Colégio

Colegio infantil Sorocaba Berçario Sorocaba



Colegio particular Sorocaba Educaçao infantil Sorocaba



Colegio infantil Sorocaba Berçario Sorocaba



Colegio particular Sorocaba Educaçao infantil Sorocaba



Área Restrita
Notícias

RSS Feed - Notícias - Mantenha-se Informado


28/11 - Redes de ensino ainda não sabem se terão permissão para aulas remotas em 2021
Governo não homologou resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que permite a extensão do ensino on-line em escolas públicas e privadas, da educação básica e do ensino superior. Documento foi aprovado há quase dois meses, por unanimidade. Ano letivo em 2021: a pouco mais de um mês do fim do ano, MEC ainda não homologou a permissão de estender as aulas remotas até o fim do ano que vem. UFJF/Divulgação A pouco mais de um mês do fim do ano, as redes de ensino públicas e privadas, da educação básica e do ensino superior, ainda não sabem se terão permissão para as aulas remotas em 2021. O Ministério da Educação (MEC) ainda não homologou a permissão de estender o ensino on-line até dezembro de 2021, conforme havia sido aprovado por unanimidade em outubro pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). O conselho é responsável por assessorar o MEC nas políticas educacionais do país e conta, inclusive, com membros do ministério. A resolução foi feita para regulamentar a Lei 14.040, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 18 de agosto, que desobriga as escolas de cumprirem os 200 dias letivos. O texto da lei prevê que o CNE formule as diretrizes nacionais para implementá-la. Aprovação urgente Para a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães, a homologação da resolução é urgente. "Se não, isso pode criar uma insegurança jurídica", afirma. Isso porque os protocolos sanitários que preveem a reabertura das salas de aula dizem que não será permitida a presença de 100% dos alunos. "Quem me garante que, no mês de janeiro, as escolas vão voltar [às aulas presenciais] e que não vai ter mais nada de pandemia? E que as escolas não deverão mais cumprir protocolos sanitários? Todos eles estabelecem só 30% de alunos por turma", afirma. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) prepara um posicionamento em que defende a homologação da resolução. "No começo deste ano, não tivemos como nos planejar [para a pandemia]. Agora, temos como nos preparar", afirma a presidente do Consed, Cecilia Motta. Segundo Motta, mesmo que as escolas reabram para 100% dos alunos, o ensino remoto ainda será necessário para suprir o déficit de aprendizagem que pode ter ficado com as aulas on-line. No Mato Grosso do Sul, onde ela é secretária de Educação, o planejamento para o ano letivo de 2021 já está pronto, independentemente do silêncio do MEC, afirma Motta. "Estou preparada para, no ano que vem, ter aula 100% presencial, mas mesmo assim preciso da aula remota para recuperar a aprendizagem. O plano prevê iniciar o ano com metade da turma em uma semana, e metade na outra. E prevendo que, em algum momento, fecha tudo [caso aumentem os casos de coronavírus] e eu vou ter que usar aula remota", explica. "Não estamos tratando de uma situação excepcional ou que vai demorar para acontecer. O que tem se observado é que a pandemia tem trajetória mais longa, com risco de novo repique que não sabemos quando vai acontecer, quando ou quais regiões. Se a pandemia voltar a crescer, se a gente tiver atraso da vacinação, se tivermos regiões sem condições de reabrir escolas, o que vai acontecer é situação de extrema insegurança jurídica", avalia a presidente-Executiva do Todos Pela Educação, Priscila Cruz. Os conselhos estaduais e municipais de educação têm autonomia para legislar sobre a fusão dos anos letivos de 2020 e 2021 e sobre aprovação ou não dos alunos, pontos que também estavam previstos na resolução que ainda não foi homologada. Playlist: Educação
Veja Mais

27/11 - ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2021
Prova da primeira fase reuniu cerca de 10 mil inscritos. ITA divulga lista de aprovados para segunda fase do vestibular 2021 Daniel Corrá/G1 O Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) divulgou nesta sexta-feira (27) a lista dos candidatos aprovados para a segunda fase do vestibular 2021. Veja lista dos candidatos aprovados para segunda fase do ITA A primeira fase, realizada no domingo (22), teve cerca de 10 mil inscritos que disputaram 150 vagas. O vestibular do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) é um dos mais concorridos do país e oferece seis cursos de engenharias: aeroespacial, aeronáutica, civil-aeronáutica, de computação, eletrônica e mecânica-aeronáutica. Neste ano, além da maior oferta de vagas -- anunciada pelo instituto após a troca de gestão -- a prova também seguiu uma série de protocolos por causa da pandemia da Covid-19. Na entrada, os alunos passaram por medição de temperatura, não podendo ultrapassar 37,5; além da higienização das mãos. Nas salas de aula, as carteiras foram organizadas para manter distância de 1,5 metro. Os vestibulandos também usaram máscara durante todo o tempo de duração do teste. Das 150 vagas, 119 vão ser para alunos civis e 31 para alunos que escolherem servir no quadro de oficiais da instituição. Os cursos com maior oferta de vagas para militares são engenharia aeroespacial, engenharia mecânica espacial e engenharia eletrônica. A segunda fase da prova será entre os dias 8 e 9 de dezembro. Nestes dias, a prova contam com 30 questões dissertativas e redação. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina
Veja Mais

27/11 - UFJF abre inscrições para cursos de graduação a distância
Os interessados em cursar Pedagogia ou Computação têm até quarta-feira (2) para realizar a inscrição pela internet. UFJF abre inscrições para cursos de graduação a distância UFJF/Divulgação A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) abriu, nesta sexta-feira (27), o período de inscrições para o Processo de Seleção Complementar dos Cursos de Graduação a Distância. São 164 vagas disponíveis são para os cursos de Pedagogia e Computação. Os interessados têm até a próxima quarta-feira (2) para fazer a inscrição on-line. De acordo com instituição, 90% do total de vagas disponíveis são destinadas aos candidatos que usarem a pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerando as cinco das edições mais recentes do exame. O resto das vagas é destinado àqueles que não têm formação em nível superior na área em que atuam. No caso do curso de Pedagogia é necessário ser professor da rede pública de ensino. Segundo a UFJF, os polos de apoio presencial da Universidade Aberta do Brasil (UAB) estão distribuídos nas cidades de Bicas, Durandé, Itamonte, Monte Sião e Confins. No momento da inscrição é necessário optar por dois polos, em ordem de preferência. O número de vagas e os cursos variam em relação à cada polo. A taxa de inscrição do processo custa R$ 120. O pagamento deve ser feito até as 20h de quarta-feira (2). É possível pedir a isenção do pagamento, somente no momento da inscrição, até este domingo (29). Segundo a UFJF, o resultado final do processo de seleção será divulgado no dia 8 de dezembro, a partir das 15h, no site da Coordenação Geral de Processos Seletivos (Copese). Clique aqui para conferir o edital completo. Para mais informações, o contato deve ser feito pelos números (32) 2102-3738 ou (32) 2102-3755.
Veja Mais

27/11 - MEC publica edital do Encceja 2020; prova para avaliar jovens e adultos será em 25 de abril
Inscrições abrem em 11 de janeiro; quem faltou à prova em 2019 precisa justificar ausência até dezembro. Encceja, exame em busca de certificação de ensino Rede Globo/Reprodução O Ministério da Educação (MEC) publicou o edital do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2020, que serve para certificar jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada. A prova está marcada para 25 de abril, e as inscrições serão abertas em 11 de janeiro e se encerram em no dia 22 do mesmo mês. A participação no Encceja é voluntária e gratuita. A certificação para o ensino fundamental é feita para estudantes acima de 15 anos. Para o ensino médio, é preciso ter mais de 18 anos. Quem se inscreveu no exame anterior e não compareceu precisa justificar a ausência até dezembro de 2020 (veja o cronograma abaixo). De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), as provas serão aplicadas em todo o país. Encceja 2020 Justificativas de ausência na edição anterior: 14 a 20 de dezembro de 2020 Período de inscrições: 11 a 22 de janeiro de 2020 Prova: 25 de abril de 2021 Playlist: Educação
Veja Mais

27/11 - Governo altera parâmetros do Fundeb e reduz investimento anual por aluno em 2020
Redução é de 8%. Valor foi de R$ 3,6 mil para R$ 3,3 mil ao ano, o que equivale a R$ 279 por mês. Investimento anual por aluno teve redução de 8% em 2020, de acordo com portaria sobre Fundeb. Palácio Piratini/Divulgação O Ministério da Educação (MEC) alterou os parâmetros do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e reduziu o valor anual de investimento por aluno. O valor foi de R$ 3.643,16 para R$ 3.349,56 para o ano de 2020, uma redução de 8%. Se divididos nos 12 meses do ano, o investimento por aluno equivale a R$ 279 por mês. A portaria foi publicada em edição extra do "Diário Oficial" na noite de quinta-feira (26). Ela é assinada pelo ministro da Educação, Milton Ribeiro, e pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Queda de arrecadação A alteração se baseia no desempenho das receitas do governo. O Fundeb é composto por contribuições dos estados, Distrito Federal e municípios, e por uma complementação da União sobre esses valores. Com a queda na arrecadação de impostos durante a pandemia, devido à redução das atividades econômicas, o "bolo" do Fundeb também diminuiu e o governo federal não complementou o montante além dos 10% previstos na lei em vigor. A partir de 2021, a União passará a contribuir com uma porcentagem maior, de 12%, até atingir 26% em 2026. No acumulado de janeiro a outubro, o Fundeb "perdeu" R$ 5,5 bilhões, uma redução de 3,9% se comparado ao mesmo período de 2019. Hoje, o fundo representa 63% do investimento público em educação básica. Para 2021 o Ministério da Educação deverá ter um corte de R$ 1,4 bilhão no orçamento. A ideia do Fundeb é evitar a desigualdade e distribuir o dinheiro para garantir um valor mínimo por aluno, igual a todos os estados. Assim, estados mais pobres podem receber complementação da União e garantir que seus estudantes terão o mesmo ponto de partida e as mesmas condições básicas de aprendizagem se comparado a outros estados. Playlist: Educação O fundo foi criado para garantir que os recursos cheguem à educação. Funciona como uma espécie de "pote de dinheiro" destinado exclusivamente às escolas públicas de educação básica (creches, pré-escola, educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação especial e educação de jovens e adultos). Os recursos vêm de impostos e tributos que, por lei, devem ser aplicados ao desenvolvimento do ensino. A ideia é evitar a desigualdade e distribuir o dinheiro para garantir um valor mínimo investido por aluno, igual a todos os estados. Assim, estados mais pobres podem receber complementação da União e garantir que seus estudantes terão o mesmo ponto de partida, as mesmas condições básicas de aprendizagem se comparado a outros estados.
Veja Mais

27/11 - MEC lança aplicativo Graphogame para alfabetização; falta de acesso à internet e celular pode ser entrave
O aplicativo será gratuito, precisa de conexão à internet para ser baixado, mas pode ser usado off-line, segundo o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Especialista alerta que desigualdades tecnológicas e de conexão podem afetar a adesão de crianças carentes à iniciativa. Secretário Nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, durante a apresentação do aplicativo Graphogame Reprodução/YouTube/MEC O Ministério da Educação (MEC) lançou nesta sexta-feira (27) um aplicativo para auxiliar as crianças no processo de alfabetização, o Graphogame. O app faz parte do programa Tempo de Aprender e deve auxiliar as crianças a assimilar o som às letras e sílabas escritas. O lançamento ocorreu no Auditório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em Brasília. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou que o app não visa substituir o professor, mas sim auxiliá-lo. O aplicativo será gratuito, precisa de conexão à internet para ser baixado, mas pode ser usado de forma off-line, segundo o ministro. "Se conseguirmos dar a condição às crianças de serem bem alfabetizadas, teremos resultados diferentes no futuro", afirmou Ribeiro, citando pesquisas de avaliação de aprendizagem. Dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), divulgados no início do mês, apontam que, em 17 estados, alunos do 2º ano do ensino fundamental têm desempenho abaixo da média nacional em língua portuguesa. Quando os dados foram lançados, o MEC não esclareceu se a média está dentro, acima ou abaixo do desejado. Já a mais recente Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), feita em 2016, mostrou que 54,73% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental têm conhecimento insuficiente em leitura e 33,95% têm níveis insuficientes em escrita. Durante o evento, o secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, afirmou que a recomendação é que o uso se restrinja a 15 minutos ao dia, e seja feito com fones de ouvido, para melhorar a assimilação dos sons. Nadalin afirmou que, das 139 mil escolas do país, 124 mil têm conexão à internet, onde pais e responsáveis poderiam baixar o aplicativo e usar em casa. O valor total do investimento não foi anunciado. O G1 questionou o MEC e o Inep sobre os custos, mas não obteve retorno. De acordo com a universidade envolvida na adaptação do app para o português, foram investidos R$ 100,5 mil pelo MEC. A Política Nacional de Alfabetização, lançada em abril de 2019, coloca como objetivo "priorizar" a alfabetização até o fim do primeiro ano do ensino fundamental, com foco no método fônico. App finlandês Reprodução de vídeo apresentando o Graphogame na Zâmbia. Reprodução/Grapholearn O app foi desenvolvido na Finlândia pelo professor de Neuropsicologia do Desenvolvimento Heikki Lyytinen. Inicialmente voltado a crianças com dislexia, o app foi aperfeiçoado para alfabetizar alunos de 4 a 9 anos e é adotado em diversos países, como França e Estados Unidos, além de países africanos, como a Zâmbia. Há projetos para replicá-lo no Quênia, Namíbia e Tanzânia. “Nosso objetivo é reduzir as dificuldades de aprendizagem, oferecendo apoio proativo a todas as crianças na escola e em casa. O ambiente de aprendizagem GraphoGame desenvolvido para praticar a alfabetização básica tem se mostrado uma ajuda significativa, também nos países mais pobres ”, afirmou Heikki Lyytinen, em texto publicado no site da universidade. A versão em português foi feita por pesquisadores do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer), da PUC-RS. “A mera exposição a palavras escritas e textos não leva à aprendizagem alguma a não ser que a criança seja, explicita e simultaneamente, ensinada sobre o que são letras e palavras escritas e sua relação com os sons", afirma Augusto Buchweitz, professor da PUC-RS que lidera os estudos pelo InsCer. Acesso à internet e celular pode ser entrave Andressa Pellanda, coordenadora geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, critica a falta de políticas públicas estruturais na educação, em detrimento de programas pontuais, e alerta que a falta de acesso à internet e celular poderá dificultar a adesão das crianças mais carentes ao app. "Tem tanta falta de investimento em políticas estruturais para uma resposta ao cenário de crise da pandemia e o governo querendo fazer política de games. E com que internet e com que celular, tablet as crianças e adolescentes vão acessar?", questiona Pellanda. A pesquisa TIC Educação 201 aponta que 39% dos estudantes de escolas públicas urbanas não têm computador ou tablet em casa. Nas escolas particulares, o índice é de 9%. Os dados também indicam que 21% dos alunos de escolas públicas só acessam a internet pelo celular. Na rede privada, o índice é de 3%. Um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima serem necessários R$ 3,8 bilhões para comprar chips, celulares, tablets e kits de conversão à TV digital para universalizar o acesso às tecnologias necessárias à educação remota, que deve perdurar em 2021 com as aulas híbridas (parte presencial, parte on-line). Segundo o Ipea, o valor equivale a quase três vezes o investido no Programa Nacional do Livro Didático em 2020. Na semana passada, o Senado aprovou um projeto que obriga governo a instalar internet em todas as escolas públicas até 2024. O recurso sairá do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O valor total disponibilizado para a Educação não foi informado. Para 2021 o Ministério da Educação deverá ter um corte de R$ 1,4 bilhão no orçamento. Playlist: Educação I
Veja Mais

26/11 - Ministro da Educação rejeita acordo com PGR em caso que apura se houve homofobia
Milton Ribeiro disse que homossexuais têm origem em 'famílias desajustadas'. Ao rejeitar acordo, AGU disse que há 'claríssima ausência' de crime. Desde 2019, STF reconhece crime de homofobia. Milton Ribeiro, ministro da Educação Dida Sampaio/Estadão Conteúdo O ministro da Educação, Milton Ribeiro, rejeitou uma proposta de acordo apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) no caso que apura se houve homofobia por parte do ministro em uma entrevista. Em setembro, Milton Ribeiro afirmou ao jornal "O Estado de S. Paulo" que adolescentes homossexuais têm origem em "famílias desajustadas". Depois, disse que a fala foi retirada de contexto e pediu desculpas. A PGR pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito para apurar se Milton Ribeiro cometeu homofobia. O crime é reconhecido pelo STF desde 2019. Na entrevista, Milton Ribeiro disse: "Acho que o adolescente que muitas vezes opta por andar no caminho do homossexualismo (sic) tem um contexto familiar muito próximo, basta fazer uma pesquisa. São famílias desajustadas, algumas. Falta atenção do pai, falta atenção da mãe. Vejo menino de 12, 13 anos optando por ser gay, nunca esteve com uma mulher de fato, com um homem de fato, e caminhar por aí. São questões de valores e princípios." Segundo a PGR, as declarações podem caracterizar uma infração penal ao induzir ou incitar a discriminação ou preconceito. Relator do caso, o ministro Dias Toffoli determinou que o ministro da Educação seja ouvido antes da abertura do inquérito. Diante disso, a PGR buscou um acordo extraoficialmente. O chamado "acordo de não-persecução penal" está previsto no Pacote Anticrime, que entrou em vigor no começo de 2020. Pela lei, o MP pode fechar acordos para não denunciar investigados à Justiça, desde que eles confessem o crime e cumpram os termos acertados com os procuradores. O acordo pode ser fechado quando o crime tiver pena mínima inferior a quatro anos. Resposta do governo à proposta de acordo A Advocacia-Geral da União (AGU), responsável pela defesa do ministro, recusou a proposta de acordo apresentada pela PGR e pediu o arquivamento do pedido de apuração da PGR. O ministro da AGU, José Levi, argumentou que Milton Ribeiro já pediu desculpas de forma "firme" e pública e tem "inquebrantável compromisso" com os direitos fundamentais. Levi alegou ainda que há "claríssima ausência" de crime. "Não obstante a absoluta e claríssima ausência de qualquer conduta típica no caso vertente, o peticionante [Milton Ribeiro] ora representado reitera o seu mais firme pedido de desculpas, já formulado publicamente, a toda e qualquer pessoa que tenha se sentido ofendida pelas palavras proferidas [...], enfatizando o seu inquebrantável compromisso com os Direitos Fundamentais da Pessoa Humana", escreveu Levi. PGR pede que STF abra inquérito contra ministro da Educação por homofobia O que diz o ministro Após a entrevista, Ribeiro afirmou que jamais pretendeu discriminar ou incentivar qualquer forma de discriminação em razão de orientação sexual. O ministro afirmou que trechos da fala foram retirados de contexto e com omissões parciais, o que gerou, no entendimento dele, interpretação equivocada. Milton Ribeiro também pediu desculpas e declarou respeito a todo cidadão brasileiro, independentemente de orientação sexual, posição política ou religiosa.
Veja Mais

25/11 - Governo diz ao STF que nova política nacional para alunos com deficiência não gera 'segregação'
Decreto que prevê unidades especializadas para esses estudantes foi criticado por especialistas e gerou ação no tribunal. Intenção é ampliar quantidade de beneficiados, diz AGU. A Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu, em parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), que seja rejeitada a ação que questiona a nova política nacional para alunos com deficiência, lançada em outubro pelo governo Jair Bolsonaro. Na nota técnica enviada à Corte, a AGU negou que a política representaria uma "política de segregação" de estudantes com deficiência. O decreto prevê, entre outros pontos, a criação de turmas e escolas especializadas, que atendam apenas estudantes com deficiência. "Não merece prosperar alegação de que o decreto questionado estaria veiculando política de segregação dos educandos com deficiência dos demais por meio da previsão de prestação dos serviços de educação através de escolas especializadas", afirma a AGU. A Política Nacional de Educação Especial (PNEE) foi lançada pelo governo no começo de outubro e sofreu críticas por parte de especialistas. Nas novas regras, o Ministério da Educação alterou uma norma que vinha sendo adotada desde 2008. O decreto assinado pelo presidente Jair Bolsonaro determinou que o governo federal, estados e municípios deverão oferecer “instituições de ensino planejadas para o atendimento educacional aos educandos da educação especial que não se beneficiam, em seu desenvolvimento, quando incluídos em escolas regulares inclusivas e que apresentam demanda por apoios múltiplos e contínuos”. Especialistas na área consideraram que a alteração representa um retrocesso em uma luta de 30 anos pela inclusão social, e entenderam que o novo decreto enfraquece o direito de a pessoa com deficiência de frequentar a escola comum. Na esteira das críticas, o partido Rede Sustentabilidade acionou o STF. Nova política nacional para alunos com deficiência é lançada com ressalvas de especialista Os argumentos do governo No parecer ao STF, a AGU nega que a nova política afronte os esforços de inclusão dos alunos com deficiência. O governo diz que o decreto prevê "explicitamente" educação especial inclusiva em escolas regulares. "Explicitamente prevê a prestação da educação especial inclusiva nos estabelecimentos regulares de ensino, não havendo qualquer motivo que autorize a interpretação de que a política veiculada pelo ato em referência teria estabelecido que o serviço educacional em referência seria ministrado exclusivamente em escolas especializadas", disse. Criação de escolas exclusivas para crianças com deficiência gera críticas "Sem embargo, o que realmente ocorre é que a norma em debate previu, de forma adicional, a possibilidade da prestação do serviço de educação especial em escolas especializadas, como uma forma de ampliar a quantidade de pessoas beneficiadas pela prestação em análise", completou. A AGU ponderou ainda que a Constituição não prevê que a educação especial será realizada "exclusivamente" nas escolas regulares, mas "preferencialmente" nestes locais. "Note-se que o legislador constituinte utilizou o vocábulo 'preferencialmente' no inciso III, do art. 208, não se podendo depreender da leitura do supracitado mandamento constitucional que o legislador constituinte tenha determinado que a educação especial deva, 'exclusivamente', ser ministrada em estabelecimentos educacionais regulares", ressaltou. "Ao contrário, o que se pode extrair de tal comando da Constituição Federal é justamente a existência da possibilidade de que a educação especial venha a ser ministrada em estabelecimentos especializados, como uma alternativa às instituições da rede regular de ensino, quando houver necessidade para tanto, conforme estabelece a política veiculada no decreto", acrescentou. Professor de Pernambuco é exemplo de iniciativa de educação inclusiva; veja matéria de 2018 O que diz o MEC Questionado sobre as críticas de especialistas, em outubro, o MEC emitiu a seguinte nota: A PNEE apresentada pelo Governo Federal amplia a área da educação especial, oferece aos sistemas educacionais possibilidades de criar alternativas educacionais além das escolas comuns inclusivas, como: escolas e classes especializadas, escolas e classes bilíngues de surdos, amplia alternativas para viabilizar o atendimento educacional especializado como uma diretriz constitucional (art. 208 da Constituição Federal de 1988). Um dos princípios fundamentais é o direito do estudante e da família na escolha da alternativa mais adequada para a educação do público-alvo desta Política. O objetivo é garantir aos estudantes com deficiência, com transtorno globais do desenvolvimento e com altas habilidades uma formação integral. Playlist: vídeos de Educação
Veja Mais

25/11 - Candidatos com Covid poderão remarcar data do Enem 2020, diz Inep
Instituto prevê 50% de ocupação das salas e ambientes separados para pessoas de grupos de risco. Salas de aplicação do Enem serão organizadas para evitar aglomeração, diz Inep João Paulo Barbosa Os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 que tiverem o diagnóstico confirmado de Covid-19 poderão remarcar a data da prova, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Além disso, o Inep também prevê 50% de ocupação das salas para evitar a propagação do coronavírus, e salas especiais para os grupos de risco. O uso de máscara será obrigatório, desde o início até o fim da aplicação do exame. Caso se recuse, o candidato poderá ser eliminado. O Inep informa que irá disponibilizar álcool em gel nos locais de provas. Previsto originalmente para novembro, o exame foi adiado devido à pandemia, e vai ocorrer em 17 e 24 de janeiro (prova impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital). Com a aceleração do número de casos, há uma preocupação de que a pandemia não terá diminuído quando o Enem for realizado, pouco mais de duas semanas após as festas de fim de ano. Enem para quem tiver Covid Segundo o Inep, os candidatos diagnosticados com Covid deverão anexar o laudo médico informando a condição de saúde na Página do Participante (https://enem.inep.gov.br/participante/). O documento deverá conter: nome completo do participante; o diagnóstico com a descrição do caso; o código correspondente à Classificação Internacional de Doença (CID 10); assinatura e identificação do profissional competente, com o respectivo registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), do Ministério da Saúde (RMS) ou de órgão competente, assim como a data do atendimento. Caso o diagnóstico ocorra "no dia da aplicação do Enem", diz o Inep, o candidato também deverá ligar para a Central de Atendimento do Inep no número 0800-616161 e comunicar a situação. A aprovação ou a reprovação do pedido será divulgada na Página do Participante. Caso a documentação seja aceita, o candidato deverá refazer a prova nos dias 23 e 24 de fevereiro, mesma data do Enem para pessoas privadas de liberdade. O G1 questionou o Inep sobre o que deverá ocorrer caso o candidato tenha sintomas na data da reaplicação da prova, mas ainda não obteve retorno. Além da Covid, o Inep esclarece que candidatos com outras doenças infectocontagiosas também deverão comunicar seus quadros de saúde. Entre elas, estão: coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenza, doença meningocócica e outras meningites, varíola, Influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, e varicela. Enem com mais locais de prova Segundo o Inep, a estimativa é ampliar em 40% o número de salas de aplicação de provas e dos locais de exame. Em 2019, foram 10 mil locais de prova e 145 mil salas. No Enem 2020, serão 14 mil locais de prova e 205 mil salas. Ao todo, 5.783.357 candidatos estão confirmados – o número é 13,5% maior do que a edição anterior, que teve o menor número de candidatos em toda a história. Enem para quem é do grupo de risco Candidatos do grupo de risco da Covid-19 podem solicitar atendimento especial na aplicação da prova. Eles terão a possibilidade fazer a prova em salas com número reduzido de alunos que, segundo o Inep, terá no máximo 12 pessoas por sala. São considerados grupos de risco "gestantes, lactantes, idosos e pessoas com condições médicas preexistentes, como cardiopatias, doenças pulmonares crônicas, diabetes, obesidade mórbida, hipertensão, doenças imunossupressoras e oncológicas", informa o Inep. Para os idosos, que também são do grupo de risco, não há necessidade de procurar a central. Pela data de nascimento informada na inscrição, o Inep já agrupará os candidatos com mais de 60 anos em salas separadas. Vídeos: Educação
Veja Mais

25/11 - Grávidas e mães de bebês contam que farão Enem para sustentar os filhos: 'Sem diploma, é mais difícil'
Mulheres sem curso superior buscam entrar na faculdade para conseguir emprego formal e aumentar chance de um salário mais alto. Yasmim cuida sozinha de seu filho, Joaquim. Ela quer o diploma universitário para conseguir salários melhores. Arquivo pessoal Yasmim Ribeiro, de 26 anos, prestará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em janeiro de 2021. Ela sonha em entrar na faculdade para conseguir uma boa remuneração no emprego e proporcionar um padrão de vida confortável a Joaquim, seu filho de 7 meses. “Sou mãe solo. Cuido dele sozinha – faço bicos, recebo auxílio emergencial. A vida das mulheres já não é fácil. Quando você não é formada e ainda tem um bebê, fica ainda mais difícil: são gastos com pomada, vitamina, pediatra, alimentação”, diz. “Quero fazer o Enem para conseguir uma colocação melhor no mercado de trabalho. Meu filho foi um acidente, mas não tem culpa disso. Vou enfrentar o mundo para dar o que ele merece”, conta. Nesta reportagem, conheça a história de Yasmim e de outras duas jovens que, ao se tornarem mães, sentiram a necessidade de aumentar a renda da família. Em busca de uma carreira mais sólida, elas se inscreveram no Enem para conquistar o diploma universitário e buscar um salário melhor. Uma pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgada em setembro, mostra que, de fato, brasileiros graduados tendem a ganhar 131% a mais do que aqueles que param no ensino médio. Enem 2020: candidatos de grupos de risco para Covid podem fazer prova em sala separada; veja como pedir atendimento especial Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos; confira as opções Enem com pausas para amamentação Como lactante, Yasmim terá o direito de sair da sala de prova quantas vezes quiser para amamentar Joaquim. Ele estará em um espaço à parte, com um acompanhante escolhido pela candidata. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que organiza o Enem, prevê este atendimento especial - basta requisitá-lo na inscrição ou pelo telefone 0800 616161. “Meu desafio vai ser me concentrar, sabendo que meu filho estará na sala ao lado, com a minha cunhada. Ele convive comigo 24 horas por dia, mas ficará sem mim durante o exame. Imagina minha cabeça. Mas não vou desistir”, diz. Yasmim tenta elaborar estratégia para conciliar estudos e maternidade. Arquivo pessoal Não será o primeiro Enem de Yasmim. Em 2012, ela concluiu o ensino médio em São João do Meriti (RJ), onde mora, e foi aprovada em farmácia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). “Precisei trancar o curso porque não dava para estudar e trabalhar ao mesmo tempo, e meus pais não tinham como me ajudar financeiramente. Em 2015, tentei de novo, mas tranquei a matrícula mais uma vez, pelo mesmo motivo”, diz. Ela sabe que, caso consiga entrar na faculdade em 2021, terá o desafio de conciliar os estudos com a vida de mãe solo. “Começo a pensar que terei de estudar à noite. Mas onde vou deixar meu filho? Na minha região, não tem creche pública, então ele ficará com a madrinha. Se ela não puder, precisarei procurar uma escola de tempo integral e tentar um auxílio para pagar. Em último caso, terei de conversar com os professores e ir com o Joaquim para a faculdade”, afirma. Até janeiro, Yasmim continuará estudando em casa, com seu próprio cronograma, e treinando fazer edições anteriores do Enem. Necessidade de salário maior Em Campo Grande, Lorraine dos Santos, de 23 anos, descobriu a gravidez em agosto. “Eu já estava inscrita no Enem, mas aí ganhei um incentivo ainda maior para entrar na faculdade em 2021. Preciso dar uma condição melhor de vida para o meu filho”, diz. Grávida, Lorraine prestará o Enem para tentar uma vaga em administração. Arquivo pessoal Ela trabalhava em um “call center” e morava só com a mãe. “Meu salário dava para as minhas coisas. Quando soube que ia ter uma pessoinha dependendo de mim, percebi que precisava de um rumo. É muito difícil achar um bom emprego sem ter ensino superior. Ainda por cima, não recebo apoio do pai da criança”, diz. A meta de Lorraine é usar a nota do Enem para entrar na faculdade no segundo semestre de 2021. “O bebê vai estar maiorzinho, aí vou deixá-lo com a madrinha. Tem a opção também de fazer um curso à distância; já facilitaria um pouco”, conta. Ela quer estudar administração: passou a se interessar por contabilidade depois de trabalhar como caixa em pizzarias e lanchonetes. Para se preparar para o exame, a jovem resolve questões de edições passadas de vestibulares e assiste a vídeos no Youtube sobre os conteúdos cobrados no Enem. Em janeiro, quando for fazer a prova, Lorraine estará no 6º mês de gestação. “Meu maior medo, por causa da pandemia, é o transporte. Vou tentar pegar um carro de aplicativo, para não entrar em contato com tanta gente. Vai ser difícil também durante o Enem, porque devo ir várias vezes ao banheiro. De resto, estou tranquila”, afirma. Prova aos 8 meses de gravidez Em São Paulo, Rosalia Santos, de 40 anos, prestará o Enem quando Iara estiver quase nascendo - no 8º mês de gravidez. “Vou estar com um barrigão, andando bem devagar. Mas preciso fazer a prova e entrar na faculdade, porque o mercado muda muito. Quem não tem curso superior vai ficando para trás. Já tenho uma menina de 10 anos, a Gabriela. Com mais uma bebê, preciso de uma renda melhor”, diz. Rosalia estará no oitavo mês de gestação quando prestar o Enem. Arquivo pessoal Rosalia chegou a começar um curso técnico de enfermagem, mas o interrompeu para se casar e ter a primeira filha. “Sinto falta de estudar. Já fiz de tudo: fui caixa de loja, costureira em malharia, vendedora. Agora, quero fazer uma faculdade à distância, por causa das duas crianças. Com a nota do Enem, posso conseguir um bom desconto em faculdades particulares”, conta. Durante a pandemia, Rosalia só sai de casa para as consultas de pré-natal. Para o Enem, ela planeja caprichar no álcool gel e, claro, usar máscara. “Não vai ser fácil. Mas eu já queria fazer uma faculdade, por causa da minha filha mais velha. Agora, grávida, a necessidade só aumentou. É o futuro de duas crianças que depende de mim e do meu marido”, diz. Veja vídeos de Educação: Enem na pandemia: Candidatos de grupos de risco podem fazer prova em sala separada Initial plugin text
Veja Mais

24/11 - Relação abusiva: o que é o controle coercitivo e por que ele entrou para o currículo escolar britânico
Para aumentar a conscientização sobre todas as formas de abuso, o governo britânico tornou a 'educação sobre relacionamento' obrigatória nas escolas — o que entrou em vigor em setembro de 2020. A diferença entre um relacionamento saudável e um relacionamento abusivo nem sempre é óbvia BBC/ Emma Lynch *Esta reportagem contém relatos impactantes A diferença entre um relacionamento saudável e um relacionamento abusivo nem sempre é óbvia — especialmente quando o impacto duradouro não é tão visível quanto uma agressão física — mas pode ser tão prejudicial quanto. Em setembro, o governo do Reino Unido tornou obrigatório o ensino sobre controle coercitivo na escola. Quando Sarah* tinha quase 16 anos, ela começou a se aproximar de um menino do mesmo ano que ela na escola, chamado Zach*. Depois de conversar por algumas semanas, ele a convidou para ir a um show com ele. Ela ficou nervosa no início porque não estava acostumada a sair sozinha — então ela perguntou se seus amigos poderiam ir também. "Eu quero só nós dois", ela se lembra dele dizendo. "Esta é uma oportunidade única de estarmos juntos." Sarah estava realmente começando a gostar de Zach e quando ele ficava convidando-a para fazer coisas, apenas os dois, ela sabia que ele se sentia da mesma maneira. Então, embora ela estivesse com medo de andar sozinha à noite, ela iria passar um tempo com ele. Poucos meses depois, eles eram oficialmente um casal. Antes de uma festa para a qual os dois iriam, Sarah estava experimentando roupas. "Esse é um pouco revelador demais", disse ele. Confiando na opinião de Zach, Sarah optou por um vestido diferente. Quando Sarah falava com outros garotos na escola, Zach dizia que ela estava tentando deixá-lo com ciúmes. "Por qual outro motivo você estaria falando com ele?" Identificar o padrão de abuso por si mesmo pode ser incrivelmente difícil e, em alguns casos, quase impossível Getty Images via BBC Ela tinha certeza que era uma conversa inocente, mas talvez ele estivesse certo, já que a situação o fazia se sentir assim, ela pensou. Zach então começou a experimentar drogas, enquanto tirava notas máximas, e Sarah disse a ele que estava preocupada. "Pare de ser tão controladora", Zach disse. Cada vez que ela tocava no assunto, Zach a acusava de tentar controlá-lo. Uma noite, ela pesquisou no Google: "Sou uma pessoa controladora?" Quanto mais tempo Sarah passava com Zach, menos ela via seus amigos. Zach disse que isso era normal no início de um novo relacionamento. "E eu não gosto dos seus amigos, de qualquer forma." Então vieram os resultados dos A-levels (exames britânicos que ajudam estudantes a ingressar na universidade). Zach obteve dois As e um B, Sarah tirou um A e dois Bs. "Você sabe, isso era esperado." Sarah entrou na universidade que escolheu, enquanto Zach decidiu refazer alguns exames, o que implicaria em passar mais um ano sem ir para a faculdade. Ele pressionou Sarah a não ir para universidade também. "Não vá, por que você quer me deixar aqui?", ele perguntou. À medida que ficava mais desesperado para que Sarah não fosse para a universidade, Zach dizia que não fazia sentido ela ir. "É um desperdício de dinheiro. Eu vou ser o ganha-pão." A autonomia e a autoconfiança das vítimas de controle coercitivo desaparecem Getty Images via BBC Sarah, agora com 23 anos, diz que os primeiros anos de seu relacionamento "não foram ruins". "O que quero dizer é que não foi tão ruim quanto virou depois", diz. O que é controle coercitivo? O controle coercitivo muitas vezes não pode ser atribuído a um acontecimento específico em um relacionamento, mas é o acúmulo de palavras, comportamentos e ameaças que humilham, isolam e controlam a vítima — deixando-a sem liberdade e com muito pouco "de si mesmas" sobrando. As vítimas descrevem a experiência de abuso emocional como se o senso de autoconfiança e autonomia fossem destruídos, até o ponto em que a única "normalidade" que você conhece é o agressor. Pela natureza do controle coercitivo, ser capaz de ver o padrão de abuso por si mesmo pode ser incrivelmente difícil e, em alguns casos, quase impossível. Então, como saber quando ciúme torna-se controle e coerção? E quando isso se torna um crime? 'Ele disse que poderia quebrar meu pescoço se quisesse' Para aumentar a conscientização sobre todas as formas de abuso, o governo tornou a 'educação sobre relacionamento' obrigatória nas escolas — com o início em setembro de 2020. O programa inclui ensinar os alunos a identificar abusos financeiros, emocionais e físicos em relacionamentos de adolescentes e de adultos. Isso é algo que Sarah diz que gostaria de ter tido conhecimento antes de seu relacionamento com Zach. Para ela, o "você é linda" logo se transformou em "você tem sorte de eu estar com você porque ninguém mais iria querer você". O impacto duradouro do controle coercitivo não é tão visível quanto uma cicatriz ou hematoma Getty Images via BBC Sair da cama e se vestir exigia uma aprovação detalhada de Zach em relação aos trajes dela. "Ele realmente me convenceu de que era errado eu não mostrar a ele o que ia vestir." E ver os amigos tornou-se algo inexistente para ela, depois que o namorado secretamente mandou uma mensagem para eles dizendo: "Sarah te odeia e fala sobre você pelas costas." Zach costumava dizer que não tinha dinheiro para comida ou para viver, então Sarah diz que sempre enviava grandes somas de dinheiro para ele. Mas então ela era punida. "Você só está fazendo isso para me fazer sentir mal comigo mesmo", disse ele. Na universidade, se ela quisesse sair à noite, Zach dizia que ela não poderia ir e repetidamente disse que se ela fosse "seria estuprada e drogada por um estranho" e causaria a Zach muita preocupação e insônia. Se ela resolvesse sair, o que era raro, seria sobrecarregada com mensagens e ligações perguntando onde ela estava e o que estava fazendo. "Comecei a perceber que minha vida era muito restrita na universidade", lembra Sarah. "Senti que não poderia participar das coisas ou fazer amigos. Pude perceber que meus colegas de apartamento achavam (nosso relacionamento) estranho, porque eu sempre pedia permissão a ele, mas achava que era normal. Ele me convenceu de que era normal." Antes que Sarah percebesse, as críticas que a incomodavam se tornaram temores por sua segurança. A época em que ela mais se lembra é quando Zach a estava visitando na universidade. Ela pagou para ele ir vê-la e eles passaram o dia juntos. Ela estava abraçada no peito de Zach na cama. E ele disse a ela: "Eu poderia simplesmente quebrar seu pescoço agora, se eu quisesse." Sarah diz que a pressão para ela obedecer a pedidos infiltrou-se nas partes íntimas do relacionamento deles. "Ele falava muito sobre como assistia pornografia bastante explícita e abusiva". O abuso continua muitas vezes após o término do relacionamento Getty Images via BBC "Você não vai fazer isso na cama, então tenho que buscar em outro lugar", disse ele. Sarah temeu por sua vida em mais de uma ocasião. Em seus momentos de raiva, Zach jogava cadeiras, quebrava coisas e a ameaçava como se isso fosse tão normal quanto beijá-la. "Se eu estendesse a mão e o tocasse para tentar acalmá-lo, ele me empurraria para fora do caminho dele", diz Sarah. "Eu não queria mais ir vê-lo. Estava com medo dele." Só depois de seu terceiro ano de universidade, quando seus momentos de "liberdade" estavam se esgotando, Sarah sentiu que deixar Zach era uma opção. Sarah lembra de quando a colega que dividia casa com ela sentava para conversar com ela e dizia que estava realmente preocupada que o relacionamento arruinasse a vida de Sarah. "Eu estava realmente infeliz e não sabia disso. Um relacionamento não deveria fazer você duvidar de si mesmo todos os dias", diz. "Eu realmente pensei: 'Eu quero isso para o resto da minha vida?'" Infelizmente, como ocorre em muitos relacionamentos abusivos, o abuso não parou quando o relacionamento terminou. O que diz a lei no Reino Unido? Duas mulheres são mortas a cada semana em consequência da violência doméstica no Reino Unido. Esses casos às vezes estão ligados a controle coercitivo, de acordo com a especialista em criminologia Jane Monckton Smith. E é importante dizer que o controle coercitivo pode afetar qualquer gênero ou sexualidade. O controle coercitivo tornou-se ilegal em 2015 no Reino Unido sob a descrição de "comportamento controlador ou coercitivo em um relacionamento íntimo ou familiar". O controle coercitivo tornou-se ilegal no Reino Unido em 2015 Getty Images via BBC Para se caracterizar como criminoso, o controle coercitivo deve fazer com que uma pessoa tema que a violência será usada contra ela em pelo menos duas ocasiões; ou causar-lhe inquietação grave ou angústia que tenha um efeito adverso substancial em suas atividades habituais do dia-a-dia. Embora seja principalmente processado junto com outros crimes, como violência doméstica, mais casos individuais estão começando a chegar aos tribunais. A advogada Clare Ciborowska disse à BBC que está vendo cada vez mais casos de controle coercitivo envolvendo jovens a partir de 16 anos. "Quando você é jovem, ninguém entra em um relacionamento esperando que seja abusivo, mas qualquer um pode se encontrar nessa posição. Às vezes, esses pequenos sinais sutis podem começar a se infiltrar e isso pode acontecer por um longo período de tempo." "Nesse ponto, você está no relacionamento quando as coisas pioram. Portanto, é importante que os jovens saibam o que é controle coercitivo, possam identificar o que está acontecendo logo no início e se sintam capazes de falar sobre isso." Em alguns casos, Clare diz que o perpetrador evita a violência física porque ela deixa uma marca óbvia. "Eles são bastante manipuladores e procuram não cometer crime físico, porque é muito mais difícil de ser detectado se for apenas o aspecto do controle coercitivo, embora ainda tenha um enorme efeito adverso psicológico na vítima." Quando Sarah viajou para terminar com Zach, ela ficou apavorada: "Eu me senti tão responsável pela vida dele." Sem ter ideia de como ele reagiria ao término, Sarah conversou com ele na rua porque queria estar em público, com outras pessoas ao redor, assim ele não poderia machucá-la. Por meses depois que ela terminou o relacionamento, Zach continuou a assediá-la. "Se eu não respondesse a ele, ele ameaçava se matar." Quando ela bloqueou o número dele, Zach apareceu na porta de sua casa. E outra vez, na casa da mãe dela. "Eu percebi que não conseguiria escapar completamente até que me mudasse e ele não soubesse mais meu endereço." Mais de um ano desde o fim de sua experiência, Sarah se lançou à socialização, está em um relacionamento feliz e, diz ela, está começando a se sentir ela mesma novamente. Como saber se sou vítima de controle coercitivo? De acordo com uma instituição especializada em casos de abuso doméstico, alguns exemplos comuns de comportamento coercitivo são: Isolar você de amigos e familiares Privar você de necessidades básicas, como alimentos Monitorar seu tempo Monitorar você por meio de ferramentas de comunicação on-line ou de espionagem Assumir o controle de aspectos de sua vida cotidiana, como onde você pode ir, quem você pode ver, o que pode vestir e quando pode dormir Privar você de acesso a serviços de suporte, como serviços médicos Colocá-la repetidamente para baixo, como dizer que você não vale nada Humilhar, degradar ou desumanizar você Controlar suas finanças Fazer ameaças ou intimidar você Como denunciar violência doméstica no Brasil? No Brasil, o 190 é número de telefone da Polícia Militar que deve ser acionado em casos gerais de necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita. Outros números são o 192, do serviço de atendimento médico de emergência, e o 193, do Corpo de Bombeiros. Por meio do Ligue 180, é possível entrar em contato com a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência, que é um serviço gratuito e confidencial. Ele funciona para "receber denúncias de violência, reclamações sobre os serviços da rede de atendimento à mulher e para orientar as mulheres sobre seus direitos e sobre a legislação vigente, encaminhando-as para outros serviços quando necessário." Pelo Disque 100, que também é uma ligação gratuita e funciona 24 horas, é possível fazer denúncias de violações de direitos humanos — entre elas, as que têm crianças e adolescentes como vítimas. Segundo o governo, o serviço "pode ser considerado como 'pronto-socorro' dos direitos humanos pois atende também a graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante". * Os nomes foram alterados. Playlist: Educação
Veja Mais

24/11 - Pesquisa aponta que 51% ainda não se inscreveu no vestibular da instituição que deseja estudar
Levantamento da Educa Insights e Abmes foi feito com 1.102 pessoas, de 17 a 50 anos, que desejam ingressar em cursos presenciais e a distância ao longo dos próximos 18 meses. Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (24) pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), feita pela Educa Insights, aponta que 51% dos entrevistados ainda não se inscreveram no processo seletivo da instituição na qual deseja estudar. Por outro lado, em novembro aumentou a intenção de começar uma graduação, se comparado a meses anteriores da pandemia. A pesquisa indica que 38% quer começar a graduação imediatamente, no próximo semestre. Em julho, eram 14%, "Ainda há uma inércia deste público, bastante clara, que tende a virar nos meses que são os principais de captação [de matrícula], que são janeiro e fevereiro. Embora tenha aumento na intenção [de fazer graduação], ainda há um efeito da pandemia aí", afirma Daniel Infante, diretor da Educa Insights, ao comentar os dados. A pesquisa foi feita entre 13 e 15 de novembro, com 1.102 pessoas de 17 a 50 anos que desejam ingressar em cursos presenciais e a distância ao longo dos próximos 18 meses. Os dados também mostram que: 51% se diz confortável para fazer a prova presencial, caso as instituições sigam as recomendações de segurança dos órgãos reguladores; 18% ainda não sabem dizer se estão seguros para fazerem provas presenciais; 75% farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) neste ano de olho em descontos e bolsas de estudo em instituições privadas. Em relação às áreas mais procuradas, a pesquisa aponta aumento na busca por cursos na área de saúde. De acordo com a Abmes, entre os 15 cursos mais procurados, destacam-se as graduações em enfermagem, psicologia, educação física, biomedicina, nutrição e fisioterapia. Estes 15 cursos mais procurados representam mais de 73% das intenções de matrícula no ensino superior privado. Enem é 'coringa' no acesso ao ensino superior A nota do Enem pode ser considerada um "coringa" para estudantes que querem uma vaga no ensino superior. Ela serve como vestibular para universidades públicas e privadas, além de permitir a disputa por bolsas de estudos e financiamentos de mensalidades. Na pesquisa da Abmes e da Educa Insight, os dados apontam que: 75% farão o Enem para, com a nota do desempenho, conseguir o melhor desconto na mensalidade ou bolsas de estudo possíveis; 16% buscará melhores acessos ao financiamento do curso com a nota do Enem 9% fará Enem de olho em uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni), do Ministério da Educação (MEC). O Enem 2020 será aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro (prova impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital). A data original, em novembro, foi adiada devido à pandemia do coronavírus. Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos; confira as opções Pandemia altera processos seletivos Vestibulares se adaptam à pandemia e terão até prova online Com a pandemia do coronavírus, diversos vestibulares do fim deste ano tiveram que se adaptar, e muitas universidades optaram por adiar as provas. Assim, a maratona de exames, prevista para começar em novembro, foi adiada para o início de 2021. Outras instituições optaram por fazer provas on-line, com sistema anti-cola. Veja o que mudou no calendário de vestibulares e exames por causa da pandemia. Playlist: Educação
Veja Mais

24/11 - Candidato inscrito no Revalida 2020 já pode consultar o cartão de confirmação com local de prova
Teste teórico será em 6 de dezembro. Exame serve para validar diplomas de medicina obtidos no exterior. Revalida 2020: prazo para pagar a inscrição termina nesta quarta-feira (7). Unsplash Candidatos inscritos no Revalida 2020, exame que serve para validar o diploma de medicina obtido fora do Brasil, já podem ter acesso ao número da inscrição, data, hora e local do exame, por meio do cartão de confirmação. A informação foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo exame. O cartão de confirmação está disponível na página do Revalida, que pode ser acessada pelo site: http://revalida.inep.gov.br/revalida/ Nesta edição, 16.452 pessoas se inscreveram e 15.498 inscrições foram confirmadas. A prova teórica será em 6 de dezembro. Apesar de a legislação em vigor prever o exame a cada seis meses, o Revalida não é feito desde 2017. Entre os candidatos inscritos: 51,8% (8.016) são mulheres 48,2% (7.466) são homens 64,7% (10.720) são brasileiros 16,3% (2.700) são cubanos 5,9% (980) são cubanos Os inscritos obtiveram seus diplomas de medicina em 63 países diferentes. Os três principais são: 43,2% (7.154) dos inscritos obtiveram o diploma na Bolívia 23,7% (3.928) fizeram medicina em Cuba 14,5% (2.400) cursaram medicina no Paraguai Para quem é feito o Revalida? Qualquer brasileiro ou estrangeiro, que tem diploma de medicina obtido no exterior e está em situação legal no Brasil, poderá fazer a prova. O Revalida foi criado em 2011 para regularizar no Brasil o diploma de graduação em medicina. A prova serve para verificar se o profissional formado no exterior tem conhecimentos equivalentes ao graduado no Brasil. Como é feito o Revalida? O Revalida é aplicado em duas etapas, uma teórica e outra prática. O exame teórico será aplicado em 6 de dezembro, em 13 capitais e no DF: Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campo Grande/MS, Curitiba/PR, Fortaleza/CE, Manaus/AM, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Rio Branco/AC, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA São Paulo/SP A prova teórica é dividida em duas partes aplicadas no mesmo dia. Pela manhã, devem ser resolvidos 100 itens objetivos. Na parte da tarde, os participantes precisam responder 5 questões discursivas. Nesta etapa, os candidatos deverão obter no mínimo 63 em 100 pontos possíveis na prova objetiva e 29 dos 50 pontos na prova discursiva. A segunda parte é uma avaliação prática, baseada em 10 entrevistas (anamneses) para diagnóstico inicial de doenças em atores que se passam por pacientes. O edital para a segunda etapa do Revalida ainda não foi publicado. Mas, segundo o Inep, nesta edição haverá uma novidade: quem passar na primeira fase, mas reprovar na segunda, poderá se inscrever diretamente nesta etapa nas próximas duas edições futuras, ainda a serem marcadas. O valor da inscrição ainda será divulgado. Com dificuldade para pagar taxa de inscrição, médicos cubanos vão tentar fazer o novo exame do Revalida Cronograma do Revalida 2020 Prova teórica: 6 de dezembro Divulgação dos gabaritos: 8 de dezembro Recurso dos gabaritos: 8 a 14 de dezembro Resultado da prova escrita: 8 de fevereiro Vídeos: Educação
Veja Mais

23/11 - Comitê da UFJF recomenda suspensão das atividades presenciais até março de 2021
Decisão foi tomada após análise de dados da Covid-19 nas cidades de Juiz de Fora e Governador Valadares. Nova data coincide com o término do calendário acadêmico da graduação do segundo semestre de 2020, que é realizado de maneira remota. Campus em Juiz de Fora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Carlos Mendonça/Prefeitura de Juiz de Fora O Comitê de Monitoramento e Orientação de Condutas sobre a Covid-19 da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recomendou uma nova prorrogação da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas nos campi de Juiz de Fora e de Governador Valadares até o dia 23 de março de 2021. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (23) pela instituição. De acordo com a UFJF, a data coincide com o término do calendário acadêmico da graduação do segundo semestre de 2020, que é realizado de maneira remota. Ainda segundo a Universidade, a decisão foi tomada na última sexta-feira (20) e considera dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), Ministério da Saúde, situação da pandemia nos municípios envolvidos e a nota técnica do Grupo de Modelagem Epidemiológica da instituição. As atividades na UFJF foram suspensas no dia 17 de março, desde então, o Comitê da UFJF recomenda a suspensão das atividades. A última era até a próxima sexta-feira (27). Ainda em março, a instituição suspendeu o calendário acadêmico de 2020 por tempo indeterminado após o avanço do novo coronavírus. Já em agosto, o Conselho Superior (Consu) da UFJF anunciou a retomada das atividades ao aprovar o ensino remoto emergencial na graduação. O Comitê enfatizou na nota que o prazo ou a suspensão das atividades podem ser alterados a qualquer momento. Initial plugin text
Veja Mais

23/11 - Enem: a porta de entrada para o ensino superior
Veja Mais

23/11 - Nota do Enem serve como vestibular em universidades públicas e privadas, além de dar acesso a bolsas e financiamentos; confira as opções
Desempenho em um único exame poderá ser “aproveitado” pelo candidato em vestibulares, programas de bolsas de estudo e financiamentos estudantis. A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) pode ser considerada um "coringa" para estudantes que querem uma vaga no ensino superior. Ela serve como vestibular para universidades públicas e privadas, além de permitir a disputa por bolsas de estudos e financiamentos de mensalidades. Com base no desempenho no Enem, o aluno poderá ter acesso a: Vagas em universidades públicas de todo o país pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu); Bolsas de estudo pelo Programa Universidade para Todos (Prouni); Financiamento de mensalidades pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies); Vagas em particulares, que usam o Enem como vestibular; Bolsas de estudo nas particulares, conforme o desempenho. O Enem 2020 será aplicado nos dias 17 e 24 de janeiro (prova impressa) e 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital). A data original, em novembro, foi adiada devido à pandemia do coronavírus. Em 2019, dos 2.041.136 ingressos em cursos de graduação presenciais, 32% (668.647) foram selecionados via Enem, de acordo com o Censo da Educação Superior do Ministério da Educação (MEC). Entre eles, 275.042 entraram em universidades públicas e 393.605 na rede privada. Confira abaixo como a nota do Enem pode ser usada: Sisu O Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação (MEC), une em uma única plataforma as vagas oferecidas pelas universidades públicas do país aos candidatos em busca de uma educação superior. Em 2020, o MEC passou a permitir também o cadastro de vagas de cursos a distância. Mas, é preciso ficar atento. Embora mais de 90% das universidades federais usem o Sisu como forma de acesso, isso não significa que 90% das vagas estão disponíveis no sistema. As universidades interessadas precisam informar ao MEC quantas vagas vão oferecer em cada curso, quais são de ampla concorrência (para todos os alunos) e quais são voltadas à políticas de inclusão, como a de cotas ou a voltada a estudantes da rede pública, por exemplo. Os estudantes, por sua vez, podem escolher até dois cursos para se inscrever no Sisu. Eles serão avaliados conforme o desempenho no Enem. "O Sisu abre muitas portas. Ele permite ao aluno disputar vagas em todo o Brasil e o estudante pode ver claramente em que curso poderá entrar com a nota que obteve no Enem", afirma Isabel Hartmann, coordenadora do Colégio de Pró-reitores de Graduação, da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes). "Isso é muito tentador. O aluno precisa saber claramente se é mais importante garantir uma vaga no ensino superior ou fazer o curso que quer. Ou ainda: a nota permite estudar fora do estado onde o aluno mora, mas ele tem recursos para se manter longe de casa? A mobilidade do estudante depois que entra, com transferências, por exemplo, existe, mas nem sempre é processo fácil e não tem garantia de vaga", explica. Quem pode participar? O Sisu pode ser disputado por todos os candidatos que fizeram o Enem mais atual. Assim, quem fizer o Enem 2020 poderá disputar o Sisu 2021 do primeiro e do segundo semestre. Não há taxa de inscrição. A participação é gratuita. Como funciona? Durante o período de seleção, o Sisu atualiza as notas de corte dos cursos. Aos candidatos é recomendado que se verifique diariamente como está a seleção, porque a nota do Enem pode ser suficiente para ser aprovado em um dia, e insuficiente no dia seguinte. Basta que mais candidatos se inscrevam naquela graduação e tenham notas maiores para a linha de corte aumentar. Para escolher onde estudar, o Sisu permite fazer buscas por curso, nome da instituição e município. O Sisu tem duas edições ao ano, uma em cada semestre. O edital do primeiro semestre de 2021 ainda não foi divulgado, por isso ainda não é possível saber quais universidades aderiram ao sistema e quantas vagas de cada curso estão disponíveis. Mas, segundo Hartmann, uma pista é pesquisar como foi no ano anterior. No primeiro semestre de 2020, foram abertas 237.128 vagas em 128 instituições de todo o país. Prouni O Programa Universidade para Todos (Prouni) foi instituído há 15 anos. Ele permite que o candidato tenha acesso a bolsas de estudo, integrais ou parciais (de até 50%da mensalidade), em instituições privadas. Se o estudante entrar via Prouni, ele não precisa fazer o vestibular específico da instituição. Para concorrer ao benefício, é preciso cumprir alguns critérios: Perfil Estudantes: o programa é voltado a alunos que tenham feito todo o ensino médio em escolas públicas ou que tenham sido bolsistas em escolas particulares. A exceção é para os candidatos com deficiência, que podem ter feito o ensino médio em qualquer instituição. Professores: os docentes que atuam na educação básica também podem concorrer às vagas do Prouni, e não precisam comprovar renda. Renda familiar Bolsas integrais: o aluno deve ter renda familiar bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa. Bolsas parciais: a renda familiar bruta mensal é de até 3 salários mínimos por pessoa. Escolaridade Nível médio: para participar, o candidato não pode ter nenhum diploma do ensino superior. Nota Média de 450 pontos: o candidato deve somar uma média de desempenho no Enem de, no mínimo, 450 pontos. O candidato também não pode zerar na redação. Curso e universidade Não são todas as universidades privadas que têm bolsas do Prouni, e nem todos os cursos. É preciso saber se a instituição escolhida participa do programa. No ato da inscrição, o candidato poderá escolher dois cursos em duas instituições, e também dois turnos de estudo de sua preferência. Alguns cursos exigem conhecimentos específicos. É preciso ficar atento aos prazos estabelecidos em edital para poder concorrer às bolsas. Após a inscrição, o aluno é pré-selecionado e, depois, precisa comprovar as informações para receber a bolsa. Para a próxima edição do Prouni, do primeiro semestre de 2021, o edital ainda não foi publicado. Fies O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi criado em 2001 para oferecer empréstimo aos estudantes que precisam de apoio para pagar as mensalidades em universidades privadas. O programa oferece desde o abatimento total dos juros a juros definidos conforme uma escala de financiamento, que varia de acordo com a renda familiar do estudante. Assim, o aluno paga a taxa de coparticipação durante o curso e termina de quitar o financiamento após a formatura. Perfil Estudantes que fizeram Enem a partir de 2010 É preciso ter um desempenho com média aritmética acima de 450 pontos Os interessados não podem ter zerado na redação Em setembro, o MEC adiou para 2022 a exigência de nota na redação acima de 400 pontos. Renda Três salários mínimos é a renda familiar bruta mensal por pessoa exigida pelo MEC para financiar a graduação do estudante Desde 2015, o MEC tem reduzido o número de vagas oferecidas no programa (veja o gráfico abaixo). Representantes de entidades ligadas ao ensino superior privado afirmam que, além disso, as regras para obter financiamento também têm afastado os estudantes deste tipo de benefício. Entre elas está a restrição a alunos com renda familiar bruta mensal inferior a um salário mínimo por pessoa. Este público, por exemplo, não tem acesso ao financiamento via Fies. A dificuldade em preencher as vagas fez com que, em setembro, o MEC abrisse um edital específico para preencher 50 mil vagas remanescentes que "sobraram" ao longo dos processos seletivos, seja por desistência dos candidatos ou por falta de documentação. O edital do Fies do primeiro semestre de 2021 ainda não foi publicado. Enem como vestibular nas particulares e bolsas Algumas universidades privadas também usam o Enem como vestibular próprio. Mas, nem sempre é para todas as vagas. Há instituições que usam vestibulares próprios e disponibilizam parte das vagas via Enem. Outras, usam o Enem como uma das fases de seleção. Segundo Rodrigo Capelato, diretor-executivo do Semesp, entidade que representa as mantenedoras do ensino superior, o Enem trouxe maior rigor ao processo seletivo das instituições particulares, ao mesmo tempo que reduziu custos com a elaboração das provas e correção. "A utilização do Enem significa maior qualidade no processo seletivo", afirma. Além disso, as universidades privadas também têm oferecido bolsas de estudo para estudantes com base no desempenho do Enem. "Aqueles que entram com melhores notas do Enem têm bolsas pelo desempenho acadêmico. É uma forma de incentivar a entrada de melhores alunos", diz Capelato. Em 2012, 14,1% das matrículas nas instituições privadas eram ligadas a financiamento próprio das entidades. Em 2018, o índice já era de 34,8%, segundo dados do Semesp. Os dados são gerais e incluem benefícios relativos a notas do Enem e outros não ligados ao exame. Playlist: Educação
Veja Mais

22/11 - Unicamp anuncia medalhistas da 12ª Olimpíada de História; equipes do Nordeste dominam premiação
Das 90 medalhas distribuídas neste domingo (22), 64 foram para participantes do Nordeste. Bahia foi o estado com mais equipes premiadas: 18. Vista aérea do campus da Unicamp, em Campinas (SP) Reprodução/EPTV A Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), realizada pela Unicamp, anunciou neste domingo (22), em transmissão on-line, os vencedores da 12ª edição. Equipes de 12 estados brasileiros foram premiadas, sendo que o Nordeste dominou. Das 90 medalhas distribuídas, 64 foram para a região. De acordo com a organização, a final contou com 461 equipes (1,6 mil participantes) de todos os estados brasileiros. Foram entregues 40 medalhas de bronze, 30 de prata e 20 de ouro. A Bahia foi o estado com o maior número de equipes premiadas: 18. Campinas e Paulínia Alunas de escolas públicas de Campinas (SP) e Paulínia (SP) estão entre as equipes premiadas do estado de São Paulo. A equipe de Paulínia "Não Me Kahlo!”, formada por estudantes da Escola Municipal Prof. Osmar Passarelli Silveira, conquistou medalha de prata. As estudantes estão matriculadas no 2º ano do ensino médio. Já a equipe “jutsu de história”, da Escola Estadual Vitor Meirelles, de Campinas, levou medalha de bronze. O grupo é formado por três alunas do 3º ano do Ensino Médio. Equipe de estudantes da Bahia foi uma das ganhadoras da medalha de ouro na 12ª Olimpíada de História do Brasil da Unicamp Reprodução Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Veja Mais

22/11 - O ensino da matemática que produz medalhas - e talentos - para o Brasil
Fora das aulas regulares, olimpíadas de matemática desenvolvem raciocínio e pensamento crítico, habilidades cada vez mais valiosas; Brasil conquistou neste ano seu melhor resultado da história. Equipe brasileira comemorando virtualmente ao saber que ficou com a décima colocação na Olimpíada Internacional de Matemática - o melhor desempenho do país na história Reprodução/BBC Os adolescentes Francisco, Gabriel e Bernardo já costumavam tirar boas notas na escola, mas não nutriam, logo de cara, um interesse especial pela matemática. Só que esse interesse cresceu a ponto de os três formarem parte da equipe de seis jovens que deu ao Brasil sua melhor colocação da história na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). Por que você deve parar de acreditar que 'não nasceu pra matemática' Com uma medalha de ouro e cinco de prata, os jovens ficaram em décimo lugar na competição, que reuniu virtualmente jovens de 14 a 19 anos de 105 países no último mês de setembro. Os três primeiros colocados na competição foram China, Rússia e Estados Unidos. Até então, a melhor colocação do Brasil havia sido o 15° lugar, em 2009. O curioso é que trio brasileiro conta que descobriu a paixão pela matemática não com as fórmulas que aprendeu nas aulas regulares da escola, mas com o pensamento crítico que desenvolveu ao se preparar para o calendário de torneios matemáticos extraclasse. Será que esse sucesso pode trazer alguma lição para o ensino geral da matemática, em um país que ainda patina na disciplina? 'Criando matemática' Gabriel e Francisco durante a IMO, em setembro; ambos desenvolveram o gosto pela matemática ao se preparar para competições olímpicas Divulgação Impa/via BBC "Eu sempre tive afinidade com a matemática e meus pais me incentivavam, até que na 5 ͣ série uma professora me chamou para participar de uma olimpíada de matemática. E eu vi que era diferente da sala de aula. Eu não era maravilhado pela matemática, mas fiquei maravilhado por aquela matemática olímpica", conta Gabriel Paiva, 17 anos, de Fortaleza, que obteve medalha de prata na IMO. Alunos podem ‘perder’ de 50% a 60% na aprendizagem em matemática após três meses de fechamento das escolas, diz estudo americano "Na sala de aula, aprendemos fórmulas e valores e os aplicamos. No máximo tu vais misturar essas fórmulas. É algo que mais se aplica do que se constrói. Já na olimpíada você sente que está criando matemática — é chegar à solução de um problema e formar uma linha de raciocínio. As pessoas acham que matemático gosta de fazer conta rápido, mas é mentira. Isso acontece só na sala de aula." Gabriel também aprendeu a usar esse raciocínio no dia a dia, para atividades triviais. Quando seu grupo de amigos resolveu disputar um torneio de videogame, surgiu o impasse de como fazê-lo com sete duplas no estilo mata-mata (em que o perdedor de cada partida é eliminado). Como sete é um número ímpar, ao final sobraria uma dupla sem ter com quem disputar a fase seguinte. Gabriel deu uma solução simples — de sortear uma dupla para disputar direto a segunda fase do torneio —, mas que ele atribui ao hábito de exercitar seu pensamento matemático. A matemática é vista como abstrata e chata, 'mas nasceu para resolver problemas reais' Diferentes especialistas argumentam que essas habilidades matemáticas mais voltadas ao raciocínio lógico do que à aplicação de fórmulas vão ser cada vez mais exigidas dos profissionais do futuro, diante do aumento da automação de empregos e de um mercado de trabalho mais competitivo e incerto. Uma mão de obra qualificada com essas capacidades pode ter um impacto direto na capacidade produtiva do país. Essas habilidades têm sido mensuradas pelo exame internacional Pisa, aplicado a cada dois anos pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) para avaliar os níveis de leitura, matemática e ciências de adolescentes de 15 anos em cerca de 80 países ou territórios. Você passaria na prova de matemática do Pisa? Teste seus conhecimentos com 6 questões Na edição de 2018, a mais recente, apenas 32% dos jovens brasileiros alcançaram o nível 2 do teste de matemática, ou seja, foram capazes de interpretar e reconhecer por conta própria uma situação simples sendo representada matematicamente — por exemplo, comparar a distância de duas rotas alternativas ou converter preços para uma moeda diferente da sua. Na média dos países da OCDE, 76% dos estudantes alcançaram esse nível. Em Pequim (China), que lidera os resultados do Pisa, 98% deles o conseguiram. As estatísticas nacionais tampouco mostram um quadro animador para o Brasil. O mais recente Índice Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado pelo Ministério da Educação em setembro, apontou avanços, mas poucos estados alcançaram as metas previstas para o ensino do país. IDEB: Brasil atinge outra vez meta nas séries iniciais do ensino fundamental, mas ainda falha nos anos finais No ensino médio, o desempenho médio geral dos alunos foi de 4,2, abaixo da meta de 5 (em uma escala de zero a 10), levando-se em conta escolas públicas e particulares juntas. O Ideb avalia o ensino de português e matemática, na qual mede se os alunos de ensino médio são capazes de resolver operações básicas e reconhecer proporções. 'Pensar matematicamente' Os medalhistas da IMO entrevistados pela BBC News Brasil lembram que, obviamente, só um grupo limitado de estudantes desenvolverá interesse pela matemática a ponto de querer competir no tema. Mas eles concordam que a matemática de sala de aula poderia ser positivamente "contaminada" pelo desenvolvimento de raciocínio lógico que marca as disputas olímpicas. Estados que melhoraram resultados no Ideb colocaram foco em ensino integral, projetos integrados e desenvolvimento emocional Ideb: Nove das 10 melhores escolas do Brasil são do Ceará; confira lista "Eu entendo que, como o ensino é corrido e por causa (da pressão pelo) vestibular, é meio inevitável que na sala de aula seja diferente. Mas ficou marcado para mim essa diferença entre a aula e o que eu aprendia nas olimpíadas, onde a gente aprende a pensar matematicamente", conta Francisco Moreira Machado Neto, 19, também de Fortaleza. "Acho até hoje que, se eu não tivesse feito a Olimpíada Brasileira de Matemática, eu teria empurrado a matemática com a barriga na escola para passar no vestibular." A Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) é uma competição anual voltada para alunos dos ensinos fundamental, médio e universitário, de escolas públicas e privadas, realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). Bons resultados na OBM levam os alunos a participar das classificatórias para a Olimpíada Internacional de Matemática, a competição principal do calendário internacional. Mas, em um nível anterior à OBM, também é realizada anualmente a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) — que, apesar do nome, reúne anualmente milhões de alunos de escolas públicas e privadas do 6° ano do fundamental ao 3° do ensino médio. Nos diferentes níveis de competição, os alunos são perguntados desde quais são os valores da face de um dado até questões de complexidade muito maior (veja, nas imagens, exemplos de uma prova aplicada na Obmep do ensino médio em 2019 e de uma das perguntas da Olimpíada Internacional de Matemática). Alguns exercícios da prova do ensino médio da Olimpíada Brasileira de Escolas Públicas, que incentivam o raciocínio Reprodução/via BBC Aqui, a solução dos problemas apresentados acima Reprodução/via BBC São competições já tradicionais no calendário escolar — a Obmep, por exemplo, está em sua 16 ͣ edição. Além disso, o Impa mantém "polos de treinamento" da matemática olímpica em escolas e universidades pelo país, abertos a alunos que queiram treinar. Tradição para competir Mas os alunos consultados pela reportagem afirmam que o engajamento depende, em boa medida, de a escola criar um ambiente proativo para participar do treinamento e das competições, e de os professores ativamente formarem equipes e conseguirem se dedicar além das aulas para torná-la competitiva e entusiasmada. Professor de matemática vence o prêmio mais importante da educação brasileira Francisco, por exemplo, estudava em uma escola com tradição em participar de olimpíadas, onde os professores caçam talentos entre os alunos interessados em estudar a matemática com esse olhar mais voltado à resolução de problemas e ao raciocínio lógico. O jovem começou a participar das competições quando estava no 9° ano do ensino fundamental. "Até então, eu não tinha muito interesse pelas aulas na escola. Passava de ano com notas boas, mas a matemática não era a minha matéria favorita", conta. Virou a favorita quando ele descobriu que poderia usar para pensar logicamente em jogos — até mesmo os mais simples, como o jogo da velha. "Identificamos dentro da olimpíada que o desempenho das escolas está muito associado a um professor. Aquele professor extremamente motivado, que tenta formar grupos onde prepara alunos para olimpíada, vai ter um alcance não só na competição, como no Enem", afirmou Claudio Landim, diretor-adjunto do Impa e coordenador da Obmep, durante o seminário online Educação Matemática e Políticas Públicas, em 21 de outubro. Para além do pedagógico "Certamente, na maioria das escolas a matemática é ensinada de um modo um pouco burocrático. A gente começa a gostar quando consegue descobrir algo por conta própria, quando é decorrência de um raciocínio lógico", diz à BBC News Brasil Carlos Gustavo Moreira, pesquisador do Impa e um dos líderes da equipe medalhista na Olimpíada Internacional de Matemática. Curso transforma a matemática e faz alunos perderem o medo através de jogos e brincadeiras "Por outro lado, o problema não é só pedagógico. A profissão de professor é uma das mais mal remuneradas para quem tem título de ensino superior no Brasil. Investir em educação e em tornar o professor uma profissão de prestígio social requer uma vontade política. Esse professor também precisa ter tempo de se preparar, de se atualizar. Mesmo que não seja para formar alunos que disputem olimpíada, eles precisam estar preparados e motivados." Um exemplo disso é que 40% dos professores brasileiros de ensino médio não são formados na disciplina que lecionam, segundo o Censo Escolar 2019. Não há dados específicos para o ensino da matemática. Moreira destaca também que, embora alunos de escolas públicas brasileiras já tenham sido selecionados para a Olimpíada Internacional de Matemática, neste ano a equipe foi formada por "meninos de escolas particulares que dão valor a olimpíadas científicas e bolsas de estudo (para alunos com potencial para competir)." É o caso de Bernardo Peruzzo Trevisan, 19, também medalhista de prata na IMO, que começou a se interessar pela disciplina quando estudava em um colégio militar no Rio Grande do Sul, até ganhar uma bolsa de estudos para cursar o ensino médio em uma escola particular em São Paulo. "A matemática das competições é definitivamente mais interessante", conta Bernardo. E o ensino da escola poderia ser tão interessante assim? "Seria legal incentivar os alunos a ver a matemática de forma mais ampla. Vários alunos com quem eu convivi despertavam seu interesse só depois de participar de uma olimpíada, porque você passa a entender as coisas, em vez de só reproduzir (o conhecimento)." 'Faltam oportunidades para jovens cientistas' A dedicação extra para participar das competições traz recompensas para além de medalhas. Para as escolas, um impacto em potencial é no desempenho do Enem. "Algumas escolas conseguem aumentar a média em 5 pontos (no Enem), é um impacto extraordinário", afirmou Claudio Landim no webinário de 21 de outubro. "As competições olímpicas têm sido um mecanismo de ascensão social no Brasil, também para alunos de escolas públicas", agrega Carlos Gustavo Moreira, também do Impa. Para os jovens medalhistas, a recompensa é ainda mais tangível. Os resultados na IMO podem garantir aos competidores vagas em universidades de ponta do país, sem a necessidade de concorrer em vestibulares ou no Enem. E eles passaram a sonhar ainda mais alto: os três entrevistados pela reportagem planejam tentar vagas em universidades do exterior, em países como EUA e França. O lado negativo disso é que os talentos nutridos no Brasil acabem se desenvolvendo plenamente só fora do país. Moreira destaca que os cortes recentes do governo em bolsas de pós-graduação e nos recursos de universidades federais e a ausência de oportunidades no mercado de trabalho podem fazer com que "a gente (país) perca de graça jovens nos quais a gente investiu muito, por falta de uma política de Estado". "O Brasil desenvolve muita pesquisa matemática, dá uma contribuição importante para ela e tem uma medalha Fields (considerada o 'Nobel da matemática', concedida ao brasileiro Artur Ávila em 2014)", diz ele. "E agora corre o risco de perder isso por falta de oportunidades para os jovens cientistas." Veja os VÍDEOS mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias:
Veja Mais

22/11 - Cerca de 10 mil fazem vestibular do ITA neste domingo (22)
A prova é uma das mais concorridas do país e o instituto oferece 150 vagas em cursos de engenharia. Este ano, por causa da pandemia da Covid-19 os alunos vão ter que cumprir protocolos sanitários para a prova. Vestibulares se adaptam à pandemia e terão até prova online Cerca de 10 mil candidatos participam do vestibular do Instituto de Tecnologia Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos (SP). A prova é uma das mais concorridas do país e o instituto oferece 150 vagas em cursos de engenharia. Este ano, por causa da pandemia da Covid-19 os alunos vão ter que cumprir protocolos sanitários para a prova. Neste domingo (21) acontece a primeira fase do vestibular. A prova tem cinco horas de duração, entre às 8h e às 13h, e conta com 70 questões de multiplaescolha. De acordo com o instituto, participam desta edição do vestibular 9,7 mil alunos de todo o país. Eles concorrem a uma das 150 vagas na instituição para os cursos de engenharia eletrônica; engenharia mecânica-aeronáutica; engenharia civil-aeronáutica; engenharia de computação e engenharia aeroespacial. Do total de vagas, 119 vão ser para alunos civis e 31 para alunos que escolherem servir no quadro de oficiais da instituição. Os cursos com maior oferta de vagas para militares são engenharia aeroespacial, engenharia mecânica espacial e engenharia eletrônica. ITA aplica provas do vestibular 2021 Divulgação/ITA A segunda fase da prova acontece entre os dias 8 e 9 de dezembro. Nestes dias, a prova contam com 30 questões dissertativas e redação. Protocolos Neste ano, além da maior oferta de vagas -- anunciada pelo instituto após a troca de gestão -- a prova também vai ter uma série de protocolos por causa da pandemia da Cvid-19. Na entrada, os alunos vão passar por medição de temperatura, não podendo ultrapassar 37,5; além da higienização das mãos. Após a chegada no local de prova, os alunos vão ser acompanhados pela equipe que aplica o vestibular até as salas. O percurso vai ser acompanhado para garantir a distância de até três metros. Nas salas de aula, as carteiras foram organizadas para manter distância de 1,5 metro. Os vestibulandos também vão ter de usar máscara durante todo o tempo de duração do teste.
Veja Mais

20/11 - Bolsonaro nomeia Márcia Abrahão como reitora da UnB
Gestora deve permanecer no cargo até 2024. Decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (20) Reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão, em imagem de arquivo Beto Monteiro / Secom UnB O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), nomeou a professora Márcia Abrahão como reitora da Universidade de Brasília (UnB). Reeleita, ela era a primeira colocada da lista tríplice e permanecerá no cargo pelos próximos quatro anos. Reitora reeleita da UnB, Márcia Abrahão quer 'equilíbrio no orçamento das universidades' e tenta frear possível corte do MEC UnB reelege reitora Márcia Abrahão com 54% dos votos: 'Serão anos desafiadores' A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (20) (veja imagem abaixo). Márcia é a primeira mulher eleita para o cargo. Ela venceu as eleições para a reitoria da UnB em 2016 e, agora, deve permanecer no cargo até 2024. Jair Bolsonaro (sem partido) escolhe Márcia Abrahão como reitora da UnB DOU/Reprodução Márcia foi reeleita para o cargo em agosto deste ano. Ela e o vice, Enrique Huelva, receberam 54% dos votos. Essa foi a primeira eleição para reitoria da UnB feita completamente de forma remota, já que as atividades presenciais estão suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. Cerca de 95% do corpo acadêmico da UnB se habilitou para participar, entre técnicos, professores e docentes. A reeleição foi aprovada por 16.325 votos. Lista tríplice Em 17 de setembro, o Conselho Universitário (Consuni) da UnB aprovou a votação da listra tríplice para nomeação da reitoria. A lista foi encabeçada por Márcia, que recebeu 96% dos votos do colégio eleitoral – 85 dos 89. Os outros nomes que estavam na lista são os das professoras Olgamir Amancia Ferreira, da Faculdade UnB Planaltina (FUP) e Germana Henrique Pereira, do Instituto de Letras (IL). Em outras instituições de ensino, Bolsonaro não escolheu o primeiro colocado da lista tríplice. Por exemplo, em 30 de agosto, o presidente escolheu o terceiro lugar para a gestão da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), que tem campus em Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná. Situação semelhante ocorreu na Universidade Federal do Piauí (UFPI). Nesta quinta-feira (19), Bolsonaro escolheu o segundo colocado da lista tríplice para assumir a gestão. Primeira mulher à frente da UnB Márcia tem graduação, mestrado e doutorado pela UnB. Mãe de dois filhos, a professora nasceu no Rio de Janeiro e chegou ao Distrito Federal em 1980 com os pais e o irmão. A trajetória da gestora na instituição de ensino começou em 1982, quando ela ingressou no curso de geologia. Durante a formação superior, Márcia se dedicou à área de mineralogia. Em 2016, a geóloga trabalhava com pesquisas sobre granitos e mineralização. A reitoria passou por empresas como a Petrobras e o Banco Central. Além disso, ela comandou o Departamento de Mineralogia e Petrologia da UnB. Reitora da UnB é reeleita Em 2016, Márcia foi eleita com pautas de flexibilização da jornada de trabalho para servidores, incentivo à capacitação, ampliação das políticas de acolhimento e permanência, além da modernização da infraestrutura da universidade. No novo mandato, Márcia pretende manter pautas sociais, como acolher estudantes que precisam de auxílio. No fim de setembro, a reitora conversou com o G1 e disse que os principais desafios para o próximo mandato serão relacionados ao orçamento da UnB, que deve sofrer cortes pelo Ministério da Educação (MEC), além da pandemia do novo coronavírus. VÍDEOS: veja mais sobre educação Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
Veja Mais

20/11 - Após 17 anos da lei federal, ensino afro alcança todas as escolas municipais de SP; prática na rede ainda é irregular
Prefeitura de São Paulo lançou novo 'Currículo da Cidade' em 2018 e, por isso, garante que lei federal é aplicada em todas as unidades. Professoras e a própria gestão, contudo, reconhecem que EMEI Nelson Mandela, caso de sucesso na rede, não representa o panorama em toda a capital. Foto de arquivo, tirada em 2011, mostra alunos da EMEI Nelson Mandela, na Zona Norte de São Paulo, desenhando sobre muros pichado com suásticas nazistas. Unidade virou modelo de implementação da lei 10.639 Filipe Araújo/Estadão Conteúdo A Prefeitura de São Paulo garante que o ensino de história e cultura afro-brasileira alcançou todas as escolas da rede pública da capital 17 anos depois de a lei federal ser sancionada. Professores e a própria Secretaria Municipal da Educação, contudo, afirmam que a implementação na prática da lei 10.639 de 2003, que torna obrigatório o ensino integral e transversal da cultura afro, ainda é bastante irregular de escola para escola. Ao afirmar que a lei chegou às escolas, a gestão se baseia no fato de que o novo “Currículo da Cidade”, concluído em 2018, orienta a abordagem do tema em todas as matérias. Pedagogas ouvidas pela reportagem, que incluem profissionais que atuam na própria rede, confirmam avanços do trabalho na capital, pois hoje: a lei é de conhecimento geral pelos profissionais; a Prefeitura de São Paulo trouxe mais equilíbrio nos materiais pedagógicos de orientação curricular, à disposição das equipes; existem parcerias com instituições como Sesc, Tomie Othake e produtores culturais; existe um Núcleo para a Educação das Relações Étnico-Raciais, destinado à formação continuada dos professores; foi construído um “Currículo da Cidade”, que contempla a lei; existem alguns cases de sucesso. Contudo, de acordo com as professoras, há um longo caminho a ser trilhado. “Os números ainda mostram que a maior parte do insucesso escolar atinge o menino negro. São eles que estão em maior número na recuperação e quem mais abandona a escola. Enquanto existir essa pirâmide nos números, pelo menos nos índices de alfabetização, significa que ainda temos muito o que mudar no sistema”, disse Deborah Monteiro, Coordenadora Pedagógica na rede municipal de ensino. Questionada, a Prefeitura de São Paulo confirma a percepção das profissionais. “A Secretaria Municipal da Educação, enquanto órgão central, promove materiais, formações, encontros, grupos de trabalho, simpósios e congressos. É um processo que ocorre há 12 anos, em uma rede heterogênea com mais de 4 mil escolas", disse a pasta em nota. O G1 conversou com pedagogas, professoras e pesquisadoras que se dedicam aos estudos de história étnico-racial e também à implementação da lei. Elas apontaram o que falta melhorar na cidade de São Paulo para que a lei 10.639 seja efetivamente tirada do papel. Confira abaixo. “A África possui uma história e uma cultura construídas muito antes, muito antes da colonização do Brasil. Essa história e essa cultura chegaram ao Brasil através do sequestro dos povos para o trabalho escravo. Existe África sem Brasil, mas não existe Brasil sem África. E aí é fundamental um ensino atravessado pelas questões raciais para entender os impactos da escravização, inclusive nas estatísticas de escolaridade”, disse a pedagoga Clélia Rosa, especialista em Educação para as relações étnico-raciais pela Unicamp. Formação de professores para aulas do Mancala Awelé, jogo de tabuleiro milenar que mistura matemática e raciocínio lógico, além da cultura africana Prefeitura de São Paulo/Divulgação Como construir escolas antirracistas em São Paulo Reconhecer o racismo escolar: o tratamento destinado às crianças negras e a escolha do que se destaca em aula Um dos eixos da lei 10.639 é o combate ao racismo. Os professores explicam que no ambiente escolar, ele se manifesta, por exemplo, quando a mitologia grega tem mais destaque do que a mitologia dos orixás, e estudos, como da pesquisadora Marília Pinto de Carvalho, mostram que os meninos brancos são mais elogiados do que os alunos negros pelas professoras, atitude que colabora para que estes últimos representem o dobro dos meninos brancos no reforço e na evasão escolar. Para Paola Prandini, pesquisadora e co-fundadora da AfroEducação, empresa social que produz estratégias de implementação da lei, a urgência que o assunto demanda só vai acontecer quando a comunidade escolar estiver aberta a reconhecer a sua própria responsabilidade nisso. “A meu ver ainda existe um silenciamento em torno dessa lei, que é fruto de um pacto narcísico entre a população branca, que diz respeito a 'eu não quero sair da minha zona de conforto, e desconstruir meus privilégios, e abrir mão de alguns deles. Então, eu esqueço que o Brasil é o país mais negro fora do continente africano e mantenho esse currículo eurocêntrico, que valoriza o ocidente, ao invés do sul global", disse Paola, acrescentando que este entendimento é importante, na medida em que o educador tem autonomia para decidir o que destaca em aula, conforme sua visão de mundo. Paola Prandini estuda no doutorado a "branquitude", concepção que busca racializar a pessoa branca, "pois o branco tem raça, ao mesmo tempo em que tem o privilégio racial de não ser racializado”, e lança nesta sexta-feira (20), pelo terceiro ano consecutivo, a campanha #tirealeidopapel no AfroEducação. Quadrinhos retratam orixás guerreiros. Lei 10.639 orienta ao equilíbrio do conteúdo nas escolas, com apresentação de mitologias afro-brasileiras, além de gregas, por exemplo Hugo Canuto/Reprodução Compromisso do governo: orçamento para formação continuada, acompanhamento da aplicação da lei e parcerias Para que haja uma profunda reestruturação do ensino, como propõe a lei 10.639, os docentes também destacam a importância do compromisso do governo na destinação de orçamento, que permita a formação continuada dos professores. “Mesmo nas melhores universidades existe uma lacuna sobre África, Ásia e América Latina, de modo que, mesmo que o profissional tenha ótima formação, vai ter uma lacuna sobre essa pauta. Não é possível que seja um compromisso apenas individual. Para um currículo antirracista, a formação continuada é uma condição sine qua non, fundamental”, disse a pedagoga Clélia Rosa, especialista em Educação para as relações étnico-raciais pela Unicamp. As professoras também defendem bolsas de pós-graduação, e explicam que, sem o investimento na formação, há risco de práticas equivocadas, como black face, em sala de aula. Elas defendem ainda a formação de núcleos pela Secretaria Municipal de Educação para acompanhar a aplicação da lei. Profa. Dra. Waldete Tristão, no primeiro plano, de vestido branco, trabalha na formação de educadoras pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), em escola de Pirituba Arquivo Pessoal Engajamento da escola por uma profunda reestruturação: no conteúdo, nas atividades, nas especificidades territoriais, ao longo de todo o ano letivo Para as professoras entrevistadas, outro ponto fundamental é o engajamento maciço das equipes dos colégios por uma reforma ampla e estrutural, que não se restrinja ao currículo, ou às disciplinas de História e Artes, mas que busque, de diferentes formas, a ampliação, a construção de conhecimentos sobre a história do negro. “Para uma mudança social é necessário o compromisso de atravessar o currículo com este ensino. Requer um estudo do que fazer. Na educação infantil: o que abordar nessa fase da vida? No Fundamental 1: o que é interessante apresentar para a criança de nove anos, em processo de alfabetização? Para os jovens do Fundamental 2, no início da adolescência: o que os atravessa e como esse conteúdo pode dialogar? O que trago para o Ensino Médio?”, explicou a pedagoga Clélia Rosa, especialista em Educação para as relações étnico-raciais pela Unicamp. A professora acrescenta que outro aspecto importante para efetivar a implementação do ensino afro-brasileiro é considerar o território em que a escola está. “Não existe um currículo escolar separado da comunidade escolar. A implementação da lei 10.639 na Lapa vai trazer algumas nuances diferentes da implementação desta mesma lei em Cidade Tiradentes ou no sul da Bahia”, continuou. A professora doutora Waldete Tristão, consultora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (CEERT), que trabalha na formação de educadores nessa temática, acrescenta que o compromisso deve perdurar ao longo de todo o ano letivo. “A gente deseja que a discussão aconteça o ano inteiro, e não apenas no dia 20 de novembro. Para que esta lei esteja implementada ela precisa estar no dia a dia, nos livros, nos brinquedos, nas excursões. É preciso estar atento ao cotidiano com as crianças para desenvolver as intervenções necessárias”, afirmou Waldete Tristão. Alunos têm aula de capoeira em escola pública de São Paulo. Atividades devem pensadas em conjunto de ações do ensino integral, não apenas em tempo integral TV Globo/Reprodução Casos de sucesso Para as professoras, pedagogas e para a própria Prefeitura de São Paulo está claro que nem todas as escolas conseguiram implementar transversalmente a lei 10.639. E o que todas sabem também é que neste universo irregular existem iniciativas que podem ser consideradas modelos para as demais unidades da rede municipal pública de ensino. Um dos casos mais emblemáticos é o da EMEI Nelson Mandela, no bairro do Limão, que pelo menos desde 2011 trabalha na reformulação no seu projeto de ensino. Um novo caso de sucesso que emerge é o da EMEI Jardim Ideal, no Grajaú, que tem avançado no trabalho em meio a pandemia do coronavírus, visto que a unidade é nova, inaugurada em março deste ano. “Ao longo desses meses nós nos dedicamos a construir um material já pensando no retorno às aulas presenciais e a investir em nossas próprias formações. Um dos eixos desse material trata de um esforço pela representatividade: montamos critérios para a escolha do nosso acervo, decidimos abordar em sala de aula nomes negros, incluindo pessoas da nossa própria comunidade, definimos que esse cuidado também acontecerá na escolha dos brinquedos e na decoração das festas. Esse material está inacabado, mas serve para iniciar o diálogo”, disse Janaina Martins, coordenadora da EMEI Jardim Ideal. “A equipe docente se uniu com dedicação nesse estudo. Todos os dias lemos, assistimos filmes e debatemos entre nós. Fomos atrás e conseguimos uma parceria com a Universidade Federal do ABC para um curso de educação e direitos humanos no contexto de pandemia, e nos organizamos para fazer um curso livre no Senac sobre educação antirracista”, exemplificou. Conheça o trabalho realizado na Escola Municipal de Educação Infantil Nelson Mandela O que diz a lei federal 10.639/2003 Essa legislação foi uma conquista do movimento do negro, cuja luta acontece pelo menos desde os anos 1930, com a Frente Negra Brasileira e figuras como o professor Abdias do Nascimento, indicado ao Prêmio Nobel da Paz em 2010. Ela alterou a lei maior da educação no Brasil, a Lei das Diretrizes e Bases (LDB), com a inclusão da obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira em todas as escolas, públicas e privadas, de ensino fundamental e médio. No ano seguinte, em 2004, o Ministério da Educação (MEC) designou uma comissão, conduzida pela professora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, para regulamentar essa lei em um documento que direciona sua aplicação. Basicamente, esse parecer estabelece que a abordagem do assunto deve se dar não apenas em uma disciplina de História e Artes, ou durante uma semana comemorativa, mas deve atravessar o currículo e a prática, com um esforço permanente pelo fim do racismo dentro das escolas. Em dezembro de 2017, o MEC aprovou uma nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que incluiu as diretrizes da lei 10.639, e as escolas públicas e particulares deveriam adequar seus currículos até início do ano letivo de 2020. A cidade de São Paulo concluiu seu próprio currículo, de acordo com a BNCC em 2018, com a publicação do Currículo da Cidade.
Veja Mais

20/11 - Pais e mães de escolas de elite de SP se engajam em grupos por educação antirracista: 'A gente quer sair dessa bolha'
Famílias pedem também maior representatividade negra nos corpos docente, discente e diretivo. Pedagogas alertam para necessidade de transformação do currículo e formação de educadores, além das ações afirmativas por meio de bolsas. Pais e mães de alunos do Colégio Equipe mostram o que estão lendo em reunião do grupo que formaram para reivindicar ações antirracistas da escola Arquivo Pessoal Em maio deste ano, o adolescente negro João Pedro morreu dentro da casa em que vivia, que ficou com mais de 70 marcas de tiros no Morro do Salgueiro, no Rio. Dias depois, o homem negro George Floyd foi morto por um policial, que ajoelhou no pescoço dele nos Estados Unidos, gerando uma comoção histórica em todo o mundo. A diferença de repercussão nos dois episódios catalisou a iniciativa de pais e mães da elite paulistana a se engajar e a se articular em grupos para cobrar uma educação antirracista das escolas particulares da cidade de São Paulo. “Me perguntei sobre a falta de mobilização por aqui, e o próximo passo dessa reflexão foi: ‘por que eu não faço nada?’, disse Caio Maia, pai de três alunas da Escola Vera Cruz e um dos fundadores do Movimento por Escolas Antirracistas, que reúne 250 pessoas, o limite de um grupo de Whatsapp, com pais e mães de diferentes escolas particulares da capital. Além deste coletivo, ao menos um outro, a Liga por Escolas Antirracistas, foi formado na mesma época, em meados de 2020, com a mesma reivindicação, e igualmente composto por famílias em que os filhos estudam em instituições de ensino que tem em comum mensalidades que superam os R$ 4.000 por mês. Protestos antirracistas acontecem em várias cidades do mundo As maiores conquistas de ambos os grupos até a data foram os debates sobre racismo estrutural por integrantes majoritariamente brancos e de classe média alta, o início de um diálogo com as escolas e a proliferação de novos coletivos de pais, agora, um de cada instituição. “Eu já havia conversado com outras mães e havia um consenso de que a falta de diversidade racial era um calcanhar de aquiles nas escolas privadas como um todo. Estudei nos Estados Unidos e encontrei na minha pós um ambiente bem mais diverso”, disse Maria Anita Martínez Ferreira, mãe de três alunos da Escola Móbile. “Apesar disso, eu só estava nas minhas leituras, até que uma mãe me colocou no Escolas Antirracistas, onde encontrei uma fonte de debate. Não tem consenso por lá, e isso é importante. Falamos sobre ‘branquitude’, sobre a nossa responsabilidade na construção dessa bolha, mas evitando sentimentos de culpa, que paralisam. É um passo e um compromisso que assumimos”, continuou ela, que posteriormente formou um grupo com cerca de 100 pais e mães da Móbile. Pais e mães na primeira reunião do coletivo do Colégio Oswald de Andrade com o conselho pedagógico da escola Arquivo Pessoal 'Sair da bolha' A advogada Evie Barreto Santiago é uma das mães que coordenou a formação de um grupo antirracista para famílias do Colégio Equipe. “O que a gente busca é equidade racial nos corpos docente, discente e diretivo, a revisão integral do currículo para acabar com o eurocentrismo e para trazer outras visões de mundo, e um ambiente de discussão perene sobre o racismo estrutural. A gente não quer mais ficar preso nessa bolha”, disse à reportagem. “Como diz Silvio de Almeida, o racismo mata. E o racismo nas escolas particulares reverbera na rua, na forma como a polícia trata o negro, no desemprego, na atenção à saúde pública. Tudo isso é fruto de uma sociedade insensível”, continuou Evie Barreto Santiago. O cientista político Cássio França, pai de dois alunos do Colégio Oswald de Andrade, e um dos articuladores do grupo de famílias da escola, reforça a responsabilidade das instituições privadas em se engajar por ações antirracistas, inclusive porque não faltam a elas recursos para investir em materiais e formação de educadores. “As escolas de certa maneira se tornaram celeiros do racismo no país, uma vez que não colocam isso na agenda das crianças. A desnaturalização do racismo deve ser uma tarefa de todo projeto político-pedagógico, assim como das famílias. Não é uma questão de salvar a vida dos meus filhos - é o país, é civilizatório. O país se sentou em um lugar de aconchego que é inadmissível”, disse Cássio França. Jornalista e empreendedor Rosenildo Ferreira é pai de uma aluna do Oswald. Ele compõe o grupo de famílias do colégio Arquivo Pessoal O jornalista e empreendedor Rosenildo Ferreira é pai de uma aluna do Oswald. Para ele, o episódio George Floyd tornou a demanda por uma escola antirracista maior e mais urgente do que nunca. "Talvez antes desse caso a gente se contentasse com diversidade. Hoje, a gente quer antirracismo na veia. O racismo não é adquirido, ninguém acorda um dia racista. Ele é ensinado e com método. Tem que haver, então, uma mudança sistêmica. Nada me incomodou mais a vida inteira do que entrar nos lugares e ser o único negro; imagina como é para uma criança. É o que aquela escritora fala: quando você não pode contar sua própria história, seu referencial vira os outros", completou. Como as escolas reagiram Escola Vera Cruz A Escola Vera Cruz, onde estudam as filhas de Caio Maia, um dos fundadores do Movimento por Escolas Antirracistas, disse que lançou no mês passado, em outubro, o Projeto Travessias, que já estava em desenvolvimento desde maio de 2019. De acordo com a instituição, o trabalho contempla um conjunto de ações para combater o racismo no no ambiente escolar, especialmente por meio da valorização da cultura e história afro-brasileira e indígena no currículo, e do aumento da representatividade negra entre alunos, educadores e cargos de gestão. A escola destacou ainda que nos últimos anos se dedicou a uma reavaliação sobre os conteúdos e práticas relacionadas ao tema, que incluiu a atualização dos acervos das bibliotecas, e que também existe uma atenção à formação continuada dos profissionais por meio do Instituto Vera Cruz. Colégio Equipe Evie Barreto Santiago, do grupo de famílias do Colégio Equipe, disse à reportagem que a escola tem sido receptiva com as pautas. “Sugerimos ocupar as redes sociais da instituição por uma semana, pra levantar discussões sobre o racismo estrutural, e toparam. Vimos com bons olhos”, afirmou. Questionada, a direção do Equipe disse que ficou muito satisfeita com a organização dos pais, que, além da ocupação das redes, agendou uma live para a comunidade escolar com a escritora portuguesa Grada Kilomba, e promoveu aulas especiais com professores e professoras negras sobre representatividade e feminismo negro. “Temos uma agenda de trabalho conjunta e demos prioridade para essas ações nesse momento. Entendemos que outras serão a médio e longo prazo”, completou a nota a diretora escolar Luciana Fevorini. Eugênio Lima e Evie Barreto Santiago, pais de alunos do Colégio Equipe. Comissão antirracista do colégio ocupou as redes sociais da escola para discussão sobre racismo estrutural Redes Sociais/Reprodução Escola Móbile Maria Anita, do grupo de famílias da Escola Móbile, disse que a equipe do colégio os atendeu prontamente e que prometeu retorno. “Sei que é um assunto do coração da equipe pedagógica, e eles foram ágeis. Já temos um programa, e eles estão trabalhando nele. O retorno será para a comunidade, o que acho positivo, porque não era mesmo para um nicho de mães preocupadas”, afirmou. Em nota, a Móbile disse que está ciente da desigualdade de oportunidades, e que está desenvolvendo iniciativas para mudar o panorama, como a oferta de bolsas de estudo em parceria com a Fundação Jatobá e com o Instituto Social para Motivar, Apoiar e Reconhecer Talentos (Ismart). A instituição de ensino disse ainda que mantém projetos de ação social junto a escolas públicas e que o currículo contempla projetos para sensibilizar os alunos para a alteridade e multiplicidade cultural. Colégio Oswald de Andrade Rosenildo Ferreira, do grupo de famílias do Colégio Oswald, disse a escola tem se engajado e foi em busca de uma consultoria. Em nota, o Oswald confirmou a iniciativa, disse que recebeu com bastante entusiasmo e acolheu com cuidado cada uma das propostas, e acrescentou que nos últimos dois meses contratou colaboradores negros, entre estagiários, funcionários administrativos e professores. Além disso, o colégio informou que para o ano de 2021 há uma determinação para contratar preferencialmente professoras e professores negros. Mais do que cotas O G1 também conversou com duas pedagogas, especialistas ensino étnico-racial, que consideraram bastante positivas as iniciativas das escolas, mas que reforçaram o cuidado para que as reivindicações não se restrinjam à representatividade e às bolsas, mas que sejam atravessadas por uma mudança do currículo e pela formação dos educadores. "Acho muito positivo que as famílias tenham se mobilizado e puxado a fila dessa pauta. Agora é preciso atenção para além das ações afirmativas que trazem crianças, jovens e profissionais negros e negras para dentro da escola. A questão da representatividade não é supérflua, mas não pode ser a única e principal ação afirmativa, se não vira só estética", disse a pedagoga Clélia Rosa, especialista em educação para as relações étnico-raciais pela Unicamp. "Tudo isso tem que estar amarrado à implementação concreta da Lei 10.639, que trata da transformação curricular: a ampliação e a construção de conhecimentos sobre a história do negro no Brasil e nas Américas, a contribuição do povo negro, uma reconstrução imagética dos países africanos... Esse é o desafio para as escolas de elite, eu acho: adotar o Brasil como matriz curricular", continuou Clélia Rosa. A pedagoga Juliana de Paula Costa, pesquisadora de relações étnico-raciais na Educação, realiza atividade com crianças no projeto Pisar Nesse Chão Devagarinho Pisar Nesse Chão Devagarinho/Divulgação A pedagoga Juliana de Paula Costa, pesquisadora de relações raciais na Educação, é uma das fundadoras da Pisar Nesse Chão Devagarinho, que trabalha pela educação antirracista, com vivências para crianças e consultoria para escolas e organizações. Ela reforça a importância das instituições se atentarem para mudanças amplas e estruturais. “É importante tomar cuidado para que, nesse frenesi, a movimentação não acabe se restringindo a uma mudança de imagem, porque seria como pintar paredes em estrutura infiltrada. As escolas precisam revisar o currículo para repensar o programa de cada área, alterar os livros, e, o principal, a formação continuada dos educadores e dos gestores. Isso se entrelaça", disse Juliana. "Nos espaços com maioria de pessoas brancas é preciso a consciência de também se ver marcado pela raça, que é a questão da 'branquitude', e que muitas vezes é complexo porque é mesmo sobre perder espaço de poder. Não é apenas diminuir a desigualdade racial e social para o negro. É sobre o tipo de sujeito que estamos construindo na sociedade”, completou a pedagoga Juliana de Paula Costa.
Veja Mais

20/11 - Acesso de negros a escolas cresceu na última década, mas ensino da cultura e história afro-brasileira ainda é desafio
Índices educacionais apresentam dados piores no recorte por pretos e pardos se comparados a brancos. Especialistas defendem que mudança no ensino pode melhorar a autoestima dos alunos e a identificação com a escola. “Um dia, um pai nos procurou, chorando. Disse que o filho de 4 anos não queria ir para a escola, porque o amigo falou que não gosta de sentar perto de criança preta”, afirma Humberto Baltar, professor e idealizador do coletivo Pais Pretos Presentes. “Tenho uma aluna negra, pequena, que é chamada de urubu pelos colegas. Outro, de macaco. Outro, tem o apelido de negresco”, revela a professora Lidiane Lima, uma das 10 vencedoras do prêmio Educador Nota 10, da edição de 2020. A educação no Brasil é um direito constitucional, garantido a todos. Mas, para as crianças negras do país, há desafios particulares que ainda precisam ser enfrentados. Embora a presença de negros (pretos e pardos) em escolas do país tenha crescido nos últimos dez anos (veja gráfico abaixo), as diferenças raciais nos índices de educação ainda são frequentes: Evasão: a proporção de jovens de 15 a 29 anos que não concluíram o ensino médio e não estudavam em 2019 era maior entre pretos e pardos (55,4%) do que entre brancos (43,4%). Anos de estudo: pretos e pardos têm menos anos de estudo (8,6), em média, se comparado aos brancos (10,4). Reprovação: é menor a proporção de pretos e pardos que estudam na série correta de acordo com a idade (85,8%). Entre alunos brancos, o percentual é de 90,4%. Analfabetismo: a falta de acesso à educação é mais frequente também entre negros. O índice daqueles que não sabem ler e escrever é maior na população negra (8,9%), do que na branca (3,6%). Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Há 17 anos, a Lei 10639 foi aprovada para alterar a Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e incluir no currículo a obrigatoriedade do ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas públicas e privadas do país. O objetivo é resgatar a contribuição do negro na formação do Brasil, sem restringir o tema à escravidão, elevando a auto-estima de alunos pretos e pardos. Embora exista há quase duas décadas, a lei ainda não está totalmente implementada nas escolas. “Ainda não rompemos com essa imagem do indivíduo negro ora submisso, ora perigoso”, afirma a doutora em História Política Iamara da Silva Viana, professora da PUC-Rio. "A gente acha que exclusão é só falta de acesso à escola. Mas ela também é operada dentro da escola. Não é porque tem garantia de ingresso que todos vão se sentir incluídos no processo. Presença física não é sinônimo de inclusão", afirma o professor e historiador Higor Ferreira, que pesquisa escravos, libertos e livres de cor na capital do Rio de Janeiro no século 19. O vídeo abaixo mostra como o racismo é tratado nas escolas e iniciativas que buscam uma educação mais inclusiva. Especialistas lembram que racismo vai além da violência e agressões verbais A luta do negro para ter educação Documentos históricos apontam que o acesso à educação era valorizado pelos negros, mesmo quando as leis imperiais dificultavam a aprendizagem deles. Saber ler e escrever, aliás, não era comum no Brasil Império. O Censo de 1890, feito um ano após a Proclamação da República, aponta que havia 14,3 milhões de pessoas no Brasil. Entre elas, 12,2 milhões não sabiam ler ou escrever. Embora a primeira lei sobre educação do Brasil, de 1827, não impedisse o acesso de negros à escola, outra lei, editada pela Província do Rio de Janeiro em 1837, proibia a presença de "escravos e pretos africanos" e de pessoas com "moléstias contagiosas" nas escolas, conforme indica Ferreira. “Isso demonstra que o cenário é mais complexo do que se imagina. Quem tem mais propensão a ficar com doença contagiosa? Comunidades mais pauperizadas, formadas por negros libertos ou filhos deles”, afirma Ferreira. “Os negros não são proibidos, eles podem ir à escola, mas temos provas de que nem sempre a acolhida é a melhor”, afirma. Dentro deste cenário, houve iniciativas lideradas por negros para educar seus filhos. Uma delas é a escola fundada por Pretextato dos Passos e Silva, em 1853. Um dossiê feito por Pretextato, encontrado no Arquivo Nacional pela pesquisadora Adriana Silva, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), traz a informação que “em algumas escolas ou colégios, os pais dos alunos de cor branca não querem que seus filhos ombreiem com os de cor preta”. Também descrevia que os alunos negros não tinham boa acolhida nas escolas e que ele mesmo, por ser "preto", foi convocado pelos pais de família para abrir uma “pequena escola de instrução primária, admitindo seus filhos da cor preta, e parda”. Ferreira também destaca exemplos de autodidatismo, como o de Luiz Gama. "Quem ensinou Luiz Gama a ler e escrever foi um amigo, um companheiro da mesma fazenda em que ele trabalhava", conta Ferreira. "Além disso, temos relatos de senhores botando escravos para ler e escrever, pensando nesta instrução como 'negócio', porque poderia vendê-los por um preço maior", afirma. "Ensino era estratégico, e para o cativo também era interessante, porque se ele se alforriasse, teria mais chances [de sobrevivência]", relata Ferreira. Racismo na educação Racismo na escola pode estar presente até quando os alunos não escolhem o colega para brincar por causa da cor da pele, diz Humberto Baltar, professor e idealizador do coletivo Pais Pretos Presentes. Wayne Lee-Sing / Unsplash 167 anos após a escola do Pretextato, em 2020 ainda há instituições que selecionam os estudantes pela cor de suas peles, afirma Luana Tolentino, educadora, mestre em educação, autora do livro "Outra educação é possível: feminismo, antirracismo e inclusão em sala de aula". "O racismo na escola está naquelas que negam matrículas para estudantes negros, na divisão das salas, em geral, colocando estudantes negros em turmas consideradas de menor rendimento", afirma Tolentino. "E no currículo, que ainda é extremamente branco e eurocêntrico. Muitas vezes, na maior parte do tempo, completamente alheio e distante da realidade destes estudantes", analisa. "Das nove escolas que pesquisei para colocar meu filho, só uma coordenação pedagógica buscava trazer a diversidade cultural para as crianças. E eu moro no Rio, uma das cidades mais plurais do Brasil", diz Baltar, do coletivo Pais Pretos Presentes. "A criança preta não se vê no material, não se vê nas aulas, não se vê nas falas dos educadores, e não se vê nas relações sociais. Agora chamam de bullying, mas todo mundo sabe que é racismo quando uma criança não tem amiguinhos no recreio por causa do seu tom de pele. Isso é racismo estrutural", afirma. Cultura afro-brasileira na sala de aula Alunos do projeto 'Eu posso ser poeta', de Lidiane Lima, uma das vencedoras do prêmio Educador Nota 10: aprender sobre cultura e história afro-brasileira muda a auto-imagem dos alunos. Nidiacris Ribeiro/Trupe Filmes Para educadores, ensinar a história e a cultura afro-brasileira pode mudar a percepção dos alunos sobre si e sobre o espaço que ocupam. "Descolonizar o currículo, para mim, é diário, faço isso o ano todo", afirma Lidiane Lima, professora de português que foi uma das vencedoras do prêmio Educador Nota 10 de 2020. O projeto premiado, inclusive, trabalha com o slam (poesia periférica), o RAP, e a literatura afro-brasileira para estimular a auto-estima dos alunos e resgatar a identidade de suas cores. O trabalho foi desenvolvido com alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental em uma escola municipal de São Paulo, antes da pandemia. Ao fim, os alunos publicaram um livro de poesias. "O objetivo é desconstruir o imaginário forjado pelo Ocidente para explicar a escravidão, de que África é formada por pessoas selvagens, sem conhecimento. E trago esculturas do povo iorubá. Por meio delas, de gravuras, e pinturas, vou reconstruindo outra historia sobre África. Cabeças de ifé, o retrato do imperador Mansa Muça, o homem mais rico que já existiu", explica Lima. "É legal os alunos saberem que descendem de povos que eram reis e rainhas, donos de grandes impérios", diz a educadora premiada. Lidiane Lima, uma das dez vencedoras do prêmio Educador Nota 10 Nidiacris Ribeiro/Trupe Filmes Outra professora que leva o ensino da história e cultura afro-brasileira para dentro das salas de aula é Catia Pereira, que dá aulas há 24 anos em uma escola privada em São Paulo. "Escolho textos de autoria negra para trabalhar em sala de aula, ou textos que tematizam a questão negra", diz a professora de português. Da turma de 42 alunos, somente um é negro. "Quando a gente pensa em uma educação antirracista, é para todos, tanto para protagonistas (negros) quanto aliados (não negros)", explica. Formação do professor Para Lucimar Felisberto dos Santos, pós-doutora em história e pesquisadora do Instituto Hoju, houve um ingresso tardio de homens negros e mulheres negras nas universidades, o que levou ao atraso nas pesquisas étnico-raciais. "Quando entrei na universidade, em 1997, o dado era que 2% dos universitários eram negros", afirma. "Isso fez com que as pessoas negras, com força para sensibilizar as brancas em espaços de decisões políticas, demorassem a aparecer. Quando se tem homens e mulheres negras pensando a reestruturação curricular, as demandas destes setores da sociedade vão estar lá", defende Santos. "O mais problemático é fazer entender que a questão racial é de toda uma sociedade e não de um grupo específico", diz a pós-doutora, que defende que professores não negros também abracem o ensino da cultura e história afro-brasileira. Atualmente, o percentual de alunos negros e pardos no ensino superior subiu para 38,14%, segundo o Censo do Ensino Superior, do MEC. Ainda assim, há desigualdades. Dos 3,2 milhões de alunos pretos e pardos na graduação em 2019, a minoria (882.977) estudava em instituições públicas. A maior parte, 2,3 milhões de alunos, estudava na rede privada. Para Paola Prandini, co-fundadora do AfroeducAção, entidade que produz ações estratégicas para a equidade racial brasileira, hoje é raro encontrar um professor que não conheça a Lei 10639 (que prevê o ensino da cultura e história afro-brasileira nas escolas), mas a aplicação precisa melhorar. A entidade faz pelo terceiro ano seguido a campanha #tiraraleidopapel, com vídeos nas redes sociais para refletir sobre a importância da aplicação desta legislação. "Avançamos em alguns pontos, como por exemplo o conhecimento em torno da lei, ou de quem fale que não tem acesso a material pedagógico, porque tem muito material disponível hoje em dia, em vários formatos: YouTube, site, portal, podcast, na linguagem que quisermos imaginar." Papel das escolas Prandini afirma que, apesar da lei 10639 e dos materiais disponíveis, ainda há desafios para implementá-la. "Ainda assim encontramos escolas em que, infelizmente, não se trabalha com a temática [do negro na sociedade brasileira] ou trabalha restritivamente só nesta semana da Consciência Negra. Isso não é o que a lei determina. Ela determina que histórias e questões da cultura afro-brasileiras devam ser trabalhadas transversalmente em todas as disciplinas." "A exclusão não acontece de um dia para outro, ela é construída", afirma Denise Carreira, coordenadora da Ação Educativa, que luta para melhorar as relações raciais nas escolas. A associação desenvolveu uma metodologia gratuita, em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), para identificar o racismo nas escolas. "Têm professores e professoras comprometidos com a luta antirracista, mas ainda precisam ser mais reconhecidos nas escolas. As secretarias de Educação têm que ampliar o investimento na formação do professorado", defende Carreira. Escolas de elite de SP são cobradas por educação antirracista: 'A gente quer sair dessa bolha' Crianças reproduzem racismo? O debate que transformou escola em São Paulo Vídeo Em 2019, o SP1 fez uma série de matérias chamada "Diário de Escola". Confira abaixo a reportagem que aborda o racismo e as agressões no ambiente escolar. Diário de Escola: casos de agressões por racismo e homofobia chegam a 44 no estado
Veja Mais

19/11 - Marcele Pereira é 1ª mulher negra eleita reitora da Unir: 'Minha chegada abre caminhos para inúmeras mulheres'
Ao G1, Marcele falou sobre os impactos da pandemia da Covid-19 no ensino superior e destacou que enquanto não houver vacina continuarão as aulas remotas; leia entrevista. Marcele Pereira, reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Ana Kézia Gomes/G1 Marcele Regina Nogueira Pereira, conversou com o G1 nesta quinta-feira (19) após ser nomeada reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir). Como primeira mulher negra eleita para o cargo ela falou sobre representatividade e também explanou sobre os impactos da pandemia da Covid-19 na educação. O mandato do atual reitor, Ari Ott, termina oficialmente na sexta-feira (20) e no dia seguinte começa a gestão "Unir Sociedade". Marcele acredita que será uma transição tranquila e segura. Inicialmente, a prioridade a curto prazo é tentar garantir a qualidade do ensino durante a crise sanitária. "Enquanto não tiver vacina as aulas da Unir vão continuar remotas. Sem dúvida, a gente não pode colocar em risco a saúde da nossa população e nem da nossa comunidade acadêmica. Nesse contexto, as aulas seguem acompanhando modelo remoto", disse Marcele. Quanto às questões orçamentárias a professora reconhece que em ordem federal foi imposta redução de gastos e disse que vai batalhar para que os recursos, quando chegarem, sejam bem distribuídos. E neste momento os investimento serão para retomada com saúde, tranquilidade e segurança às atividades educacionais. "Os recursos seguem realmente a orientação nacional e nesse sentido estamos também com as contas muito apertadas", comentou. Marcele Pereira tem 42 anos, é casada, mãe de três meninas e avó de um menino. Foi escolhida para ser reitora por consulta acadêmica, eleição no Conselho Superior e, por fim, nomeada pela Presidência da República. Marcele Pereira, reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Ana Kézia Gomes/G1 "Felizmente tivemos a grata surpresa de ter se cumprido a democracia no nosso país", comentou Para ela, a trajetória foi de muito trabalho: graduou-se em História, fez mestrado em Museologia e Patrimônio e doutorado na Europa em Sociomuseologia. Na Unir já atuou como pró-reitora de cultura, extensão e assuntos estudantis. "Sou uma mulher que com muito trabalho e muito estudo conseguiu trilhar um caminho que me trouxe até a Universidade Federal de Rondônia, onde, com muito orgulho, também me levou a ser docente de museologia no departamento de arqueologia". "Eu me sinto vitoriosa e creio que minha chegada aqui abre caminhos para inúmeras mulheres como eu: negras, pobres, da periferia. A minha missão e meu compromisso se estende não só para universidade, mas para inspirar essas mulheres, esses jovens. Dizer para eles que é possível". Para essas conquistas, Marcele destaca que é muito importante reforçar o compromisso com o social, com a dignidade humana e com a educação pública. VÍDEOS: Educação
Veja Mais

19/11 - Senado aprova texto que obriga governo a instalar internet em todas as escolas públicas até 2024
Projeto regulamenta uso do Fust, fundo criado para universalizar serviços de telecomunicações. Educação deve receber 18% dos recursos; infraestrutura em áreas pobres também é prioridade. O Senado aprovou nesta quinta-feira (19), por 69 votos a um, projeto que determina como deverá ser aplicado o dinheiro do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). O texto segue para sanção presidencial. A proposta obriga a implementação de internet banda larga, em "velocidades adequadas", em todas as escolas públicas do país, principalmente aquelas localizadas fora das cidades. Conforme o projeto, o poder público tem até 2024 para cumprir a meta. Pelo texto de autoria do ex-senador Aloizio Mercadante (PT-SP), o recurso deve ser destinado à redução de desigualdades regionais e ao desenvolvimento de tecnologias de conectividade para amenizar essas distorções. O projeto estabelece que os recursos do fundo vão cobrir, nas regiões com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): custos de ações para serviços de telecomunicações; políticas de inovação tecnológica, principalmente na zona rural, e o financiamento de projetos para ampliar o acesso da população aos diversos meios de comunicação. A lei que institui o Fust diz que do total de recursos do fundo, ao menos 18% serão aplicados em educação, nas escolas públicas. A versão do projeto que saiu da Câmara retirava essa previsão. O relator no Senado, Diego Tavares (PP-PB), retomou o ponto e o manteve na legislação. Pandemia expôs falta de internet nas escolas de alunos com menor renda; veja O fundo O Fust foi criado em 2000 com o objetivo de universalizar, e tornar acessíveis, serviços de comunicação (internet, telefonia, rádio e TV), especialmente para a população de baixa renda. As empresas do setor deixam de investir em regiões mais pobres, habitadas por poucas pessoas e cuja infraestrutura é inadequada, pois não recebem um retorno financeiro compensatório. O fundo, então, tenta compensar as companhias que decidirem investir nessas localidades. "Conclui-se que os serviços devem ser colocados à disposição dos usuários, independentemente dos custos que se apresentem. Esses serviços deverão atender a população excluída do mercado, primordialmente nas áreas de educação, de saúde, de segurança e as bibliotecas e regiões remotas e de fronteira, priorizando, principalmente, o acesso de portadores de necessidades especiais. Com esse objetivo, foi instituído o Fust, fundo financeiro que visa suportar, total ou parcialmente, os serviços supracitados", diz esclarecimento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Conselho O Fust vai ser administrado, segundo a proposta, por um conselho gestor ligado ao Ministério das Comunicações. O grupo será formado por membros de diversas pastas do governo e também contará com um representante da Anatel, dois das prestadoras de serviços de telecomunicações (uma sendo de pequeno porte) e mais três integrantes da sociedade civil. O colegiado será responsável por definir e aprovar os detalhes dos projetos assim como as regiões contempladas com o dinheiro, e também fiscalizar a aplicação desses investimentos. O conselho poderá escolher ainda se a efetuação das políticas públicas se dará por meio de licitação. A fiscalização também caberá à Anatel. As parcerias, para execução dos projetos, poderão acontecer entre a União e a iniciativa privada, cooperativas, escolas públicas, organizações da sociedade civil e escolas sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência. A proposta esclarece que o dinheiro do Fust vai ser distribuído de três formas: apoio não reembolsável, em que a empresa parceira não precisará devolver os recursos recebidos ao governo. O projeto, entretanto, diz que do montante total do fundo, apenas metade pode ser gasto dentro dessa modalidade; apoio reembolsável, em que a entidade prestadora do serviço devolve o dinheiro à União; e garantia, em que o acordo é firmado diante de condições de cumprimento das atividades do contrato. Pelo texto aprovado pelos deputados, as redes criadas com verbas do fundo, na modalidade não reembolsável, teriam de ser compartilhadas ao público. Um exemplo seria a rede de internet wi-fi de algum bairro aberta a todos os moradores. Todavia, o relator Diego Tavares excluiu essa obrigação do parecer. Senadores concordaram com o colega e o texto irá à sanção sem esse trecho. Redução de imposto A proposta permite reduzir, até a metade, o valor de um imposto cobrado das empresas de comunicação. Para isso, elas terão de utilizar recursos próprios na realização de programas e atividades aprovados pelo conselho gestor do Fust. O tributo é uma contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta da companhia, excluídos alguns impostos federais e estaduais, pela prestação de serviços de telecomunicações nos regimes público e privado. Isso se dá porque o estado, por meio de uma concessão ou permissão, autoriza as empresas a explorarem plataformas de comunicação, como os canais abertos de TV. Essa contribuição dada pelas empresas, junto de outras fontes como as transferências de recursos provenientes do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (Fistel), compõem o Fust. Lei atual A proposta exclui da lei em vigor vários objetivos do Fust como, por exemplo, atendimento a locais com menos de 100 habitantes, redução da conta de serviços de telecomunicações de escolas e bibliotecas e implantação de telefonia rural. Em seu relatório, Tavares argumentou que os recursos do fundo não vinham sendo aplicados adequadamente. Ele citou parecer de 2017 do Tribunal de Contas da União (TCU) que expôs que o dinheiro estava servindo para cobrir outras despesas como o pagamento de benefícios previdenciários e da dívida pública mobiliária interna. "Segundo a Corte, dos R$ 20,5 bilhões arrecadados entre 2001 e 2016, o montante efetivamente aplicado para a universalização dos serviços de telecomunicações, razão de ser do Fundo, correspondia a R$ 341 mil, ou seja, menos de 0,002% dos recursos arrecadados. Cerca de R$ 15,2 bilhões do Fust foram desvinculados e utilizados para outras despesas", explicou o parlamentar. Empréstimos por bancos públicos Durante a sessão desta quinta, o Senado também aprovou o projeto que dispensa pessoas e empresas de cumprirem uma série de requisitos na hora de solicitar empréstimo a bancos públicos. O texto segue para a Câmara dos Deputados. A proposta valerá para contratos firmados até 31 de dezembro ou enquanto durar o estado de calamidade pública no Brasil. Pelo texto, os bancos públicos não precisarão exigir os seguintes documentos para concessão de empréstimos: certidão de entrega de documento, pela empresa, com a relação de funcionários contratados; quitação eleitoral; certidão negativa de inscrição de dívida ativa da União; certificado de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); Certidão Negativa de Débito (CND); comprovante de pagamento do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) equivalente aos últimos cinco anos; consulta prévia do nome da empresa no Cadastro Informativo de créditos não quitados do setor público federal (Cadin). Segundo o projeto, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA) e do líder do governo Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), os bancos terão de encaminhar à Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, a cada três meses, a relação nos contratos estabelecidos por meio das novas regras que envolvam recursos públicos.
Veja Mais

19/11 - STF começa a julgar se crença religiosa de candidato pode levar a mudança na data de concursos
Plenário avalia se fiéis como os adventistas, que guardam o sábado, têm direito a remarcar provas. Análise foi interrompida após votos divergentes de Toffoli e Fachin. O Supremo Tribunal Federal (STF) começou a julgar, nesta quinta-feira (19), ações que discutem a possibilidade de mudar a data ou o local das provas de um concurso público para candidatos que, em razão de crenças religiosas, consideram o sábado um dia sagrado. O relator de uma das ações, ministro Dias Toffoli, defendeu nesta quinta que não existe o direito de candidatos à mudança na data das provas. O ministro Edson Fachin divergiu, votando a favor da possibilidade. Os demais ministros ainda devem votar. No caso julgado, um candidato adventista foi aprovado na prova objetiva, mas recorreu ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) para realizar o teste de aptidão física em dia diverso, em razão da religião. O pedido foi concedido pelo TRF-1, mas a União recorreu alegando violação ao princípio da igualdade. O governo também defendeu que não existe lei que autorize ou determine a aplicação de provas em horário diferenciado para beneficiar adeptos de religião, seita religiosa, grupos ou associações de qualquer natureza. Em outra ação, julgada no mesmo pacote e que tem Edson Fachin como relator, o debate é sobre o dever do administrador público de oferecer obrigação alternativa a um servidor que, em estágio probatório, não possa cumprir deveres funcionais em razão da crença. Ambos os casos têm repercussão geral – ou seja, a decisão do STF deve ser seguida pelas demais instâncias do Judiciário. Em janeiro de 2019, como um dos primeiros atos após a posse, o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que permite que estudantes da rede pública e privada faltem a provas ou aulas por motivos religiosos. Em alguns editais de provas e concursos, há previsão de que alunos adventistas iniciem os testes após o por do sol de sábado. Quando era aplicado aos sábados, por exemplo, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deixava os estudantes confinados durante a tarde, para que não tivessem contato com a prova e só começassem a resolver as questões após o pôr do sol. Alunos adventistas faziam Enem só após o por do sol; relembre na reportagem Votos No voto, o ministro Dias Toffoli afirmou que o concurso público "deve obedecer ao princípio da igualdade em todas as fases, evitando-se assim tratamento diferenciado a qualquer inscrito, salvo os casos previstos em lei ou situações excepcionais". "No meu entender, reconhecer a possibilidade de remarcação da data do teste de aptidão física para candidato praticante de adventismo vai de encontro aos valores igualitários e democratizantes da Constituição, além de violar o princípio laico de estado", afirmou Toffoli. O ministro disse ainda que outras religiões teriam que ser levadas em conta nessa diferenciação e que o estado é laico. "Não há para mim direito subjetivo direito à remarcação da prova com base na crença religiosa." O ministro Edson Fachin discordou de Toffoli. O ministro afirmou que vários estados editaram normas para assegurar esse direito. "Há, inerente ao direito à liberdade de religião, uma dimensão pública", afirmou. "Ninguém pode ser privado de direito por convicção religiosa." "O estado deve proteger a diversidade em sua mais ampla dimensão, dentre as quais incluo a liberdade religiosa e o direito de culto", complementou. Para o ministro, a mudança de data deve ser permitida e o administrador público deve oferecer condições para isso. Na ação sobre o estágio probatório, Fachin também votou para que o administrador forneça as condições para a sua realização.
Veja Mais

19/11 - Fachin pede que Bolsonaro explique critérios para a nomeação de reitores federais
Ação da OAB pede que governo seja obrigado a nomear primeiro colocado das listas tríplices, como ocorria tradicionalmente em gestões anteriores. Prazo para explicações é de cinco dias. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin determinou que o presidente Jair Bolsonaro preste informações sobre a nomeação de reitores e vice-reitores de universidades federais. A solicitação, divulgada nesta quinta-feira (19), foi feita em uma ação do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A entidade pede que o STF determine que o presidente deve nomear apenas os primeiros nomes das listas tríplices enviadas pelas instituições federais de ensino superior. Fachin também pediu informações à Advocacia-Geral da União (AGU) e à Procuradoria-Geral da República (PGR). O prazo para todos é de cinco dias. O ministro afirmou que o pedido merece apreciação célere, por se tratar de "questão que concerne à autonomia universitária assegurada mediante regra expressa pela Constituição da República". Relembre as polêmicas do Ministério da Educação no governo Bolsonaro Para a OAB, "a nomeação, nestes casos, consiste em ato meramente homologatório, não podendo a legislação federal que regula a gestão democrática das universidades e sua autonomia mitigar a autonomia determinada pela Constituição da República, e deixar ao crivo do Presidente da República uma livre escolha". Em julgamento de outra ação sobre o mesmo tema, em outubro, Fachin já havia votado a favor de que o primeiro colocado da lista tríplice fosse confirmado reitor. A ação era analisada no plenário virtual, mas o ministro Gilmar Mendes pediu a transferência do tema para julgamento físico, que ainda não tem data marcada. “Em face da autonomia universitária, este poder-dever não deve ser entendido como um instrumento de controle. Como apontamos acima, instrumentos desta natureza existem e estão constitucionalmente legitimados. Entretanto, a nomeação de Reitores e Vice-Reitores não pode ser interpretada como dispositivo para o desenvolvimento de agendas políticas ou como mecanismo de fiscalização”, escreveu Fachin. Como se escolhe o reitor A escolha dos reitores das universidades e institutos federais tem várias etapas, incluindo um processo interno. Pela lei, a nomeação definitiva cabe ao presidente da República. Na maior parte das instituições, há uma votação interna de professores, servidores e alunos para a formação da lista tríplice – que é então enviada ao governo federal. A lei permite que o presidente escolha qualquer um desses três nomes mas, em governos anteriores, o nome escolhido era sempre o mais votado. Em 2018, último ano de Michel Temer, todas as sete nomeações divulgadas pelo Ministério da Educação foram do candidato mais votado – mesmo quando a pasta questionou juridicamente a lista tríplice. Governo tentou mudar escolha de reitores via MP, mas Senado devolveu texto em junho; relembre Nos oito primeiros meses do governo Jair Bolsonaro, o presidente já tinha desrespeitado essa "tradição" em 6 das 12 nomeações para reitorias de universidades e institutos. Nesta semana, estudantes e servidores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) protestaram contra a nomeação do menos votado da lista tríplice, Valdiney Veloso Gouveia. Nesta quinta, Bolsonaro voltou a driblar o mais votado de uma lista tríplice, nomeando o segundo colocado, Gildásio Guedes Fernandes, para a reitoria da Universidade Federal do Piauí (UFPI). Em junho, o governo editou medida provisória que dava ao então ministro da Educação, Abraham Weintraub, poderes para nomear reitores durante a pandemia. Após forte reação de especialistas e políticos, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), devolveu o texto ao Executivo e a MP foi revogada.
Veja Mais

19/11 - Bolsonaro nomeia Marcele Pereira como reitora da Unir
A reitora eleita era a primeira na lista tríplice enviada à Presidência da República. Marcele substitui o professor Ari Miguel Teixeira Ott. Dra. Marcele Regina Nogueira Pereira, nova reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir) Unir/Reprodução A professora Marcele Regina Nogueira Pereira foi nomeada reitora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), pelo presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (19). A escolha de reitores de universidades federais se dá em três etapas: Consulta à comunidade acadêmica que aconteceu no dia 6 de agosto; A eleição no Conselho Superior (Consun), para formação de lista tríplice; E por fim, a nomeação da Presidência da República. A nova reitora estava na lista tríplice junto com Cynthia Cristina Morais Mota e Luís Fernando Novoa Garzon. A lista foi formada durante reunião virtual do Conselho Universitário, em 17 de agosto deste ano, onde Marcele ficou em primeiro lugar, com 28 votos — 44 conselheiros votaram. Conforme o departamento de Arqueologia da Unir, a professora Marcele tem experiência na área de políticas públicas e museologia. Tem doutorado em Sociomuseologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT) em Portugal com diploma revalidado no Brasil pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO). Marcele é mestre pelo programa de pós-graduação em Museologia e Patrimônio da Universidade do Rio de Janeiro e graduada em História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Como reitora ajudará a colocar em prática as decisões tomadas pelos Conselhos Superiores da universidade. É a reitoria que também coordena, fiscaliza e executa o trabalho desenvolvido pelas instâncias acadêmicas e administrativas. Marcele substitui o professor Ari Miguel Teixeira Ott na reitoria. Nomeação, no Diário Oficial, da Prof. Dra. Marcele Regina Nogueira Pereira, como reitora da Unir. Diário Oficial/Reprodução VÍDEOS: Educação
Veja Mais

18/11 - Temos de impedir que crise de aprendizagem na pandemia vire catástrofe, diz Unesco
Aos 75 anos, órgão planeja declaração sobre uso ético da inteligência artificial para 2021. Pesquisa mostrou que três em cada dez jovens no Brasil já consideraram não voltar à escola ou à faculdade durante a pandemia Getty Images No Brasil, três em cada dez jovens já consideraram, durante a pandemia, não voltar à escola ou faculdade, segundo pesquisa do Conjuve (Conselho Nacional da Juventude) lançada em julho. Para evitar que esse movimento de evasão escolar se concretize, será necessário que as políticas educacionais sejam combinadas com políticas de renda para a juventude, já que parte desse abandono da educação se deve à busca por emprego por necessidade de contribuir para a renda familiar, avalia Marlova Jovchelovitch Noleto, diretora e representante da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil. Enem 2020: candidatos de grupos de risco para Covid podem fazer prova em sala separada; veja como pedir atendimento especial "Não podemos permitir que essa crise de aprendizagem se transforme, de nenhuma maneira, em uma catástrofe de aprendizagem", diz Noleto, que em 2018 se tornou a primeira mulher a ocupar o mais alto cargo na Unesco no país. Criada no pós-Segunda Guerra, a organização completa nesta semana 75 anos e, conforme a diretora, tem como desafio manter a relevância e a atualidade de seu mandato, num mundo que passou nos últimos anos por um enfraquecimento do multilateralismo. De olho nos novos tempos, a representante da Unesco destaca o papel da inclusão digital em um pós-pandemia ,em que o ensino deverá ser uma mistura de presencial e à distância. Segundo ela, neste novo cenário, o Estado terá papel central em garantir a conectividade ― reconhecida pela ONU como um direito desde 2012 ― e fomentar políticas como o financiamento para compra de equipamentos pelos alunos. PNAD confirma relação entre pobreza e falta de acesso à educação à distância na pandemia A Unesco também realiza neste momento uma discussão entre seus 193 países-membros sobre as implicações éticas do uso da inteligência artificial. E planeja lançar, até novembro de 2021, uma declaração sobre o tema que possa ser adotada e ratificada pelos países. Confira os principais trechos da entrevista: BBC News Brasil - Quais são os principais desafios da Unesco nesse momento em que a entidade completa 75 anos? Marlova Noleto - A Unesco foi criada em 1945, logo depois da Segunda Guerra. É uma das agências mais antigas das Nações Unidas. O mais importante desafio de uma organização que completa 75 anos é continuar importante e seguir com seu mandato sempre atual e relevante. 2020 foi um ano profundamente desafiador, porque a pandemia escancarou as fragilidades da sociedade, deixando ainda mais evidentes as nossas desigualdades. Nesse sentido, o mandato da Unesco é muito relevante, porque ele trabalha com educação e ciência, coisas em que hoje toda a humanidade está redobrando a sua aposta. BBC News Brasil - Os últimos anos foram marcados por um certo ocaso do multilateralismo, com os Estados Unidos sob Donald Trump esvaziando organizações como a OMC [Organização Mundial do Comércio], a OMS [da Saúde] e a própria ONU. Na avaliação da senhora, a mudança de governo naquele país e a experiência da pandemia podem levar a um fortalecimento dos organismos multilaterais nos próximos anos? Noleto - Não tenho a menor dúvida de que a pandemia reforça e muito o multilateralismo. Observe agora o que está acontecendo na busca pela vacina. Estamos trabalhando num campo que é o da cooperação internacional. As vacinas são desenvolvidas num país e testadas em outros. O próprio esforço de vacinação em massa, que demandará logística e coordenação, também é um esforço de cooperação internacional. BBC News Brasil - Em setembro, a senhora defendeu, junto às diretoras da Unicef [Fundo das Nações Unidas para a Infância] e da Opas [Organização Pan-Americana da Saúde] no Brasil, que a abertura segura das escolas deveria ser uma prioridade. O desafio para essa reabertura aumentou agora, com o Brasil passando por um novo aumento de casos de covid-19? Noleto - Nós acreditamos que reabrir as escolas é uma prioridade. Mas a Unesco defende que também é uma prioridade preservar e salvar vidas. Então acreditamos num diálogo integrado entre as áreas de educação e saúde, para que se possa reabrir as escolas com segurança, ouvindo todos os atores relevantes. BBC News Brasil - Neste momento em que há um crescimento do número de casos, é mais difícil falar em reabertura? Esse movimento pode ser adiado? Noleto - É preciso avaliar caso a caso, localmente, para que se possa tomar a decisão mais segura para cada local. Isso significa uma conversa no nível do município. Precisamos também revisitar a infraestrutura das escolas. Ter cuidado com todos os trabalhadores da educação, não apenas os professores. Ter testagem e ambientes ventilados adequados, para que se possa reabrir as escolas em segurança. Mas em nenhum momento recomendamos não abrir. O que recomendamos, a partir de agora, é buscar conhecer as condições de cada localidade, para fazer um retorno seguro. BBC News Brasil - Qual é a importância da reabertura? Noleto - As perdas educacionais deste ano foram muito significativas e precisamos lembrar que educação é um direito humano fundamental. Não podemos permitir que essa crise de aprendizagem se transforme, de nenhuma maneira, em uma catástrofe de aprendizagem. BBC News Brasil - Estudo publicado em julho pelo Conjuve mostrou que, em meio à pandemia, três em cada dez jovens pensaram em não retornar à escola. O que precisará ser feito para mitigar a evasão escolar nos próximos anos? Noleto - Isso é algo que nos preocupa muito. A Unesco participou dessa pesquisa com o Conselho Nacional da Juventude e a Fundação Roberto Marinho. E é evidente que parte desse abandono à escola está ligado à busca por emprego e à necessidade de contribuir na renda familiar. Os jovens estão profundamente desafiados durante a pandemia e o risco da evasão é um risco real, sobretudo para as meninas e as jovens mulheres. Então precisamos trabalhar políticas educacionais, mas também políticas que foquem nos jovens, desenhando ações de empreendedorismo, buscando ajudá-los a permanecer na escola, ao mesmo tempo que possam contribuir na sua renda familiar. Então o desafio é muito grande. BBC News Brasil - Com a perspectiva de que, no retorno às aulas, o ensino continue a ser híbrido entre presencial e à distância, especialistas em educação têm defendido que a inclusão digital precisa deixar de ser um serviço, para tornar-se um direito fundamental. Como a senhora avalia essa questão? Noleto - A ONU defende que a conectividade é um direito desde 2012 e a exclusão digital nos preocupa muito. As formas de ensino à distância vieram para ficar. E teremos que ter mecanismos para lidar com isso, superando a desigualdade e buscando maneiras de atender também àqueles que não têm os equipamentos adequados, nem os pacotes de dados necessários. BBC News Brasil - Qual deve ser o papel do Estado em prover essas soluções? Noleto - O Estado, em todos esses temas educativos, deve buscar maneiras de minimamente compensar essa desigualdade. Quer seja trabalhando em campanhas que ampliem a conectividade, ou ainda buscando fazer com que os alunos possam ter acesso a financiamentos para compra dos equipamentos adequados, compensando o que chamamos de exclusão digital. BBC News Brasil - A educação deve passar por mudanças permanentes como resultado da experiência da pandemia? Noleto - Não temos dúvida que sim. A transformação dos sistemas educacionais foi estimulada e reforçada durante a pandemia. Vimos muitas soluções inovadoras na aprendizagem florescerem na crise, numa combinação do presencial com o digital. Por isso a importância de uma revisão dos sistemas, para que eles passem a ser mais flexíveis, equitativos e inclusivos. Mas, para isso, nós precisamos olhar para o financiamento global da educação. E precisamos aumentar os investimentos, para que os sistemas educacionais possam ser revisados. A combinação do digital com o presencial demanda recursos. BBC News Brasil - No Brasil, há todo um debate se a educação precisa de fato de mais recursos, ou se esses recursos só precisam ser melhor administrados. Como a senhora vê esse embate? Noleto - O Brasil é um país que tem um bom investimento em educação, mas não resta dúvida que ainda precisamos investir mais. Precisamos investir na infraestrutura das escolas, na formação adequada dos professores, na capacitação. Diante da pandemia, isso se tornou ainda mais fundamental. Precisamos de escolas que sejam ventiladas, tenham saneamento básico, e condições adequadas de higiene. Precisamos da capacitação e da formação adequada dos professores para combinar esse modo híbrido de uma educação digital com presencial. É hora de reinventar a educação e acelerar as mudanças positivas. BBC News Brasil - Com o fim do auxílio emergencial previsto para dezembro, e sem perspectivas de uma ampliação do Bolsa Família no próximo ano, o aumento esperado do desemprego e da pobreza podem impor um desafio adicional à infância e à educação? Noleto - Não vou comentar aqui as políticas brasileiras, mas faço uma avaliação global sobre os desafios trazidos pela pandemia. A crise do coronavírus aprofundou nossas desigualdades. Isso é uma realidade para o mundo todo e, no Brasil, não será diferente. BBC News Brasil - Em artigo publicado nesta semana no jornal O Globo, a senhora destacou que a Unesco discute nesse momento as implicações éticas do uso da inteligência artificial. O que está sendo pensado pela organização nesse sentido? Noleto - A Unesco tem também funções normativas. Tendo uma governança de países - são 193 países-membros - uma das demandas feitas à organização foi discutir as implicações éticas da inteligência artificial, porque sabemos que ela tem uso crescente no mundo e é preciso que se discuta de que maneira as questões éticas vão estar colocadas. Quem vai decidir, por exemplo, se uma pessoa terá ou não determinado atendimento, como os algoritmos influenciarão a vida e a saúde das pessoas, como eles impactarão os direitos humanos. BBC News Brasil - A expectativa então é que dessa discussão saia alguma normativa? Noleto - Uma declaração e uma recomendação, que os países possam adotar e ratificar. Temos a expectativa de que ela esteja pronta em 2021, para nossa conferência geral, que acontece no mês de novembro. BBC News Brasil - A Unesco também tem entre seus mandatos a Cultura, uma das áreas mais afetadas pela pandemia, já que muitos dos eventos culturais dependem do encontro entre pessoas para acontecer. Como a organização vê o futuro do setor? Noleto - Estamos confiantes e muito com o setor da cultura. Percebemos que a arte foi uma das formas mais importantes de manter a coesão social durante a pandemia. Vimos uma reinvenção do setor com lives, visitas virtuais a museus, espetáculos de danças, de orquestras, de filarmônicas, reinventando formas para que, durante a pandemia, o ser humano não ficasse privado do contato com a arte e com a acultura. Não resta dúvida que a impossibilidade dos eventos presenciais impactou muito do ponto de vista econômico, mas acreditamos que as indústrias criativas estão se reorganizando para emergir muito mais fortes. Vídeos: Educação
Veja Mais

18/11 - Prefeito de Nova York decreta o fechamento de escolas para conter novo avanço da Covid-19
Medida passa a valer a partir de quinta-feira (19); aulas continuarão a ser oferecidas de maneira remota. Crianças caminham por Nova York em meio à pandemia de coronavírus. Angela Weiss / AFP O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, decretou nesta quarta-feira (18) o fechamento das escolas públicas para conter um novo avanço da epidemia de coronavírus na cidade. A medida já passa a valer a partir de quinta-feira (19). "Na última semana, cerca de 3% dos testes para Covid-19 na cidade de Nova York deram positivo", disse de Blasio em uma rede social. "Infelizmente isso significa que as escolas públicas estarão fechadas a partir de amanhã, quinta-feira, 19 de novembro, como sinal de um excesso de precaução." As aulas do sistema público continuarão a ser oferecidas de maneira remota. Em entrevista coletiva, de Blasio disse que as escolas permanecerão fechadas também durante o feriado de Ação de Graças – no final de novembro. Os alunos da rede pública de Nova York receberão tablets para poder acompanhar as aulas, que começaram há pouco mais de dois meses. Nos Estados Unidos, diferentemente do Brasil, o ano letivo começa em setembro – após o verão do hemisfério norte – e termina em junho. Malik Lewis, diretor da escola de ensino médio West Brooklyn Community High, em Nova York. Foto de outubro de 2020. Kathy Willens/AP O prefeito disse ainda que o governo nova-iorquino está preparado para "lutar contra uma segunda onda da Covid-19". Na semana passada, o governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, já havia decretado o fechamento antecipado de restaurantes, bares e academias em toda a região. Cuomo disse ainda que reuniões privadas, com mais de 10 pessoas, estão proibidas. Ele afirmou que as restrições são necessárias porque novas infecções por coronavírus foram associadas a esses tipos de atividades. A cidade de Nova York já foi apontada como o epicentro da pandemia de Covid-19, ainda no final do primeiro semestre deste ano. Os Estados Unidos são o país mais afetado pela doença em todo o mundo, com mais de 11,4 milhões de casos e 249,4 mil mortes. Initial plugin text
Veja Mais

18/11 - Unicamp adia retorno de até 80% dos servidores e 50% dos alunos para 'observar evolução da pandemia'
Etapa 4 da retomada nos campi estava prevista para 30 de novembro e ocorrerá em 14 de dezembro. Nota cita alta de 18% nas internações por Covid-19 no estado e adiamento da reclassificação do Plano SP. Estudantes no campus da Unicamp, em Campinas, em foto registrada antes da pandemia do novo coronavírus Fernando Pacífico / G1 A Unicamp decidiu nesta quarta-feira (18) adiar de 30 de novembro para 14 de dezembro a etapa 4 da retomada das atividades presenciais nos campi, que prevê o retorno de até 80% de servidores e 50% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão. A medida ocorre para que a universidade observe a evolução da pandemia do novo coronavírus. A retomada dos alunos aos campi (Campinas, Limeira e Piracicaba) começou nesta semana com limite de 25%. Já a volta de servidores iniciou em 19 de outubro. A Universidade de Campinas foi a primeira pública brasileira a interromper as atividades para evitar a transmissão do novo coronavírus. Em nota, a Comissão Interna para Monitoramento da Covid-19 cita o crescimento de 18% nas internações por coronavírus no estado de São Paulo na semana de 8 a 14 de novembro e a decisão do governo estadual de adiar para o dia 30 de novembro a reclassificação das regiões do estado no Plano São Paulo de retomada. "O Governo do Estado mantém-se alerta à possível ocorrência de aumento nas internações em leitos de UTI, por Covid-19 (durante a semana epidemiológica, de 8 a 14 de novembro), com crescimento de 18% em relação à semana anterior (...) Há a possibilidade de que este efeito resulte de subnotificações decorrentes de problemas de inserção tempestiva dos dados devido à instabilidades no sistema Sivep-Gripe do Ministério da Saúde a partir de 5 de novembro". A universidade também afirma que não há, internamente, nenhuma evidência de recrudescimento da pandemia na comunidade universitária. Segundo a comissão interna, a Unicamp adotou o princípio de seguir o Plano São Paulo e, com a mudança nas datas do governo estadual, optou por também adiar a próxima etapa de retomada das atividades. A universidade afirma que a alteração não vai prejudicar as atividades programadas, já que apenas 21,3% dos servidores técnicos-administrativos retornaram ao trabalho até esta semana -- o permitido era 60%. "A recomendação é para que as unidades e órgãos continuem com atividades predominantemente remotas." A alteração na etapa 4 afeta também a seguinte, que estava prevista para 14 de dezembro e ficará, provisoriamente, para 11 de janeiro 2021. Na quinta fase, todos os servidores vão poder voltar, além de 75% dos alunos e mais 75% de crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo. Retomada na universidade O reinício das atividades presenciais ocorreu em 19 de outubro, com a liberação da volta facultativa de até 20% dos servidores. Já em 2 de novembro, a universidade elevou indicador para até 40% dos funcionários. Nesta segunda-feira (16), foi permitido o retorno de até 60% de servidores e 25% de alunos de graduação, pós-graduação e extensão, além de 25% de crianças do Centro de Convivência Infantil. Definido em 14 de setembro, o calendário da retomada prevê mais quatro etapas, sendo a última a retomada total. Infográfico mostra quais são os erros e acertos ao usar a máscara G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Veja Mais

18/11 - Enem 2020: candidatos de grupos de risco para Covid podem fazer prova em sala separada; veja como pedir atendimento especial
Solicitação deve ser feita até 7 de janeiro, pela central de atendimento do Inep. Idosos não precisam fazer pedido - já serão automaticamente colocados em salas com menor número de alunos. Escolas do Rio foram adaptadas para receberem alunos durante pandemia de Covid-19 Divulgação/Prefeitura do Rio Candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 com maior risco de desenvolver a forma grave da Covid-19 podem solicitar atendimento especial na aplicação da prova. Ou seja: asmáticos, obesos e doentes crônicos, por exemplo, têm a possibilidade de ficar em salas com número reduzido de alunos. Camilo Mussa, presidente substituto do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), afirmou ao G1 que os estudantes podem ligar para a central de atendimento (0800 616161) até 7 de janeiro, quando faltarão 10 dias para o exame. “É um canal que sempre existiu para o candidato fazer solicitações depois do período de inscrição. Analisaremos os pedidos de quem precisa ficar isolado ou em espaços com menos pessoas”, diz. Para os idosos, que também são do grupo de risco, não há necessidade de procurar a central. Pela data de nascimento informada na inscrição, o Inep já agrupará os candidatos com mais de 60 anos em salas separadas. Segundo Mussi, é importante esclarecer que haverá o cuidado geral em reduzir o número de alunos por sala. As solicitações de atendimento especial devem ser feitas apenas por quem realmente precisa, por alguma questão de saúde específica, de um distanciamento social ainda maior. Mesmo antes da Covid-19, canal já recebia casos especiais Na própria inscrição, sempre houve a possibilidade de pessoas com deficiência, gestantes, lactantes, idosos ou alunos de classes hospitalares justificarem a necessidade de algum tipo de atendimento específico - como máquina de escrever em braile e cão-guia (para cegos) e bomba de insulina (para diabéticos). Alguns casos, no entanto, não são previstos pelo edital e podem ser resolvidos posteriormente pelo telefone. “Um candidato que, na edição passada, descobriu que estava com câncer depois da inscrição pôde ligar no 0800 e pedir para fazer a prova em sala separada. A gente é inclusivo”, afirma Mussi. Neste ano, o mesmo canal será usado para os casos relacionados à pandemia. Reaplicação do Enem para pacientes com Covid Pelo edital, pacientes com Covid-19 na data do exame devem informar o diagnóstico pela página do participante até a véspera da prova. Assim como nos casos de outras doenças infectocontagiosas (coqueluche, difteria, varíola, influenza A e B, sarampo, rubéola, varicela, etc.), o Inep analisará uma possível participação do aluno na reaplicação do Enem impresso, prevista para fevereiro de 2021. Cronograma do Enem Solicitação de atendimento especial: até 7 de janeiro Provas impressas: 17 e 24 de janeiro Prova digital: 31 de janeiro e 7 de fevereiro Reaplicação da prova: 24 e 25 de fevereiro (para pessoas afetadas por eventuais problemas de estrutura) Resultados: a partir de 29 de março Veja vídeos de Educação: Professora orienta alunos que vão prestar o Enem
Veja Mais

18/11 - 'Homeschooling': Câmara Legislativa do DF aprova em 1º turno projeto que permite educação em casa
Proposta teve voto favorável de 11 deputados e ainda precisa ser analisada em segundo turno. Saiba o que diz texto. Estudante em escola da rede pública de ensino do DF Andre Borges/Agência Brasília A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou em primeiro turno, na noite desta terça-feira (17), projetos de lei que regulamentam o "homeschooling", ou seja, o ensino em casa na capital. A proposta teve o voto favorável de 11 deputados, e cinco contrários (veja mais abaixo). O texto ainda precisa ser analisado em segundo turno e, se aprovado, necessita da sanção do governador Ibaneis Rocha (MDB). Segundo a proposta, após a sanção, a norma deve ser regulamentada em até 90 dias. Câmara Legislativa do DF discute lei que permite o 'homeschooling', a educação em casa STF decide que pais não podem tirar filhos da escola para ensiná-los em casa Os atrativos e as polêmicas da educação domiciliar, que virou caso de Justiça no Brasil Os parlamentares analisaram três projetos, que tramitaram conjuntamente: um apresentado pelo governo do DF, um do deputado João Cardoso (Avante) e outro da distrital Júlia Lucy (Novo). Regras De acordo com o texto, fica permitida a modalidade de ensino, para que familiares e responsáveis sejam encarregados pela educação de crianças e adolescentes. Quem optar pelo modelo precisa fazer um registro junto à Secretaria de Educação do DF (SE-DF). Os interessados podem adotar ou desistir do modelo a qualquer momento. Para aderir, os familiares terão que comprovar capacidade técnica para transmitir os conhecimentos, de acordo com as exigências da pasta. Também precisarão ter aval de um assistente social, um pedagogo e um psicólogo, e serão acompanhados por um conselheiro tutelar. Segundo a proposta, os alunos dessa modalidade devem ter direito ao passe live, a uma carteira de estudante e a "todos os direitos relativos aos serviços públicos de educação, sendo assegurada a isonomia de direitos entre os estudantes da educação regular de ensino e da educação domiciliar naquilo que for compatível". O texto afirma ainda que os familiares também precisam garantir "convivência necessária ao adequado desenvolvimento social" e horários de lazer compatíveis com o da rede regular de ensino. Avaliação Projeto sobre educação domiciliar está em dicussão na Câmara Legislativa De acordo com o projeto, os alunos em "homeschooling" devem ser avaliados em testes com o mesmo nível de exigências dos estudantes da rede pública. Caso sejam aprovados nos exames, os estudantes devem receber certificado de conclusão dos cursos. Já se o desempenho for insatisfatório, o aluno não recebe o documento. Ainda segundo o texto, a Secretaria de Educação deve garantir vagas nas escolas públicas para os estudantes que desistirem da modalidade por qualquer razão. Além disso, "deverá disponibilizar serviço de consultoria, digital ou presencial, aos pais ou responsáveis para tirar dúvidas quanto aos conteúdos programáticos, avaliações e outras dúvidas que possam surgir durante o período de aprendizagem". Ficam proibidos de aderir à modalidade os pais ou responsáveis legais que tenham sido condenados criminalmente. Discussão na CLDF A sessão desta terça teve discussões acaloradas entre os parlamentares sobre o tema. O deputado Fábio Felix (Psol) argumentou que a norma pode ser declarada inconstitucional já que, para ele, o tema é da alçada do Congresso Nacional, e não da CLDF. O parlamentar também disse que a medida pode causar um "esvaziamento" da voz das crianças e dos adolescentes, já que a decisão sobre a adesão ao modelo é do responsável legal. Felix ainda demonstrou preocupação com os efeitos que o "homeschooling" pode ter nas habilidades sociais dos estudantes. "A escola não é só um espaço de aprendizagem, não é um espaço só de captação de conhecimento. A escola é um espaço de coexistência, de sociabilidade, de diálogo, de senso de comunidade." Os deputados Leandro Grass (Rede), Arlete Sampaio (PT) e Reginaldo Veras (PDT) também ressaltaram a importância da escola na formação dos estudantes. Grass apontou o risco de que a modalidade acabe retirando proteção de crianças que vivem em famílias que desrespeitam os direitos dos menores. "Quando você aprova uma lei [como essa], você está dando uma permissão tanto para famílias que têm responsabilidade e cuidam dos seus filhos, quanto para famílias que podem sujeitar essas crianças a uma série de vulnerabilidades", disse. O deputado Delmasso, defensor da proposta, argumentou que as famílias têm direito a escolher a forma como os filhos devem ser educados. "Esse projeto dá o direito de escolha da família de fazer, sim, a educação dentro da sua casa e por formação ideológica, qual é o problema? Qual o problema, por exemplo, de eu querer ensinar ao meu filho ou à minha filha aquilo que eu acho que é correto? Quando ele crescer, com certeza, vai ter contato com outros indivíduos e vai fazer o seu julgamento, o seu juízo de valor." Já a distrital Júlia Lucy, autora de um dos projetos, disse que o modelo garante que as necessidades particulares das crianças serão atendidas no processo de ensino. Segundo a parlamentar, as famílias que preferem o "homeschooling" já o adotam mas, por falta de regulamentação, os estudantes ficam "invisibilizados". "Esses filhos não são acompanhados pelo Estado. Esses adolescentes, essas crianças, hoje estão invisibilizadas pelo Estado", disse. Como votaram os deputados A favor: Daniel Donizet (PL) José Gomes (PSB) Valdelino Barcelos (PP) Martins Machado (Republicanos) Agaciel Maia (PL) Júlia Lucy (Novo) Fernando Fernandes (Pros) Reginaldo Sardinha (Avante) João Cardoso (Avante) Delmasso (Republicanos) Contra: Fábio Felix (Psol) Chico Vigilante (PT) Leandro Grass (Rede) Reginaldo Veras (PDT) Arlete Sampaio (PT) Leia mais notícias sobre a região no G1 DF.
Veja Mais

17/11 - Anita, a adolescente italiana que batalha contra o fechamento das escolas pelo coronavírus
Menina pede às autoridades da Itália prioridade às escolas. Pandemia no país atinge níveis alarmantes nesta segunda onda da Covid-19 na Europa. Anita Iacovelli (à esquerda) se senta nesta terça-feira (17) ao lado da amiga Lisa Rogliatti em protesto pela reabertura das escolas de Turim, na Itália Miguel Medina/AFP A adolescente Anita Iacovelli, de 12 anos, se instala todos os dias em frente a sua escola em Turim, na Itália, para exigir a reabertura da instituição. O protesto se tornou símbolo do movimento de estudantes que se rebelam contra os fechamentos de locais de ensino por causa da pandemia de Covid-19. Desde 6 de novembro, data em que o governo classificou o Piemonte como "zona vermelha" devido ao alto índice de infecções por coronavírus, Anita, acompanhada de sua mãe, vai todos os dias ao Colégio Ítalo Calvino para acompanhar as aulas on-line. "Quando anunciaram que as escolas estavam fechando, pensei comigo mesmo que não aguentaria mais um ano com o sistema de educação à distância. É difícil me concentrar na frente do computador", explicou à AFP-TV. A jovem costuma sentar-se em uma cadeira e utilizar uma pequena escrivaninha que carrega de sua casa e por alguns dias é acompanhada de sua amiga Lisa e também de alguns alunos da Universidade Gioberti, localizada não muito longe, que defendem pacificamente o acesso à educação. Todas as manhãs, Anita Iacovelli chega com sua cadeira rosa fosforescente e sua mesinha e se senta em frente à escola e coloca uma placa para explicar sua batalha: "Presente! Escola com aulas é nosso direito. Prioridade à escola!". Envolta em seu casaco e com luvas de frio, a menina acompanha as aulas em seu computador e usa alguns livros e cadernos. Protesto desta terça-feira (17) em Turim, na Itália, pela reabertura das escolas Miguel Medina/AFP A ministra da Educação, Lucía Azzolina, a parabenizou pela iniciativa e força de vontade e garantiu que as escolas serão reabertas quando a situação epidemiológica permitir. "Ela me ligou e me deu os parabéns porque gostou da minha batalha, me disse que faria todo o possível para reabrir as escolas o mais rápido possível", resumiu Anita à AFP-TV. "Preciso de tudo relacionado à escola: as aulas presenciais, olhar nos olhos dos professores e não na tela, estar na companhia dos meus colegas, acordar de manhã e me preparar para ir à escola em vez de ficar em casa de pijama na frente do computador", confessou. 'Ela não pediu permissão' Jovens protestam pela reabertura das escolas em Turim, na Itália, nesta terça-feira (17) Miguel Medina/AFP A mãe de Anita, Cristiana Perrone, apoia a luta da filha e garante que foi uma iniciativa dela. "Ela não me pediu permissão, simplesmente me disse: 'Vou me instalar na minha escola'". "Na manhã em que a região virou zona vermelha e eu disse a ela que as escolas iam fechar (...) ela ficou muito brava", contou. Em outras regiões da península, grupos de alunos aderiram à iniciativa e acompanham as aulas fora das instalações. Segundo levantamento do site Studenti.it, do grupo editorial Mondadori, do qual participaram 30 mil alunos do ensino médio, 84% dos entrevistados perceberam como "negativas" as medidas impostas às regiões vermelhas, consideradas de alto risco, incluindo Lombardia, Piemonte, Vale de Aosta, Calábria, Toscana e Campânia. Itália vê piora nos números Funcionários entram em hospital de Nápoles, na Itália, com paciente em maca, nesta quinta-feira (12) Filippo Monteforte/AFP A Itália, que registrou a morte de 45 mil pessoas desde o início da pandemia, soma mais de 1,2 milhões de infectados. Apenas entre segunda e terça-feira, o país registrou 731 óbitos por Covid, o pior número desde o início de abril, e 32.191 novos infectados — o que elevou o total de mortos para 46,4 mil e o de casos, para 1,2 milhão. O país é o sexto em número de mortes (atrás de EUA, Brasil, Índia, México e Reino Unido) e o nono em número de casos. Para tentar conter o vírus, o governo italiano decretou até 3 de dezembro um toque de recolher nacional entre as 22h e as 5h, restringiu o horário dos restaurantes e fechou cinemas, teatros, ginásios ou piscinas. VÍDEOS: saiba mais sobre o coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

17/11 - Enem 2020: a dois meses do exame, saiba como se preparar para a prova
Materiais oficiais ajudam no preparo para o exame e são disponibilizados pelo Inep; veja como acessar. Candidatos ao Enem 2020 devem se preparar para a prova em meio à suspensão das aulas presenciais. Surface / Unsplash Candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2020 podem contar com materiais oficiais do governo para se prepararem para as provas. A data original, em novembro, foi adiada devido à pandemia do coronavírus. O Enem 2020 será aplicado nos dias: 17 e 24 de janeiro (prova impressa) 31 de janeiro e 7 de fevereiro (prova digital) Como estudar para o Enem 2020 Com a suspensão das aulas presenciais na maior parte do país, o Enem 2020 trará um desafio a mais para os candidatos: a preparação para a prova a partir de estudos em casa. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pelo Enem, disponibiliza em seu portal provas e gabaritos de edições anteriores. Assim, é possível estudar com base no que já caiu no Enem. O portal do Inep sobre o Enem é o https://enem.inep.gov.br/antes#prepare-se-para-provas Além disso, o Inep também disponibiliza a Matriz de Referência do Enem, com a descrição do que será avaliado em cada área do conhecimento. Na Cartilha do Participante, há orientações sobre a redação, com dicas sobre como estruturar o texto, e exemplos de redação nota 1000 (a maior atingida no exame). Este material tem uma versão direcionada àqueles que têm a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua. O Inep também tornou disponível o manual de correção, usado para treinar os corretores das provas. Assim, os candidatos saberão o que o corretores buscam no texto para avaliá-lo. Na Plataforma Videoprova em Libras, é possível estudar questões de provas anteriores traduzidas para os candidatos surdos. Saiba mais: Veja o que mudou no calendário de vestibulares e exames por causa da pandemia Planos de estudos Para se preparar para o exame, professores de cursinhos sugerem que os alunos façam cronogramas de estudos, separando o que será estudado em cada dia da semana. Nesta reportagem do G1, há sugestões de estudos para cada dia da semana. Também é possível saber quais temas priorizar dentro de cada área. Redação Além dos materiais do Inep sobre a correção da redação, é possível se preparar para a redação sabendo quais são os principais erros que aparecem nos textos. Uma análise feita pela Letrus, uma empresa de tecnologia com foco em educação, em mais de 240 mil redações feitas por estudantes do ensino médio a partir de temas propostos para o Enem, aponta onde os candidatos mais erram. Os principais deslizes são no uso de crase, acentos, "onde", "aonde", e dos porquês, conforme o G1 mostrou nesta reportagem. Leia também: Inep divulga critérios para correção da redação do Enem; objetivo é ajudar estudantes a se prepararem para a prova Playlist: Educação
Veja Mais

17/11 - Unicamp abre inscrições em 116 vagas no Vestibular 2021 para premiados em olimpíadas de conhecimento
São 29 opções de cursos ao todo e inscrição gratuita pode ser feita a partir desta terça-feira (17) até 8 de janeiro, pela internet. Veja a lista completa de cursos. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está com vagas abertas para premiados de olimpíadas de conhecimento no Vestibular 2021 Neldo Cantanti/Unicamp A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) abre nesta terça-feira (17) as inscrições voltadas para premiados em olimpíadas de conhecimento que buscam vaga no Vestibular 2021. São 116 oportunidades em 29 cursos de graduação. A inscrição é de graça e pode ser feita pela internet até 8 de janeiro. Cada candidato pode se inscrever em até dois cursos, selecionando primeira e segunda opções. A seleção não é feita por meio de provas, mas por desempenho nas competições. Veja todas as oportunidades: Administração (noturno) - 1 vaga Ciência da computação - 5 vagas Ciências biológicas (integral) - 1 vaga Ciências biológicas licenciatura (noturno) - 1 vaga Curso 51 - ingresso para engenharia física, física, física médica e biomédica, matemática, matemática aplicada e computacional (integral) - 15 vagas Engenharia ambiental (noturno) - 2 vagas Engenharia civil (integral) - 2 vagas Engenharia de alimentos (integral) - 2 vagas Engenharia de alimentos (noturno) - 2 vagas Engenharia da computação (integral) - 9 vagas Engenharia de controle e automação (noturno) - 5 vagas Engenharia de manufatura (integral) - 1 vaga Engenharia de produção (integral) - 1 vaga Engenharia de telecomunicações (integral) - 5 vagas Engenharia de transportes (noturno) - 2 vagas Engenharia elétrica (integral) - 7 vagas Engenharia elétrica (noturno) - 3 vagas Engenharia mecânica (integral) - 7 vagas Engenharia química (integral) - 1 vaga Engenharia química (noturno) - 1 vaga Estatística (integral) - 7 vagas Física licenciatura (noturno) - 4 vagas História (integral) - 2 vagas Matemática licenciatura (noturno) - 7 vagas Química (integral) - 7 vagas Química tecnológica (noturno) - 4 vagas Sistemas de informação (integral) - 5 vagas Tecnologia em análise e desenvolvimento de sistemas (noturno) - 5 vagas Tecnologia em saneamento ambiental (noturno) - 2 vagas Quem pode se inscrever Os interessados podem ser estudantes de escolas públicas ou privadas que tenham sido medalhistas ou tido ótimo desempenho em competições do ensino médio, como olimpíadas de Matemática, Biologia, Física, Química, História e Robótica, entre outras. Só serão aceitas premiações em olimpíadas realizadas nos anos de 2018, 2019 e 2020. Documentos para comprovação O candidato poderá incluir até no máximo dois certificados comprobatórios da premiação que recebeu - um para cada opção de curso. As competições aceitas pela comissão estão presentes no edital. Veja o edital completo Unicamp tem 77,6 mil inscritos para Vestibular 2021 Unicamp cancela uso de vagas do Enem no Vestibular 2021 Processo seletivo Em cada curso, os candidatos serão convocados por ordem decrescente da pontuação obtida na competição de conhecimento. Se houver vagas não preenchidas, serão chamados por ordem decrescente os estudantes que optaram pelo curso como 2ª opção. A convocação será feita em até cinco chamadas por curso. As três primeiras serão online, na página da Comvest. Já a quarta e quinta serão presenciais, na unidade sede do curso. Todos os candidatos que realizarem matrículas virtuais deverão também fazer a matrícula presencial na data de matrícula da quarta chamada. O calendário para as chamadas e matrículas constará no Manual do Candidato e na página da Comvest. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias Veja mais notícias da região no G1 Campinas
Veja Mais

16/11 - Pesquisa da UFV mostra que hidroxicloroquina interage com DNA
Trabalho durou dois meses e apontou que o medicamento pode causar efeitos colaterais significativos. Imagem mostram cloroquina manipulada em laboratório Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo Uma pesquisa realizada por docentes da Universidade Federal de Viçosa (UFV) concluiu que a hidroxicloroquina interage com DNA e deve ser usada com cuidado. Com a pandemia da Covid-19, o G1 mostrou que o medicamento vem sendo utilizado por algumas pessoas para o combate na doença. Hidroxicloroquina não tem eficácia contra a Covid em pacientes leves e moderados, diz estudo O estudo foi realizado pelo professor do Departamento de Física da UFV, Márcio Rocha; pelo doutorando do Programa de Pós-Graduação em Física, Tiago Moura; e pela ex-aluna da instituição e atualmente professora da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Raniella Bazoni. Durante a pesquisa, os autores esclareceram que o trabalho, publicado no The Journal Physical Chemistry Letters, não avaliou a eficiência do fármaco para o tratamento de nenhuma doença especificamente, mas sim o potencial que o medicamento tem de interagir com o DNA e, por isso, causar efeitos colaterais significativos. Pesquisa De acordo com a UFV, para entender os detalhes moleculares da interação, os pesquisadores usaram uma técnica chamada de pinça ótica. O trabalho, que durou dois meses, foi realizado no Laboratório de Física Biológica do Departamento de Física da Universidade. "Usando equipamentos de ótica com altíssimas precisão e sensibilidade e em escala, eles manipulam moléculas de DNA com um laser e as colocam em uma solução com o fármaco a ser estudado, no caso a hidroxicloroquina. Utilizando modelos e protocolos já estabelecidos, os estudiosos avaliam como esta substância interage e modifica a estrutura local da dupla-hélice a partir de mudanças nas propriedades mecânicas do DNA", explicou a instituição. Conforme o professor Márcio Rocha, a ideia da pesquisa surgiu em meados de abril, logo que a substância saiu das bulas farmacêuticas para pautar a mídia sobre tratamentos para a Covid-19. "Nós precisamos de ciência para embasar decisões e esta técnica que usamos é bastante segura para oferecer resultados", explicou o pesquisador. Segundo o docente, ainda não havia, na literatura especializada internacional, "nenhum estudo com nível de detalhes semelhante ao que realizamos na UFV, sobre a interação molecular da hidroxicloroquina, um fármaco que já apresenta menos efeitos colaterais que a cloroquina". Resultado Ao fim do estudo, os pesquisadores concluíram a hidroxicloroquina interage com o DNA e de duas maneiras, dependendo da dosagem: Baixas concentrações: se liga à fenda menor da molécula; Em doses mais altas: ela deixa de se comportar como um ligante de fenda e passa a intercalar entre pares de base do DNA. 'Achamos que a interação da hidroxicloroquina é muito forte, o que é preocupante, porque também é forte o potencial de causar diversos efeitos colaterais ao organismo", afirmou o professor Márcio. A pesquisadora Raniella Bazoni esclareceu que "todo medicamento deve ser utilizado com cautela, porém no caso de fármacos que interagem fortemente com ácidos nucleicos, a preocupação e o cuidado devem ser redobrados". Os pesquisadores também explicaram que há muitos medicamentos que interagem com a molécula de DNA, principalmente os quimioterápicos indicados para tratamento de cânceres. "Estes fármacos especializados precisam ser avaliados com cuidado devido ao grande potencial de efeitos secundários. Caracterizar estes efeitos, porém, não foi um objetivo do trabalho publicado, mas a informação sobre os riscos potenciais abre novas frentes para futuras pesquisas bioquímicas", informaram. "Há muitos remédios antigos e muito usados que nunca foram testados em nível de interações moleculares. O uso eficiente desta técnica pode sugerir modificações na utilização destes medicamentos e dar mais segurança a médicos e usuários", concluiu Márcio Rocha. Initial plugin text
Veja Mais

16/11 - Fundeb: relator na Câmara prevê destinar recursos para ensino técnico de entidades filantrópicas
Parecer preliminar deixa de fora, no entanto, ensino fundamental e médio nessas instituições sem fins lucrativos. Novo Fundeb entra em vigor em janeiro, mas ainda há regras pendentes. O deputado Felipe Rigoni (PSB-ES), relator na Câmara do projeto de regulamentação do novo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), apresentou nesta segunda-feira (16) um parecer preliminar sobre o tema. Promulgado em agosto pelo Congresso, o novo Fundeb entra em vigor em janeiro. Faltando menos de dois meses para a implementação, ainda é preciso definir regras de distribuição de recursos a estados e municípios, que precisam ser aprovadas pela Câmara e pelo Senado. Para que serve o Fundeb? No parecer, Rigoni incluiu a possibilidade de repasse de recursos do Fundeb para escolas privadas sem fins lucrativos – como as filantrópicas e confessionais (ligadas a igrejas), por exemplo – na modalidade de ensino profissional técnico de nível médio. Congresso analisa regras para regulamentar novo Fundeb Reportagem do jornal "O Globo" mostrou, em outubro, que havia uma pressão do governo Jair Bolsonaro para que essas instituições, sobretudo as ligadas a igrejas, recebessem maior parte do Fundeb – por exemplo, para custear a oferta de ensino fundamental e médio. O parecer de Rigoni não contempla essa possibilidade. Segundo Rigoni, o ensino técnico profissionalizante foi incluído porque há uma carência “muito grande” dessa área no Brasil. Entidades filantrópicas como as do Sistema S (Sesc e Sesi, por exemplo) poderão cumprir esse papel, diz o deputado. "O Sistema S, e algumas fundações que já são públicas, têm uma capacidade muito grande de auxiliar o setor público”, afirmou Rigoni em entrevista nesta segunda. O relator da regulamentação do Fundeb também manteve, no parecer, autorização para que o governo repasse verbas do fundo a escolas privadas sem fins lucrativos quando houver déficit de vagas: na educação infantil; na educação do campo (rural); na pré-escola; e na educação especial no contraturno. De acordo com o relator, se os níveis fundamental e médio fossem incluídos no repasse, haveria uma redistribuição das verbas dos municípios mais pobres para os mais ricos – uma vez que o número de matrículas nas escolas privadas sem fins lucrativos é 18 vezes maior nas cidades mais ricas, em comparação com as mais pobres. "Você teria essa realocação de dinheiro que, especialmente no momento atual, poderia ser bem perversa", disse. Parlamentares e especialistas começaram a discutir regulamentação do Fundeb em outubro Até a tarde desta segunda, não havia data marcada para que a regulamentação do Fundeb fosse votada na Câmara. O texto ainda terá de ser avaliado pelo Senado e pelo presidente Jair Bolsonaro, a quem caberá a sanção das regras. Segundo Rigoni, a indicação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é de que o texto será votado será em breve, dada a urgência do tema. Novo Fundeb A mudança na Constituição aprovada pelo Congresso tornou o fundo permanente a partir do ano que vem e ampliou o repasse de verbas federais para financiar a educação básica, da pré-escola ao ensino médio. Hoje, essa complementação da União é de 10% sobre o montante reunido por governos estaduais e prefeituras – o percentual deve chegar a 23% em 2026. Congresso promulga emenda, e Fundeb permanente receberá mais verba da União Initial plugin text
Veja Mais

16/11 - Covid-19: Unicamp inicia etapa com volta presencial de até 25% dos estudantes nesta segunda
Universidade estadual liberou retorno facultativo e presencial de parte dos alunos de graduação, pós e extensão, além de até 60% dos servidores. Veja cronograma das próximas etapas. Estudantes no campus da Unicamp, antes da pandemia da Covid-19 Antonio Scarpinetti / Unicamp A Unicamp inicia nesta segunda-feira (16) a primeira etapa com volta parcial e presencial de estudantes às salas de aula. Segundo planejamento da universidade estadual, está autorizado o retorno facultativo de até 25% dos alunos matriculados em cursos de graduação, pós e extensão; além de até 60% dos servidores, incluindo neste grupo professores e funcionários técnico-administrativos. Na semana passada, a instituição aplicou 1.059 testes para detecção do novo coronavírus do tipo RT-PCR em alunos. O retorno presencial e gradativo é autorizado somente mediante apresentação do resultado negativo para a enfermidade. Veja abaixo cronograma até início de 2021. De acordo com o Ministério da Educação, a Unicamp foi a primeira universidade pública brasileira a interromper as atividades com objetivo de evitar a transmissão da doença, em 13 de março. O reinício das atividades presenciais ocorreu em 19 de outubro, com a liberação da volta facultativa de até 20% dos servidores. Já em 2 de novembro, a universidade elevou indicador para até 40% dos funcionários. Para viabilizar as duas primeiras etapas, diz a instituição, 2.971 pessoas assintomáticas foram testadas, incluindo trabalhadores, além de alunos que voltaram à universidade para integrar a força-tarefa contra a Covid-19 ou atendam aos critérios de resolução interna sobre casos excepcionais. Os testes disponíveis para toda a comunidade acadêmica da Unicamp foram enviados pelo Instituto Butantan e são realizados no próprio complexo hospitalar da universidade, em Campinas (SP). Reitor da Unicamp pede equilíbrio, mas defende retomada gradual Próximas etapas do planejamento 30/11: até 80% de servidores, até 50% de alunos (graduação, pós-graduação e extensão); 14/12: até 100% de servidores, até 75% de alunos; 23/12 a 04/01/2021 - recesso do fim de ano 04/01/2021: até 100% de servidores, até 100% de alunos, e até 25% das crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo; Atendimento de crianças Inicialmente, a Unicamp previa a hipótese do retorno facultativo de até 25% das crianças atendidas pelo Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo. Entretanto, a instituição revisou o planejamento e adiou esta parte para janeiro de 2021 com objetivo de "manter a segurança de crianças, familiares e servidores", considerando-se infraestrutura, equilíbrio entre fatores de risco/idade dos servidores e número adequado de servidores para manter as atividades adequadas dos órgãos. De acordo com a universidade estadual, as atividades do Centro de Convivência Infantil/Serviço Socioeducativo terão aumento gradativo de 25%, a cada duas semanas, a partir da data de início. Cuidados e volta facultativa Em nota, a Unicamp destaca ações para garantir segurança, além da testagem prévia, e diz que as mudanças de fases ocorrem a cada duas semanas, preferencialmente sob a forma de rodízio: Estabelecimento de equipe responsável por cumprir todos os protocolos de saúde aplicáveis às saúdes, em cada órgão ou unidade; Realização de treinamentos compulsórios que foram estabelecidos para servidores, funcionários de empresas terceirizadas e alunos - clique aqui para conferir mais detalhes; Preenchimento diário de inquérito sintomatológico por todos os alunos, professores, servidores e demais profissionais que estejam com atividades presenciais na universidade; Além disso, a universidade estadual ressalta obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção facial por integrantes da comunidade acadêmica nos espaços fechados ou abertos dos campi; e que estão proibidas aglomerações em todos os espaços da Unicamp enquanto houver quarentena no Estado de São Paulo e vigência das medidas preventivas para enfrentamento ao novo coronavírus. Planejamento A Unicamp diz que o cronograma de retomada foi estabelecido com base nas classificações de Campinas, Limeira e Piracicaba no planejamento do Estado para flexibilizar a economia durante a pandemia - Plano SP. As cidades estão na fase verde e a condição para reinício das atividades era que cada município ficasse ao menos 28 dias consecutivos na fase amarela ou verde da classificação. Caso elas retrocedam para as fases laranja ou vermelho, a universidade estadual afirma que as aulas e atividades presenciais não essenciais serão suspensas imediatamente em todos os campi. Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Veja Mais

15/11 - UFSJ implementa plano para gestão ambientalmente correta de resíduos sólidos
O Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGR) segue a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). UFSJ implementa plano para gestão ambientalmente correta de resíduos sólidos UFSJ/Divulgação A Universidade Federal de São João del Rei implementou o Plano de Gerenciamento de Resíduos (PGR). A medida, que segue a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), tem o objetivo de promover a gestão de resíduos sólidos de forma ambientalmente correta. De acordo com a UFSJ, o gerenciamento abrange da geração ao destino final, passando pelas etapas de implementação e operação; verificação e ações corretivas; análise crítica da administração. Na instituição os serviços de coleta, transporte, tratamento e disposição final são prestados pela empresa Oxigás Resíduos Especiais. Até o momento, foram coletados aproximadamente 200 quilos de resíduos, que passaram por tratamento e destinação ambiental adequados, conferindo à Universidade o Certificado de Destinação Final (CDF). Política Nacional de Resíduos Sólidos No PNRS o gerenciamento de resíduos engloba uma série de atividades, realizadas de forma direta ou indireta, no processo de inventário, coleta, transporte, tratamento, destinação e destinação final adequada ao meio ambiente. A gestão de resíduos deve também considerar como prioridades: não geração; redução; reutilização e reciclagem.
Veja Mais