno de prova do primeiro dia da segunda fase do vestibular 2021. Veja aqui o caderno de prova completo. A prova deste domingo (21) foi de português e redação, e o tema da redação foi "O mundo contemporâneo está fora da ordem?". Na segunda-feira (22), os estudantes fazem as provas de disciplinas específicas. O vestibular vai selecionar candidatos para 11.147 vagas nos cursos de graduação da Universidade de São Paulo (USP). Neste domingo, 2.563 dos 33 mil candidatos aprovados na primeira fase não compareceram aos locais de prova, gerando uma abstenção de 7,69%, valor considerado normal pela Fuvest. Calendário Fuvest 2021: Prova da 1ª Fase: 10 de janeiro de 2021; Divulgação da lista de convocados para 2ª Fase: 1º de fevereiro de 2021; Provas da 2ª Fase: 21 e 22 de fevereiro de 2021; Divulgação da 1ª lista de aprovados: 19 de março de 2021. Vestibular Fuvest 2021: candidatos elegem física a matéria mais difícil Restrições da pandemia A prova da primeira fase do vestibular Fuvest 2021 para ingresso na Universidade de São Paulo (USP) foi realizada no último domingo (10) com um mês de atraso por conta da pandemia do coronavírus. Cerca de 130 mil candidatos inscritos participaram de esquema especial com cuidados para a prevenção da Covid-19. Por causa da pandemia, o exame foi aplicado em 148 locais neste ano, contra 88 em 2020. Veja as recomendações da Fuvest para o concurso 2021 Ao chegar no local de prova: Dirija-se imediatamente à sala de aula; Evite ficar no corredor; Utilize a máscara durante todo o tempo de permanência na escola. Ao chegar na sala de aplicação de prova: Identifique-se: mostre seu documento oficial com foto para o fiscal da sala. Não é necessário entregar o documento na mão do fiscal. Evite contato físico. Comunique-se apenas de forma essencial; Sente-se: identifique a sua carteira - há um cartão personalizado de papel com o seu nome colado nela, e sente-se. Evite trânsito desnecessário pela sala de prova; Higienize-se: Você encontrará um sachê com um tecido embebido em álcool sobre a sua mesa. Abra o sachê, pegue o pano e higienize a sua mesa. Descarte esse tecido no lixo; Durante a prova: Utilize a máscara durante todo o tempo de permanência na escola; A Fuvest irá fornecer um envelope para cada candidato colocar sua máscara usada caso queira trocá-la enquanto o exame esteja em curso; O candidato poderá fazer uso livremente do álcool em gel disponível na sala, devendo solicitar ao fiscal que leve o frasco até ele. O estudante também pode levar seu próprio álcool em gel; Os candidatos não poderão comer dentro da sala de aplicação de prova. Se quiser comer, deverá pedir permissão ao fiscal e se alimentar em um local demarcado pela coordenação da escola. No entanto, o tempo que o candidato gastar com sua alimentação não será reposto no tempo total da prova; Os candidatos poderão sair em definitivo das salas de prova somente após as 16 horas. Estudante não deve ir ao local de prova em caso de: Caso suspeito de Covid-19 Diagnóstico confirmado de Covid-19 a partir de 1 de janeiro; Contato com caso confirmado de Covid-19 após 1 de janeiro. O que levar Documento de identidade original Caneta transparente de tinta azul Lápis ou lapiseira, apontador e borracha para rascunho Régua transparente Alimentos e água. Por conta das normas de biossegurança, os bebedouros podem estar interditados e a ingestão de alimentos sólidos será realizada fora da sala. Máscaras. A Fuvest recomenda que o candidato leve uma reserva. ATENÇÃO: É proibido utilizar boné, relógio e aparelhos eletrônicos. O celular deverá ser desligado e colocado no envelope que será fornecido antes da prova. Mais de 130 mil estudantes vão participar do vestibular da Fuvest neste domingo Veja os 10 cursos mais concorridos da Fuvest 2021 Medicina (São Paulo) - 154,6 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 129,1 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 78,4 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 78,1 candidatos por vaga Relações Internacionais - 55,3 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,4 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 45,5 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 43,8 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 41,9 candidatos por vaga Design - 38,1 candidatos por vaga Vestibular da Fuvest no domingo (10) terá mais de mais de 130 mil alunos inscritos a
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21/02 - Fuvest 2021 tem 7,69% de abstenção no primeiro dia da segunda fase
Primeira chamada da lista de aprovados para os cursos da USP sai no dia 19 de março. Vestibular foi realizado com um mês de atraso por conta da pandemia de Covid-19. Movimentação de alunos na segunda fase da FUVEST, realizado no campus da USP, na cidade de São Paulo, SP, neste domingo, 21. RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O primeiro dia da segunda fase do vestibular Fuvest 2021 teve 7,69% de abstenção. A prova deste domingo (21) foi de português e redação, e o tema da redação foi "O mundo contemporâneo está fora da ordem?". Na segunda-feira (22), os estudantes fazem as provas de disciplinas específicas. Fuvest 2021: veja o caderno de prova do primeiro dia da 2ª fase Redação pergunta ao candidato se mundo contemporâneo está 'fora de ordem' No total, 33 mil candidatos foram aprovados na primeira fase para disputar 11.147 vagas na Universidade de São Paulo (USP). Deste total, 2.563 candidatos não compareceram neste domingo (21). Segundo a assessoria de comunicação da Fuvest, a taxa registrada neste ano está na média histórica, apesar da pandemia de Covid-19. A 1ª fase da Fuvest foi realizada em 10 de janeiro, com um mês de atraso, por conta da pandemia do coronavírus. Cerca de 130 mil candidatos participaram de um esquema especial para a prevenção da Covid-19. Por causa da pandemia, o exame foi aplicado em 148 locais neste ano, contra 88 em 2020. Foram 90 questões de conhecimentos gerais e múltipla escolha. Veja os 10 cursos mais concorridos da Fuvest 2021 Medicina (São Paulo) - 154,6 candidatos por vaga Medicina (Ribeirão Preto) - 129,1 candidatos por vaga Medicina (Bauru) - 78,4 candidatos por vaga Psicologia (São Paulo) - 78,1 candidatos por vaga Relações Internacionais - 55,3 candidatos por vaga Curso Superior do Audiovisual - 46,4 candidatos por vaga Ciências Biomédicas - 45,5 candidatos por vaga Medicina Veterinária - 43,8 candidatos por vaga Psicologia (Ribeirão Preto) - 41,9 candidatos por vaga Design - 38,1 candidatos por vaga Calendário 21 e 22 de fevereiro de 2021 – Provas de 2ª Fase 19 de março de 2021– Divulgação da 1ª Chamada 19 a 23 de março de 2021 - Período para Matrícula da 1ª Chamada 29 de março de 2021 – Divulgação da 2ª Chamada Vídeos: Tudo sobre São Paulo e região Metropolitana
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21/02 - Prefeito ecologista de Lyon causa polêmica ao impor menu sem carne nas escolas
Grégory Doucet, do partido Europa Ecologia Os Verdes, afirma que a decisão não ocorre por motivos ideológicos, mas por "razões sanitárias". Ele garante que a situação é provisória e vai evoluir conforme melhorar a luta contra a pandemia de Covid-19 na França. Prefeitura de Lyon, no centro da França, afirma que menu único sem carne vai permitir acelerar o serviço nas cantinas das escolas, evitando aglomerações e privilegiando distanciamento dwalters0512/Creative Commons É o fim das refeições com presunto ou bife nas cantinas escolares de Lyon, terceira maior cidade da França. A partir de segunda-feira (22), todos os estudantes da rede pública terão uma única opção de almoço: um prato sem carne. A decisão causa polêmica e gera críticas da parte do governo nacional.  O prefeito de Lyon, Grégory Doucet, do partido Europa Ecologia Os Verdes, afirma que a decisão não ocorre por motivos ideológicos, mas por "razões sanitárias". Ele garante que a situação é provisória e vai evoluir conforme melhorar a luta contra a pandemia de Covid-19 na França.  "O novo protocolo impõe um distanciamento de dois metros nas cantinas das escolas. O menu único vai nos permitir acelerar o serviço e, assim, acolher todos os alunos de forma segura", explicou a secretária municipal de Educação, Stéphanie Léger, ao jornal "Le Progrès". Segundo ela, peixe e ovos continuarão sendo servidos. A explicação não serviu para abafar a polêmica. No Twitter, o ministro francês do Interior, Gérald Darmanin, denunciou "um insulto inaceitável aos agricultores e aos açogueiros franceses". "Estamos vendo bem que a política moralista e elitista dos ecologistas exclui as classes populares. Muitas crianças, frequentemente, só têm condições de comer carne nas cantinas escolares. Ideologia escandalosa", publicou. No entanto, a declaração do ministro contradiz a realidade. Segundo um estudo realizado em 2017 pela Agência Francesa de Segurança Sanitária e Alimentação, cidadãos com estudo superior consomem mais frutas e legumes. Já as pessoas que realizaram apenas o ensino fundamental dão preferência a refeições com carne vermelha.  O ministro francês da Agricultura, Julien Denormandie, não poupou críticas à prefeitura de Lyon. "Chega de colocar ideologia no prato das nossas crianças! Vamos simplesmente dar a elas o que precisam para crescer bem. A carne faz parte disso", afirmou em sua conta no Twitter. Medida não é nova O prefeito de Lyon reagiu às críticas. Nas redes sociais, Grégory Doucet lembrou que a administração anterior, do mesmo partido político dos ministros e do presidente francês, Emmanuel Macron (A República em Marcha), tomou a mesma decisão durante a primeira onda de Covid-19, no ano passado. "Não escutamos essas afirmações contra Gérard Collomb [ex-prefeito de Lyon], membro da família política de vocês, que optou exatamente pela mesma medida", tuitou.  De fato, enquanto ainda dirigia a cidade, Collomb impôs o menu sem carne em dois momentos: no primeiro lockdown, para os filhos de profissionais da saúde que continuaram indo à escola, e entre maio e julho de 2020, para uma melhor organização das cantinas durante a pandemia. Na época, a medida não suscitou nenhuma reação por parte do governo nacional.  Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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21/02 - A luta dos universitários indígenas para não desistir das aulas em ensino remoto nas aldeias durante a pandemia
Estudantes vivem dificuldades com internet e equipamento para que possam continuar estudando no período de ensino remoto. Há diversos relatos de desistências. Dionísio Crixi (ao fundo está Geizy, funcionária da faculdade em que ele estuda), Maria da Penha e Ertiel: alunos do ensino superior tiveram de estudar em suas aldeias durante a pandemia Arquivo Pessoal/BBC Logo que o ensino remoto teve início em meio à pandemia de covid-19, no ano passado, a universitária Maria da Penha, de 25 anos, passou a enfrentar diversos problemas para continuar no curso de serviço social da Universidade de Brasília (UnB). A estudante indígena, que faz parte do povo Atikum, morava em Brasília desde que ingressou no ensino superior em 2019. No início da pandemia, em março passado, a jovem precisou deixar a capital federal e retornar para a sua aldeia no município de Carnaubeira da Penha, no sertão de Pernambuco. Em agosto de 2020, quando as aulas remotas da UnB começaram, surgiram também as dificuldades, como a falta de um computador e uma conexão de internet precária. "Já fiquei dias sem conseguir assistir a uma aula", diz Penha à BBC News Brasil. Os problemas de conexão, que costumam afetar até mesmo estudantes que moram nos centros urbanos, são ainda maiores para quem mora em áreas rurais ou terras indígenas. Em meio às dificuldades, a universitária também convive com o temor da covid-19, que tem afetado duramente os povos indígenas do país. "Dois tios idosos faleceram por causa do coronavírus. Isso mexe muito com o nosso psicológico. Já passei alguns dias bem nervosa e preocupada", conta ela, que chegou a considerar a possibilidade de trancar o curso. 71% dos indígenas aldeados da Amazônia não foram vacinados contra Covid, indicam dados do governo Problemas como os enfrentados por Penha têm sido vivenciados por outros milhares de universitários indígenas no país. O estudo a distância improvisado em meio à pandemia encontra problemas como a falta de aparelhos eletrônicos, internet ruim, falta de apoio pedagógico e ausência de local adequado para os alunos estudarem. Especialistas consideram que a inclusão de indígenas no ensino remoto tem sido extremamente precária. E a situação deve se estender por mais tempo, porque muitas instituições de ensino vivem um período de incerteza em relação ao retorno das aulas presenciais, em razão da piora do cenário da pandemia no Brasil nos últimos meses. 'Um período estressante' Penha admite que pensou em trancar o curso de serviço social por conta das dificuldades trazidas pela pandemia Arquivo Pessoal/BBC "Tem sido um período complicado e muito estressante", desabafa Penha sobre o ensino remoto. Ela afirma que não abandonou as aulas durante a pandemia porque acredita que é fundamental ter um curso superior para ter uma profissão. "Tenho que continuar (estudando)", diz. A internet na aldeia dela funciona por meio de satélite. "É bem fraca", diz a jovem. Em muitos momentos, não há conexão. "Já perdi muitas aulas por causa da internet. Cheguei a perder provas por causa disso", comenta. No início das aulas virtuais, ela não tinha computador. Por meio de um edital de inclusão digital da UnB no ano passado, destinado a alunos de baixa renda, ela conseguiu R$ 1,5 mil. "Tive que me virar com meus pais para complementar mais R$ 1 mil e comprar um notebook, porque esse valor (do edital) não era suficiente", relata. O aparelho logo se tornou um outro problema. Ela relata que cerca de 25 dias após a compra, o notebook começou a desligar várias vezes. "Ele começou a apagar de repente. Muitas vezes tive que assistir aulas pelo celular, que não é lá essas coisas, porque tem pouca memória", relata. Quando não consegue assistir a uma aula, por problemas no notebook ou na internet, ela manda mensagens aos professores logo que consegue se reconectar. "Eu avisei que estou na aldeia e expliquei as dificuldades com o notebook e com a internet", relata. "Os professores entenderam a minha situação, me disseram para ficar tranquila", diz Penha. Ela relata que concluiu três disciplinas do seu segundo semestre no curso, entre agosto e dezembro de 2020. "Tive que trancar duas disciplinas. Não consegui terminar as cinco do semestre porque era muita coisa. As dificuldades com o computador e com a internet tornaram tudo mais complicado", lamenta. Na semana passada, Penha iniciou um novo semestre. Segundo ela, as dificuldades continuam. "Mandei o meu notebook para o conserto (durante as férias de janeiro), mas ainda tá complicado porque ele voltou muito lento", diz. Na mesma aldeia dela há outros universitários que enfrentam dificuldades semelhantes. Entre eles está o primo de Penha, Leonel Alcides, de 30 anos, que cursa ciências biológicas na UnB. Ele também comprou um computador com o edital de R$ 1,5 mil da UnB — e, assim como a prima, relata que precisou de mais R$ 1 mil para adquirir o aparelho. "A situação está difícil. Nem mesinha tenho para acompanhar as aulas. Coloco as coisas na cadeira para conseguir estudar", relata. O estudante comenta que o número de disciplinas que cursou no primeiro semestre de ensino remoto representou menos da metade das que ele fazia quando o curso era presencial. "Foi muito puxado e fiquei muito perdido. Não consegui acompanhar tudo nesse primeiro período (online)", diz ele, que está no quinto período do curso. Em meio aos problemas de conexão, Leonel relata que também sente dificuldades para aprender os conteúdos. "Nas aulas remotas, ficamos sem saber o que aprender. Presencialmente a gente aprende mais", relata. Ele afirma que sente falta do apoio dos professores em sala de aula e da companhia de outros indígenas que também são universitários, por meio de coletivos criados por eles. Materiais entregues com a ajuda de barco Geizy Carla Ribeiro usa um barco para levar materiais aos universitários indígenas do interior do Pará Arquivo PEssoal/BBC Pelo país, as instituições de ensino criaram diferentes alternativas para tentar incluir os estudantes indígenas na educação remota. Nem todos os casos se restringem ao estudo online. Mesmo se definindo como pioneira no método de ensino a distância no país, a Faculdade Fael também precisou rever o acesso dos estudantes indígenas às disciplinas no atual período. Na cidade de Jacareacanga, no Pará, por exemplo, muitos indígenas iam ao polo da Fael para acompanhar alguns conteúdos das aulas ou pegar materiais para estudar. Com a pandemia, porém, muitas aldeias passaram a impedir que os moradores deixassem o local para evitar o risco de contágio; Em razão disso, a Fael distribuiu kits com material universitário aos estudantes. Segundo a empresa, o objetivo é fazer com que os alunos não interrompam os estudos por causa da pandemia. Uma das responsáveis por auxiliar os estudantes nas aldeias da região é Geizy Ribeiro, que trabalha na assistência acadêmica da faculdade. Em uma embarcação, ela leva os materiais necessários para os alunos, como livros, exercícios e avaliações. Muitos alunos indígenas da Fael têm estudado somente por meio das apostilas entregues pela faculdade. "São poucos alunos da região que têm acesso à internet, nem todos têm computador. Os que têm apenas celular preferem fazer no computador, porque acham melhor, por isso vinham até o laboratório da faculdade. Muitos não conseguiram vir nos últimos meses, por causa da pandemia", diz Geizy à BBC News Brasil. De acordo com Geizy, na faculdade há cerca de 200 estudantes do povo munduruku, que tem uma população de aproximadamente 14 mil pessoas na região. Os estudantes, segundo ela, pagam a mensalidade do curso com dinheiro do benefício do Bolsa Família ou do próprio salário, principalmente aqueles que são servidores públicos. Durante a pandemia, cerca de 20 alunos tiveram de trancar seus cursos por falta de condições financeiras. Para aqueles que continuam estudando, Geizy se tornou o principal apoio na região. Ela, que conhece o idioma munduruku por ter sido professora em aldeias de Jacareacanga, é a responsável por orientar os alunos da faculdade. "Eu uso um rádio amador para me comunicar com os estudantes que estão nas aldeias", conta. Um dos alunos da Fael na região de Jacareacanga é o indígena Dionísio Crixi, de 54 anos, do povo munduruku. Antes do avanço do novo coronavírus, ele costumava ir com frequência à cidade para usar o laboratório da faculdade. Por meio de um barco, levava cerca de uma hora até chegar ao polo mais próximo da área em que mora. Porém, desde março passado tem evitado sair da aldeia. Dionísio comenta que em julho passado perdeu o irmão, que teve covid-19. Muitos outros parentes seus também foram infectados pelo novo coronavírus. "Tem sido um período bem difícil. Até a entrada de assistência na aldeia foi proibida para não prejudicar ninguém. Estamos isolados", relata ele, que trabalha na aldeia como professor da língua materna do povo munduruku. Dionísio cursa pedagogia. Ele afirma que, apesar das dificuldades, não pensou em desistir da faculdade. "Quero estudar mais porque não quero ficar para trás, quero avançar e ter mais conhecimento até onde der", diz. Ele comenta que também quer aprender, cada vez mais, a ler e escrever em português para que possa ensinar os indígenas. "Primeiro, a gente estuda a nossa língua e depois faz a tradução para o português", diz Dionísio, que deve se formar neste ano. Desistências Ertiel Amarilia, de 20 anos, desistiu do curso de história. Ele afirma que as dificuldades do ensino remoto o desestimularam Arquivo Pessoal/BBC Muitos universitários indígenas acabaram trancando o curso por causa das dificuldades do ensino remoto na pandemia. Ertiel Amarilia, do povo Guarani Kaiowá, cursou somente um mês de história no início de 2020 na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS). O jovem de 20 anos, que mora em uma aldeia no município de Amambaí, no interior do Mato Grosso do Sul, decidiu trancar o curso logo no começo do ensino remoto. "Foi muito difícil fazer as atividades sozinho (no ensino remoto)", diz. Os estudantes indígenas da UEMS recebem apostilas com os conteúdos das aulas para que possam estudar. As avaliações são feitas por meio dos exercícios nas apostilas. O método foi escolhido porque muitos universitários da região não possuem nenhum acesso à internet. "O mais difícil era não poder tirar as dúvidas na hora, como nas aulas presenciais. Como eu era iniciante (no curso), não fazia a mínima ideia de como fazer as atividades sem ter um professor por perto", comenta o jovem. Ele relata que ficou ainda mais desestimulado porque não tinha internet em casa e não conseguia fazer pesquisas para se aprofundar nos assuntos abordados. Sem estudar, o jovem viajou no mês passado para o interior do Rio Grande do Sul para trabalhar na colheita de maçã para uma empresa. "Na região em que moro é difícil achar emprego. A situação piorou na pandemia e agora preciso trabalhar", relata. Ele deve retornar para a sua aldeia em março. "A universidade era uma esperança para mim", diz o jovem, que não sabe se irá retomar o curso em algum momento. Desde o início da pandemia, Kâhu Pataxó, que coordena ações nacionais de estudantes indígenas, acompanhou diversos relatos de universitários que abandonaram seus cursos. "Não é uma situação nada fácil. Há muitos casos de indígenas que precisam se deslocar para outras comunidades para tentar acessar a internet para estudar. Outros precisam ir para a cidade em busca de sinal de telefone para ter acesso aos conteúdos", diz Pataxó, que lidera o Movimento Unido dos Povos e Organizações Indígenas da Bahia (Mupoiba). "Há, por exemplo, casos de universitários que tinham que se deslocar por três dias da aldeia à cidade para conseguir internet. Por causa dessa dificuldade, não conseguiram continuar estudando", comenta Pataxó. Ele relata que acompanhou diversos casos de universitários indígenas que somente irão retornar ao curso superior quando a situação da pandemia melhorar e as aulas presenciais forem retomadas. Em 2018, o Brasil tinha cerca de 57 mil indígenas matriculados na educação superior, segundo o Censo da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). É o levantamento mais recente sobre o tema. Esse número corresponde a cerca de 0,7% do total de estudantes do ensino superior no Brasil. Não há, ao menos por enquanto, dados sobre o impacto que o ensino remoto durante a pandemia causou na inclusão dos indígenas na educação superior. A antropóloga Mônica Nogueira avalia que o atual momento é o período mais difícil desde o início dos anos 2000, quando começaram as políticas públicas de acesso dos indígenas ao ensino superior — por meio de ações como o vestibular indígena e as cotas. "Testemunhei desistência entre indígenas nesse período de pandemia. Não que não queiram estudar ou não tenham se empenhado, mas é porque realmente estamos vivendo condições muito adversas", lamenta Nogueira. A antropóloga afirma que a atual situação se torna ainda mais preocupante porque as dificuldades dos indígenas no ensino superior já haviam aumentado nos anos anteriores à pandemia. "Aumentaram as oportunidades de ingresso, mas as condições para permanência (nas universidades) se tornaram mais difíceis nos últimos anos", diz Nogueira. "Muitas universidades aderiram à modalidade de vestibular indígena e investiram em processos preparatórios para os indígenas se candidatarem aos cursos de graduação e pós-graduação. Mas as unidades de ensino têm perdido orçamento ano a ano. Então, mais indígenas ingressam nas universidades, mas os recursos para a permanência estão diminuindo", acrescenta a antropóloga, que é coordenadora do Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) da UnB. Apoio aos estudantes Dionísio, de 54 anos, cursa pedagogia. Ele costumava ir várias vezes ao laboratório da faculdade para acessar a internet (como na foto), mas durante a pandemia teve de suspender essas visitas Arquivo Pessoal/BBC As dificuldades do ensino durante a pandemia evidenciam as falhas da inclusão dos universitários mais vulneráveis, como indígenas e quilombolas, aponta o professor Gersem José dos Santos, membro da coordenação do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena (FNEEI). "Nós, indígenas, sabemos que a tecnologia não é um agente salvacionista, mas é muito importante. Os povos indígenas não são contra o uso das tecnologias, principalmente quando servem para atender direitos, como o acesso à Educação", declara Santos, que é professor da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Amazonas. "Ninguém é contra o ensino remoto. Ele pode ser uma saída, principalmente no atual período. Mas é preciso criar a base para isso. É preciso ter uma infraestrutura que passa pelo acesso a equipamentos de qualidade e inclusão digital", acrescenta Santos. Coordenador-executivo da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Dinamam Afer Jurum afirma que o acesso dos indígenas à internet nunca foi uma preocupação do poder público. "Os governos anteriores lançaram planos nacionais de banda larga, mas não contemplaram os indígenas. Hoje, o reflexo disso está nos problemas que os estudantes indígenas têm para acessar a plataforma digital de ensino remoto", declara. "O desenvolvimento do ensino requer internet hoje em dia, mas isso se torna difícil com os problemas de conexão nas aldeias. Quando há internet nas aldeias, é de baixa qualidade. Sem dúvida isso está prejudicando o ensino remoto e causando um dano irreparável aos estudantes.", afirma Jurum à BBC News Brasil. O Ministério da Educação (MEC) afirma que contratou 400 mil chips de internet banda larga para estudantes em situação de vulnerabilidade, entre eles os indígenas. "Os chips oferecem internet 4G pré-paga, as universidades e institutos federais informam quantos chips precisam e distribuem aos estudantes", informa a pasta, em nota à BBC News Brasil. Mas a medida do MEC é criticada por ativistas das causas indígenas. Isso porque apontam que muitos universitários não conseguiram ter acesso a um chip, pois o procedimento para obter o item foi feito de modo virtual. Outra dificuldade relacionada a essa ação, segundo especialistas, é que muitas aldeias estão em áreas sem nenhum tipo de sinal de internet e os estudantes teriam de se deslocar para outros locais para conseguir conexão. "O mais adequado seria o MEC colocar internet via satélite nas escolas indígenas, para atender duas demandas: as próprias escolas que necessitam da internet para dar uma melhor assistência aos alunos e os universitários indígenas", opina Kâhu Pataxó. O MEC não informou se fará novas ações para auxiliar os indígenas ou outras populações mais vulneráveis durante o período de ensino remoto. A pasta afirma ainda que manteve, desde o início da pandemia, o repasse dos valores da Assistência Estudantil, recurso destinado a alunos mais vulneráveis de instituições públicas, como os indígenas. Por meio da verba, cada instituição de ensino avalia como executará os recursos, em ações como moradia estudantil, alimentação, transporte, inclusão digital ou cultural e apoio pedagógico. A Assistência Estudantil é considerada fundamental para manter os estudantes indígenas nas universidades públicas. É por meio desses recursos que muitos conseguem pagar a internet e até comprar alimentos. Mas o recurso deve sofrer cortes neste ano. De acordo com o Fórum Nacional de Pró-reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace), a previsão, conforme o Projeto de Lei Orçamentária Anual, é de que o Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) sofra corte de 17,5% a 21% nas instituições federais de ensino superior — os cortes variam conforme a verba de cada lugar. "A previsão para este ano é de que o Pnaes tenha um corte de recursos superior a R$ 200 milhões. Essa redução representa menos estudantes atendidos e menos bolsas estudantis", diz a coordenadora nacional do Fonaprace, Maísa Miralva da Silva. A BBC News Brasil questionou o MEC sobre os impactos que os cortes na verba repassada à Educação podem causar na Assistência Estudantil. A pasta não respondeu até a conclusão desta reportagem. Problemas históricos e a pandemia Leonel Alcides, de 30 anos, relata dificuldades até mesmo para ter um local confortável para estudar. Além disso, o estudante comenta que sofre com as dificuldades de conexão á internet em sua aldeia Arquivo Pessoal/BBC As dificuldades enfrentadas pelos universitários indígenas no atual período não se restringem às questões diretamente relacionadas ao ensino superior. O cenário da pandemia, com uma vacinação lenta pelo país e o aumento de casos de covid-19 nos últimos meses, preocupa. A situação, dizem especialistas, atinge diversos universitários indígenas que tentam se dedicar ao ensino remoto enquanto convivem com o temor constante de que o novo coronavírus afete duramente seu povo. Até sexta-feira (19) já haviam sido registrados 43,1 mil casos de coronavírus entre indígenas, sendo 571 mortes em todo o país, segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), do Ministério da Saúde. Mas conforme a Apib, também até sexta, foram registrados 48,9 mil casos de covid-19 entre indígenas no país e 969 morreram. A diferença entre os dados ocorre porque a Sesai não contabiliza casos de indígenas que não moram em aldeias ou que vivem em contexto urbano. "Essas dificuldades do atual período vêm de todas as dimensões possíveis, não é apenas em relação ao acesso às aulas. Existe também o contexto psicológico, porque muitos indígenas enfrentam mortes por conta da covid-19", aponta Gersem dos Santos. Outro problema são as disputas territoriais. "A pandemia trouxe questões como a vulnerabilidade dos indígenas. A falta de demarcação de terras é um problema muito grande. Faltam políticas públicas sobre o nosso território. Os agentes que cometem invasões em terras indígenas não estão em home office", declara Dinamam Afer, da Apib. "Essas dificuldades territoriais também influenciam o estudante que teve de sair da sua universidade e voltar para a sua terra. Ele também faz parte da comunidade e precisa ajudar nesse enfrentamento, muitas vezes", acrescenta o indígena. Em razão dos diversos problemas trazidos no contexto da pandemia, especialistas apontam que seria fundamental haver apoio psicológico a esses estudantes. "Pouquíssimas instituições de ensino oferecem esse tipo de atendimento (psicológico) aos universitários indígenas. Alguns (que conseguem receber esse tipo de apoio), acabam recebendo esse atendimento por meio de projetos articulados pelos movimentos indígenas", diz Gersem dos Santos. A inclusão dos indígenas no ensino superior Dinamam Afer, da Apib, afirma que o acesso dos indígenas à internet nunca foi uma preocupação dos governantes Mídia Índia/BBC As dificuldades atuais evidenciam também os problemas históricos de inclusão dos indígenas no ensino superior. Eles costumam estudar grande parte do ensino fundamental na aldeia, onde tem como principal língua a que é falada pelo seu povo. Depois, por volta do ensino médio, costuma estudar na sede do município. E quando consegue uma vaga em uma universidade, em muitos casos precisa deixar a sua terra e viajar muitos quilômetros para que possa fazer uma graduação. "O ensino recebido pelo indígena ao longo da vida varia muito. Eventualmente, eles trazem deficiência em relação à cultura acadêmica e a conteúdos específicos. Isso se reflete nas disciplinas introdutórias dos cursos, sobretudo percebemos que eles têm mais dificuldades naquelas que exijam conhecimento de física, química ou matemática", diz a antropóloga Mônica Nogueira. Especialistas defendem que é fundamental que os indígenas recebam apoio pedagógico, assim como outras populações mais vulneráveis como os quilombolas. "É uma obrigação das universidades", diz Kâhu Pataxó. Ele aponta, porém, que muitos indígenas não têm recebido nenhum tipo de apoio das universidades no atual período, o que também tem colaborado para que muitos abandonem o curso superior. Segundo o Ministério da Educação, cabe a cada universidade analisar o desempenho dos indígenas e as medidas necessárias para auxiliá-los durante o ensino remoto. Em meio à pandemia, os universitários indígenas convivem com a incerteza da conclusão do curso superior. Para muitos dos que continuaram estudando, o prazo para se formar deve ser ainda maior, porque tiveram de deixar algumas disciplinas para depois porque não conseguiram acompanhar toda a grade curricular. "Perder alguns semestres significa estender um período de sacrifícios por parte deles e, frequentemente, de toda a família", comenta Mônica Nogueira. Maria da Penha, por exemplo, terá que ficar ao menos um semestre a mais para concluir o curso por não ter conseguido acompanhar todo o conteúdo do primeiro período de ensino remoto. Apesar disso, ela diz que continuará estudando e mantém o sonho de se tornar a primeira entre os oito irmãos — ela é a filha de número seis — a ter um diploma do ensino superior. Para ela, concluir o curso de Serviço Social é também uma forma de ajudar o seu povo. "Na minha aldeia não tem assistente social e quando a gente precisa de um, é preciso chamar alguém de fora. Então, penso que se eu me formar, as coisas podem ficar mais fáceis nesse sentido por aqui", diz Penha. VÍDEOS mais vistos do G1
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19/02 - Inep anuncia locais de prova para quem vai fazer a reaplicação do Enem 2020
Exame será na próxima terça (23) e quarta-feira (24) no formato impresso para todos os candidatos, mesmo os que se inscreveram no Enem digital. Estudantes e familiares aguardam antes de início da primeira prova do Enem no dia 17 de janeiro, em São Paulo. Amanda Perobelli/Reuters O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou o endereço dos locais de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020. A informação estará na Página do Participante, e poderá ser acessada com login e senha de cada candidato que pediu a reaplicação. O endereço é https://enem.inep.gov.br/participante/ A reaplicação está prevista em edital e ocorre em todas as edições. Para o Enem 2020, ela será em 23 e 24 de fevereiro. Candidatos que tiveram diagnóstico de Covid-19 ou aqueles que foram prejudicados por problemas logísticos, como salas lotadas, na aplicação de 17 e 24 de janeiro (prova impressa), e de 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital), tiveram direito a pedir uma nova aplicação do exame. Os pedidos foram analisados individualmente pelo Inep. A prova é feita na mesma data do Enem para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL, e tem o mesmo nível de dificuldade do Enem regular, mas com questões diferentes. A reaplicação será no formato impresso para todos os participantes que foram autorizados a refazer a prova, mesmo aqueles inscritos no Enem digital. Cronograma Enem 2020 Reaplicação: 23 e 24 de fevereiro Divulgação dos resultados: 29 de março Enem digital: Por que mais de 90 mil candidatos escolheram este formato? VÍDEOS: Educação
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19/02 - Com alta da Covid, candidatos de Araraquara e região farão 2ª fase da Unesp em Ribeirão Preto
Medida afeta 1.582 candidatos, que descobriram mundança na consulta do local de prova. Município enfrenta crise hospitalar após confirmação de casos de variante do novo coronavírus. Candidatos da Unesp são liberados para entrar no prédido para realização da prova (foto de arquivo). Stefhanie Piovezan/G1 Por conta da alta de casos e da circulação da variante do novo coronavírus, 1.582 estudantes de Araraquara (SP) e região deverão fazer a 2ª fase da Unesp em Ribeirão Preto, segundo a Fundação Vunesp. A prova será realizada no dia 28 de fevereiro. A consulta de local de prova está disponível no site da Vunesp. Araraquara, que tem cerca de 240 mil habitantes e está localizada na região central do estado, enfrenta uma crise hospitalar com 100% de ocupação de leitos de UTI pelo 5º dia seguido por causa do aumento de casos de Covid-19, que pode ter relação com a identificação da variante brasileira do novo coronavírus. O município tem um decreto que proíbe circulação na cidade sem justificativa para conter a doença. Em uma semana, os casos da doença cresceram 10,4% e as mortes 18,4%. Situação excepcional Segundo a Fundação, a mudança foi feita "em função da situação excepcional decorrente da Covid-19 em Araraquara, o que impossibilita a aplicação de prova no município". A medida afeta 700 inscritos de Araraquara e 882 de outras cidades da região. Eles só souberam da mudança ao consultar os locais de prova, que foram divulgados na quarta-feira (17). Ribeirão Preto fica a 75 km de Araraquara e está atualmente na fase laranja do Plano São Paulo. Pelo menos desde que a Vunesp passou a ser responsável pelo vestibular da Unesp, em 1981, a prova é realizada em Araraquara. Essa foi a primeira vez que o exame foi transferido. A 1ª fase foi realizada na cidade normalmente, em janeiro. 2ª fase A prova da segunda fase do vestibular, de Conhecimentos Específicos e Redação, será aplicada no dia 28 de fevereiro em 30 cidades paulistas. A divulgação da 1ª lista geral de classificação será no dia 19 de março de 2021. Segundo a Fundação Vunesp, a aplicação do exame vai seguir uma série de protocolos sanitários para evitar a disseminação da Covid-19, como uso obrigatório de máscaras, distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os candidatos e disponibilidade de álcool em gel. Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 São Carlos e Araraquara.
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19/02 - Pelo Enem, governador do AM decreta ponto facultativo e feriado escolar
As provas no estado serão realizadas nas próximas terça e quarta, dias 23 e 24 de fevereiro, após determinação da Justiça Federal. Governador Wilson Lima durante anúncio da abertura do comércio e sobre a realização das provas do Enem, nesta sexta, 19 de fevereiro Divulgação O governador Wilson Lima afirmou, nesta sexta-feira (19), que vai decretar ponto facultativo e feriado escolar nos dias de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no Amazonas. As provas no estado serão realizadas nas próximas terça e quarta, dias 23 e 24 de fevereiro, após determinação da Justiça Federal. "Para garantir que os alunos do estado do Amazonas tenham acesso a uma unidade de ensino superior", afirmou Lima. O governador afirmou que tentou obter com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) uma nova prorrogação dos prazos para a realização das provas. No entanto, segundo Wilson Lima, os órgãos informaram que se houvesse uma nova prorrogação, não seria possível a realização das provas neste ano. Enem no Amazonas: Mais de 160 mil inscritos aguardam aplicação das provas "Muitos alunos no estado do Amazonas estariam penalizados. Então, é importante que haja um esforço também de todos, que evitem ao máximo estar nas ruas na terça e na quarta-feira, principalmente no horário entre 11h e 13h, porque esse é o momento que os alunos estão se destinando para as salas de aula", disse. Wilson Lima ainda afirmou que conversou com representantes da prefeitura para que houvesse um aumento na frota de ônibus em Manaus nesse período. Ele diz que solicitou que a prefeitura também decretasse ponto facultativo. No estado, mais de 160 mil inscritos no Enem aguardam a aplicação das provas, em todo o Amazonas, de acordo dados informados pelo Inep. Nos estados em que a prova já foi realizada, houve um alto índice de abstenção, com recorde histórico de 51,5%. O maior índice havia sido registrado em 2009, com 37,7%. Em 2019, o índice do primeiro dia ficou próximo a 23%. Caderno de provas do Enem RONALDO SILVA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Veja os vídeos mais assistidos do G1 Amazonas
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19/02 - Locais de reaplicação do Enem 2020 serão divulgados nesta sexta, diz Inep
Prova será em 23 e 24 de fevereiro no formato impresso para todos os candidatos, mesmo os inscritos no Enem digital. Caderno de provas do Enem 2020 Aline Nascimento/G1 O endereço dos locais de prova da reaplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 serão divulgados nesta sexta-feira (19), segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A informação estará na Página do Participante, e poderá ser acessada com login e senha de cada candidato que pediu a reaplicação. O endereço é https://enem.inep.gov.br/participante/ A reaplicação está prevista em edital e ocorre em todas as edições. Para o Enem 2020, ela será em 23 e 24 de fevereiro. Candidatos que tiveram diagnóstico de Covid-19 ou aqueles que foram prejudicados por problemas logísticos, como salas lotadas, na aplicação de 17 e 24 de janeiro (prova impressa), e de 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital), tiveram direito a pedir uma nova aplicação do exame. Os pedidos foram analisados individualmente pelo Inep. A prova é feita na mesma data do Enem para pessoas privadas de liberdade, o Enem PPL, e tem o mesmo nível de dificuldade do Enem regular, mas com questões diferentes. A reaplicação será no formato impresso para todos os participantes que foram autorizados a refazer a prova, mesmo aqueles inscritos no Enem digital. Cronograma Enem 2020 Reaplicação: 23 e 24 de fevereiro Divulgação dos resultados: 29 de março VÍDEOS: Educação
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18/02 - Google anuncia mudanças em ferramentas para educação on-line
Google Classroom, sistema para realizar atividades escolares, passará a ter acesso a funcionalidades sem internet. A empresa também anunciou que não vai mais oferecer de forma gratuita armazenamento de dados ilimitado para escolas e universidades. Google anunciou mudanças em ferramentas de educação on-line. Reprodução/Google O Google anunciou nesta quarta-feira (17) o lançamento de novas ferramentas e atualizações para a educação on-line. A empresa disse que observa o impacto da pandemia na educação, que dependeu muito das aulas virtuais para manter as atividades escolares. O Google Classroom, ferramenta que oferece recursos para exercícios e aulas remotas e que atende 150 milhões de estudantes no mundo, permitirá em celulares de sistema Android o acesso a funcionalidades mesmo off-line. O envio das tarefas realizadas, no entanto, ainda dependerá de conexão com internet. Outra mudança anunciada para o Google Classroom foi o aumento de informações e estatísticas fornecidas aos educadores - como quais alunos visualizaram um curso ou enviaram uma tarefa. A empresa também anunciou que não vai mais oferecer de forma gratuita armazenamento de dados ilimitado para escolas e universidades. Haverá limite de 100 TB (terabytes) de espaço de armazenamento na nuvem, espaço que será compartilhado por todos os usuários da escola ou universidade. Segundo o Google, o espaço é suficiente para armazenar "mais de 100 milhões de documentos, 8 milhões de apresentações ou 400.000 horas de vídeo." O Chromebook, notebook do Google, terá 40 novos modelos voltados à educação, com recursos de acessibilidade e cursores de diferentes cores. O Google Meet, ferramenta de videoconferências, terá adaptações para comportar as necessidades de atividades escolares on-line. VÍDEOS: Educação
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18/02 - Pedido para suspender trecho de edital de livros didáticos é protocolado na Câmara
Edital alterou regras que excluiriam livros com preconceito, racismo e violência em obras didáticas do 1° ao 5° ano do ensino fundamental (6 -10 anos) na rede pública. O Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que pede a suspensão do trecho de um edital com novas regras para livros didáticos foi protocolado nesta quinta-feira (18) na Câmara dos Deputados. A deputada federal Tabata Amaral (PDT/SP) assina o documento. O edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2023, que traz as novas regras, foi publicado na última sexta (12) no Diário Oficial da União. Ele define como deverão ser as obras didáticas de português e matemática dos alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental, com idades entre 6 e 10 anos. As regras vão determinar se um livro didático será aprovado ou rejeitado pelo governo para adoção na rede pública brasileira dessa faixa escolar a partir de 2023. Edital de livros escolares retira menção específica à violência contra a mulher e exclui palavra 'democráticos' dos princípios éticos Entre as especificações, houve a retirada de trechos como "especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher" e promover "negativamente a imagem da mulher". Com as novas regras, agora as obras devem "promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres" e "estar isenta de qualquer forma de promoção da violência". O trecho que traz os "princípios éticos" que devem nortear as obras retirou as expressões "democráticos" e "respeito à diversidade", que constavam no edital anterior, e ficou em 2023 como "obras observarão os princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convívio social republicano". A última vez que o processo tinha sido feito para os primeiros 5 anos do ensino fundamental foi no PNLD 2019. Naquele ano, segundo relatório da Câmara do Livro, do Sindicato Nacional das Editoras de Livros e Nielsen, a venda de livros movimentou R$ 1,6 bilhão só em vendas ao PNLD, o que representa um crescimento de 18% em relação ao período anterior, e o governo comprou mais da metade (50,45%) dos 434 milhões de exemplares vendidos. O que mudou no PNLD O PNLD anterior falava especificamente da possibilidade de exclusão de obras que promovem "postura negativa em relação a cultura e história afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros" ou que abordassem o tema do preconceito "de forma não solidária e injusta" No processo de 2023 a seção de "princípios éticos" não fala mais sobre exclusão de obras e afirma que os livros deverão "promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres, e valorizar as matrizes culturais do Brasil - indígena, europeia e africana - incluindo as culturas das populações do campo, afrobrasileira e quilombola". Arte/G1 Críticas Quando o edital foi publicado, a deputada federal Tabata Amaral afirmou que havia protocolado um projeto de decreto legislativo (PDL) para derrubar essas novas regras do PNLD. O documento só foi oficializado nesta quinta (18). O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), escreveu em uma rede social que "o racismo, o preconceito e a violência contra a mulher são abomináveis e devem ser combatidos desde cedo" e que vai "ouvir e acolher todas as manifestações". Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira afirma que vai 'ouvir e acolher todas as manifestações' sobre o PNLD. Reprodução/Twitter O ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi às redes sociais se manifestar. Ele fez uma sequência de 10 posts em que defende que o PNLD 2023 está dentro da lei, e que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular, que orienta os currículos de todas as escolas públicas e privadas do país) prevê trabalhar o racismo a partir do 8º ano do ensino fundamental, e a violência contra a mulher, a partir do 9º ano. Initial plugin text Tabata Amaral, por meio de sua assessoria, declarou que "os anos iniciais não são compostos apenas de português e matemática, conforme o ministro Milton Ribeiro afirmou. Nesta fase, os currículos já são ampliados, com as disciplinas de história, geografia e ciências. Ou seja, a criança já tem contato com conceitos como escravidão, culturas, descendências, diversidade, dentre outros". O G1 pediu ao Ministério da Educação (MEC) esclarecimentos sobre os argumentos técnicos para a inclusão e retirada de termos, mas não recebeu resposta. O que pode mudar nas obras Para a especialista em políticas educacionais e ex-secretária da Educação no RJ Claudia Costin, essa "questão semântica" pode interferir no que será abordado dentro das salas de aula. "Se trata de uma questão semântica, que traz problemas. Elas podem significar a exclusão ou a escolha de livros", diz. "Com certeza é importante desde a primeira infância se abordar o papel de homens e mulheres na sociedade para não cair em estereótipo de gênero, como por exemplo, ter sempre a mulher como dona de casa ou em papel subserviente, ter a mulher negra como empregada doméstica". Sobre os posts de Milton Ribeiro, Costin disse que "o ministro contrapõe ao falar que no 9º ano tem uma questão de violência contra a mulher, mas por que não pode falar sobre isso antes? Não tem nada na BNCC que permita obras com conteúdos que fomentem violência contra a mulher. Nós não temos que ter livros preconceituosos, isso seria motivo para rejeitar, como estava no edital de 2019". Na visão de Augusto Buchweitz, cientista responsável pelo GraphoGame Brasil (um app de alfabetização finlandês adquirido pelo Ministério da Educação), e um dos especialistas avaliadores do PNLD 2022 (voltado para obras didáticas da educação infantil), as alterações nos princípios éticos para o PNLD 2023 não terão efeito prático nas obras didáticas. "O PNLD, em primeiro lugar, observa a Constituição e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Depois, vem outras leis complementares. Você não pode, à revelia da Constituição, ter um material que afronte minoria, que afronte idoso. Isso não vai acontecer." Para Buchweitz, a questão é se o livro didático deve servir de instrumento para a prevenção de violências. "Acho que começa a misturar boas intenções com qual é o instrumento adequado. Precisa é trabalhar com professores para identificar a violência", afirma. "Coloque ou não de volta [os termos], mas sinceramente, duvido que isso mude alguma coisa. Falta é presença do estado, falta um Conselho Tutelar ativo", defende. Mercado editorial A Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros) informou, em nota, que as obras didáticas que integram a PNLD cumprem as legislações, respeitam os princípios éticos e seguem agenda contra qualquer tipo de violência. "Os livros e conteúdos didáticos brasileiros respeitam e observam os princípios éticos e as diferentes realidades socioeconômicas, regionais, étnico-raciais, de gênero e de orientação sexual. Também seguem uma agenda contra qualquer tipo de violência, inclusive contra a mulher, e promovem a defesa dos direitos humano", diz a nota. Prazos para o PNLD Por enquanto, o edital do PNLD está válido e os prazos previstos no documento seguem em vigor. Se o debate gerar atraso no cronograma, poderá haver interferência na distribuição de livros em 2023. As próximas datas do PNLD são: Obras gerais: Cadastramento dos editores: de 28/7 a 5/8 Cadastramento e carregamento das obras: de 28/7 a 5/8 Obras literárias: Cadastramento dos editores: de 22 a 26/11 Cadastramento e carregamento das obras: de 22 a 26/11 VÍDEOS: Educação
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17/02 - Edital de livros escolares retira menção específica à violência contra a mulher e exclui palavra 'democráticos' dos princípios éticos
Regras definem obras destinadas à educação de alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental (6 -10 anos) na rede pública. Deputada diz que vai protocolar na quinta (18) decreto legislativo para invalidar mudanças. Biblioteca escolar de Uberlândia (MG) Marco Crepaldi/ Secom/PMU O novo edital do governo para comprar livros didáticos a alunos do 1° ao 5° ano do ensino fundamental (6-10 anos de idade) retirou trechos como "especial atenção para o compromisso educacional com a agenda da não-violência contra a mulher" e promover "negativamente a imagem da mulher" e alterou para "promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres" e "estar isenta de qualquer forma de promoção da violência". O edital do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2023 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) na última sexta (12). Essas regras vão determinar se um livro didático de português e matemática será aprovado ou rejeitado pelo governo para adoção na rede pública brasileira dessa faixa escolar a partir de 2023. A última vez que o processo tinha sido feito para os primeiros 5 anos do ensino fundamental foi no PNLD de 2019. Naquele ano, segundo relatório da Câmara do Livro, do Sindicato Nacional das Editoras de Livros e Nielsen, a venda de livros movimentou R$ 1,6 bilhão só em vendas ao PNLD, o que representa um crescimento de 18% em relação ao período anterior, e o governo comprou mais da metade (50,45%) dos 434 milhões de exemplares vendidos. A seção que versa sobre os princípios éticos retirou as expressões "democráticos" e "respeito à diversidade" e ficou em 2023 como "obras observarão os princípios éticos necessários à construção da cidadania e ao convívio social republicano". O PNLD anterior falava especificamente da possibilidade de exclusão de obras que promovem "postura negativa em relação a cultura e história afro-brasileira e dos povos indígenas brasileiros" ou que abordassem o tema do preconceito "de forma não solidária e injusta" No processo de 2023 a seção de "princípios éticos" não fala mais sobre exclusão de obras e afirma que os livros deverão "promover positivamente a imagem dos brasileiros, homens e mulheres, e valorizar as matrizes culturais do Brasil - indígena, europeia e africana - incluindo as culturas das populações do campo, afrobrasileira e quilombola". O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), escreveu em uma rede social que "o racismo, o preconceito e a violência contra a mulher são abomináveis e devem ser combatidos desde cedo" e que vai "ouvir e acolher todas as manifestações". Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira afirma que vai 'ouvir e acolher todas as manifestações' sobre o PNLD. Reprodução/Twitter A deputada federal Tabata Amaral (PDT/SP) diz que vai protocolar nesta quinta (18) um projeto de decreto legislativo (PDL) para derrubar as novas regras do PNLD. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi às redes sociais se manifestar. Ele fez uma sequência de 10 posts em que defende que o PNLD 2023 está dentro da lei, e que a BNCC (Base Nacional Comum Curricular, que orienta os currículos de todas as escolas públicas e privadas do país) prevê trabalhar o racismo a partir do 8º ano do ensino fundamental, e a violência contra a mulher, a partir do 9º ano. Initial plugin text Tabata Amaral, por meio de sua assessoria, declarou que "os anos iniciais não são compostos apenas de português e matemática, conforme o ministro Milton Ribeiro afirmou. Nesta fase, os currículos já são ampliados, com as disciplinas de história, geografia e ciências. Ou seja, a criança já tem contato com conceitos como escravidão, culturas, descendências, diversidade, dentre outros". O G1 pediu ao Ministério da Educação (MEC) esclarecimentos sobre os argumentos técnicos para a inclusão e retirada de termos, mas não recebeu resposta. Para a especialista em políticas educacionais e ex-secretária da Educação no RJ Claudia Costin, essa "questão semântica" pode interferir no que será abordado dentro das salas de aula. "Se trata de uma questão semântica, que traz problemas. Elas podem significar a exclusão ou a escolha de livros", diz. "Com certeza é importante desde a primeira infância se abordar o papel de homens e mulheres na sociedade para não cair em estereótipo de gênero, como por exemplo, ter sempre a mulher como dona de casa ou em papel subserviente, ter a mulher negra como empregada doméstica". Sobre os posts de Milton Ribeiro, Costin disse que "o ministro contrapõe ao falar que no 9º ano tem uma questão de violência contra a mulher, mas por que não pode falar sobre isso antes? Não tem nada na BNCC que permita obras com conteúdos que fomentem violência contra a mulher. Nós não temos que ter livros preconceituosos, isso seria motivo para rejeitar, como estava no edital de 2019". Na visão de Augusto Buchweitz, cientista responsável pelo GraphoGame Brasil (um app de alfabetização finlandês adquirido pelo Ministério da Educação), e um dos especialistas avaliadores do PNLD 2022 (voltado para obras didáticas da educação infantil), as alterações nos princípios éticos para o PNLD 2023 não terão efeito prático nas obras didáticas. Arte/G1 "O PNLD, em primeiro lugar, observa a Constituição e a BNCC (Base Nacional Comum Curricular). Depois, vem outras leis complementares. Você não pode, à revelia da Constituição, ter um material que afronte minoria, que afronte idoso. Isso não vai acontecer." Para Buchweitz, a questão é se o livro didático deve servir de instrumento para a prevenção de violências. "Acho que começa a misturar boas intenções com qual é o instrumento adequado. Precisa é trabalhar com professores para identificar a violência", afirma. "Coloque ou não de volta [os termos], mas sinceramente, duvido que isso mude alguma coisa. Falta é presença do estado, falta um Conselho Tutelar ativo", defende. Mercado editorial A Associação Brasileira de Editores e Produtores de Conteúdo e Tecnologia Educacional (Abrelivros) informou, em nota, que as obras didáticas que integram a PNLD cumprem as legislações, respeitam os princípios éticos e seguem agenda contra qualquer tipo de violência. "Os livros e conteúdos didáticos brasileiros respeitam e observam os princípios éticos e as diferentes realidades socioeconômicas, regionais, étnico-raciais, de gênero e de orientação sexual. Também seguem uma agenda contra qualquer tipo de violência, inclusive contra a mulher, e promovem a defesa dos direitos humano", diz a nota. Por enquanto, o edital do PNLD está válido e os prazos previstos no documento seguem em vigor. Se o debate gerar atraso no cronograma, poderá haver interferência na distribuição de livros em 2023. As próximas datas do PNLD são: Obras gerais: Cadastramento dos editores: de 28/7 a 5/8 Cadastramento e carregamento das obras: de 28/7 a 5/8 Obras literárias: Cadastramento dos editores: de 22 a 26/11 Cadastramento e carregamento das obras: de 22 a 26/11 VÍDEOS: Educação
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17/02 - Pesquisa aponta que 49% dos pais dizem não confiar se escola irá se adequar às medidas contra Covid
Índice era de 22% em setembro. A desconfiança persiste, mesmo frente à percepção de que a suspensão das aulas presenciais pode trazer prejuízos ao aprendizado. Sala de aula de escola municipal na Zona Norte de São Paulo, nesta segunda-feira (15), primeiro dia de aulas presenciais na rede municipal de São Paulo Arquivo pessoal Uma pesquisa aponta que 49% dos pais e responsáveis dizem não confiar se a escola pública irá adotar as medidas necessárias para evitar a transmissão de coronavírus. O índice era de 22% em setembro. Os dados também indicam que 43% dos pais ou responsáveis dizem não confiar que os estudantes vão seguir os protocolos de segurança. Antes, o índice era de 24%. A desconfiança persiste, mesmo frente à percepção de que a suspensão das aulas presenciais pode trazer prejuízos ao aprendizado. A pesquisa indica que, mesmo inseguros, cresceu de 24% para 30% o índice de pais ou responsáveis que apoiam a volta às aulas presenciais (veja no vídeo abaixo). Cresce percentual de pessoas que apoiam o retorno das aulas presenciais, mostra pesquisa O dado é da pesquisa “Educação não presencial na perspectiva dos estudantes e suas famílias”, encomendada pela Fundação Lemann, Itaú Social e Imaginable Futures. Foram ouvidos 1.015 pais ou responsáveis de estudantes das redes públicas municipais e estaduais, com idade entre 6 e 18 anos, entre 16 de novembro e 2 de dezembro de 2020. A pesquisa também aponta que: 65% dos pais ou responsáveis afirmam que as crianças da pré-escola terão o desenvolvimento comprometido; Nos primeiros anos do ensino fundamental, 69% dos pais ou responsáveis afirmam que os estudantes terão atraso na alfabetização e prejuízo ao seu aprendizado; Sobre pais ou responsáveis por adolescentes, 58% têm a percepção de que os estudantes terão problemas emocionais por causa do isolamento; 58% acreditam que os alunos do ensino médio correm risco de desistir dos estudos VÍDEOS: Educação
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17/02 - Biden diz que professores e funcionários de escolas deveriam ter preferência na vacinação
O CDC classifica este grupo como prioritário – depois dos trabalhadores da saúde – para receber a vacina contra a Covid-19. Apenas 28 estados e a capital americana já começaram a vacinar seus educadores. Presidente dos EUA, Joe Biden, em sessão de perguntas com o público em Milwaukee, em 16 de fevereiro de 2021 Leah Millis/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse na terça-feira (16) que professores e funcionários de escolas deveriam ter preferência, dentro da lista de prioridades, para receber a vacina contra a Covid-19. "Acho que os professores e as pessoas que trabalham nas escolas, no refeitório, deveriam estar na lista preferencial para receber a vacina", disse Biden. “Temos que garantir que todos, desde os trabalhadores de limpeza, de manutenção, possam estar de fato protegidos", disse o presidente em uma sessão de perguntas do público transmitida pela rede americana CNN. A recomendação do presidente americano é a mesma definida pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), ainda no final de dezembro do ano passado. No entanto, apenas 28 estados e a capital Washington D.C., começaram a vacinar este grupo. As prioridades, segundo o CDC, são as seguintes: 1a: trabalhadores da saúde e idosos institucionalizados 1b: trabalhadores essenciais (policiais, bombeiros, agricultores, carteiros, condutores de ônibus, trabalhadores de supermercados e do setor educacional) e idosos acima dos 75 anos 1c: idosos com mais de 65 anos e pessoas, acima dos 16 anos, com comorbidades; além disso, profissionais da construção civil, logística, mídia, energia, saúde e segurança pública Apesar de o CDC apresentar as recomendações consideradas ideais, cada estado dos EUA tem a autonomia de desenvolver seu próprio plano baseado nas necessidades de cada um, e a quantidade de vacinas disponíveis. Biden reforçou a importância de outras medidas para evitar a propagação da Covid-19 com a volta das aulas presencias no país. Como exemplo, ele citou a redução das turmas, e até mesmo o cuidado com o transporte dos alunos. "Temos que nos certificar que não há aglomerações, até mesmo dentro dos ônibus escolares", disse o presidente. "Precisamos nos distanciar, com turmas menores, com mais proteção." Na semana passada, o CDC divulgou uma cartilha com instruções para a volta às aulas. Ao todo, eles apresentam cinco "estratégias chave" para manter a segurança entre os estudantes: uso correto de máscaras distanciamento social lavar as mãos limpeza e ventilação do ambiente rastreamento de contatos, isolamento, e quarentena
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16/02 - Vestibular Indígena da Unicamp tem recorde de inscritos com 1.697 candidatos; veja cursos mais disputados
Terceira edição do vestibular para disputa de cadeira na Universidade Estadual de Campinas conta com 88 vagas. Total de cadastros é 1,3% maior do que o registrado em 2020, que teve 1.675 inscrições. Candidatos durante vestibular indígena 2020 da Unicamp Antoninho Perri A terceira edição do Vestibular Indígena para ingresso na Unicamp, em Campinas (SP), registrou número recorde de inscritos em 2021. São 1.697 candidatos, que vão disputar 88 vagas na instituição estadual de ensino superior. Veja os cursos mais concorridos e a relação candidato/vaga abaixo. De acordo com a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), o total de cadastros é 1,3% maior do que o registrado em 2020, que teve 1.675 inscrições, e 177% superior à primeira edição, de 2019, teve 611 candidatos para 72 vagas. A cidade com maior número de candidatos é São Gabriel da Cachoeira (AM), com 717; 40% a mais do que no ano passado. Em segundo lugar, Tabatinga (AM) inscreveu 636 pessoas para a prova, 24% a menos que há um ano. A prova acontece no dia 11 de abril em seis cidades: Bauru (SP), Campinas (SP), Caruaru (PE), Dourados (MS), São Gabriel da Cachoeira (AM) e Tabatinga (AM). O ingresso dos aprovados na universidade será em agosto. Veja o cronograma completo. Inscritos por curso A formação em nutrição foi a mais procurada no vestibular deste ano, com 178 candidatos. Em seguida, engenharia da computação - nova opção para 2021 - teve 137 interessados. Veja, abaixo, os cursos mais concorridos Nutrição: 178 Engenharia da computação (integral): 137 Administração: 125 Pedagogia (integral): 112 Educação física (integral): 79 Administração pública: 79 Engenharia elétrica (integral): 60 Ciência da computação: 58 Arquitetura e urbanismo: 38 A maioria dos cursos oferecidos abriu duas vagas para indígenas, mas há exceções, como uma vaga para ciências do esporte e cinco chances para tecnologia em saneamento ambiental. Veja a relação candidato/vaga no quadro abaixo: Prova de múltipla escolha e redação De acordo com a Comvest, a prova será em língua portuguesa, composta de questões de múltipla escolha e uma redação. O conteúdo será dividido da seguinte forma: Linguagens e códigos (14 questões) Ciências da natureza (12 questões) Matemática (12 questões) Ciências humanas (12 questões) Redação O programa de estudos para a prova pode ser conferido no Edital, na página da Comvest. Comprovação de etnia A Comissão ressalta que todos os candidatos inscritos no Vestibular Indígena da Unicamp precisam comprovar que pertencem a uma das etnias indígenas do território brasileiro, por meio da documentação especificada no Edital, a ser entregue no dia da prova do vestibular. "Outro pré-requisito é que os candidatos tenham cursado o ensino médio integralmente na rede pública (municipal, estadual, federal), ou em escolas indígenas reconhecidas pela rede pública de ensino ou tenham obtido a certificação do ensino médio pelo Enem ou exames oficiais (por exemplo, o Enceja) e não tenham cursado nenhum período do ensino médio na rede particular.", informou a Unicamp. Vídeos: Tire dúvidas sobre a vacina contra Covid-19 Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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